O pior de tudo é que o efeito da inflação já se começa a fazer sentir nas taxas de juro das obrigações do tesouro norte-americano:
Atenção: o conteúdo deste blogue é uma mera colectânea de observações pessoais acerca dos mercados financeiros. O seu autor, Afonso de Portugal, não é um profissional da bolsa e as análises que faz sobre os mercados não devem ser encaradas como sugestões de investimento. O autor demite-se de toda e qualquer responsabilidade por eventuais perdas financeiras decorrentes da adopção estratégias de investimento e/ou de especulação com base nos comentários publicados neste blogue.
O pior de tudo é que o efeito da inflação já se começa a fazer sentir nas taxas de juro das obrigações do tesouro norte-americano:
Last but not least, voltamos a olhar para o gráfico mensal do S&P 500, com a zona de suporte a vigiar assinalada a cor amarela:
A vela correspondente a esta semana está bonita, mas hoje ainda só é quarta-feira. Até sexta, tudo pode mudar. Portanto, "tudo como dantes no quartel de Abrantes"... é preciso manter a paciência e ver o que acontece nos próximos dias.
1. Diferença entre os novos máximos e os novos mínimos (total mercados EUA a cada 5 dias), desde Abril de 2002:
As duas situações assinaladas nos dois rectângulos a amarelo têm algumas semelhanças, mas ainda não se pode dizer que são análogas. Fica no entanto o aviso: podem mesmo ser análogas, é preciso esperar para ver.
2. Índice CRB de Reuters/Jeffries vs. S&P 500
O índice CRB (Commodities Research Bureau) de Reuters/Jeffries procura replicar o comportamento dos mercados de matérias-primas (commodities), de acordo com a seguinte distribuição: agricultura (41%), contratos de energia (39%), metais de base e industriais (13%), e metais preciosos (7%). O interesse desta comparação reside no facto de o CRB de Reuters/Jeffries tender a subir com a inflação e com o aumento do custo da energia, o que por vezes (≠ sempre) coincide com períodos de retracção dos mercados.
3. S&P 500 com várias médias móveis assinaladas
O $SPX está com bom aspecto no gráfico semanal, mas com menos bom aspecto no gráfico mensal. O que quer isto dizer? Apenas que devemos considerar a possibilidade de o maior índice bolsista mundial passar os próximos meses em lateralização. Repito, possibilidade, porque basta olhar para um gráfico histórico para percebermos rapidamente que é possível o MACD mensal ter um cruzamento negativo e, mesmo assim, o $SPX continuar subir a longo prazo. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu entre 1982 e 2000: