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domingo, 17 de julho de 2016

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (10)


     Aqui fica o vídeo desta semana do Sr. Hentges:



Pontos-chave do vídeo do Sr. Hentges:

  • 00m23s A evolução recente do Dow Jones Industrial Average ($INDU) sugere a continuação das subidas. Recorrendo à Teoria das Ondas de Elliott, o Sr. Hentges antevê a possibilidade de ocorrer um novo máximo de pelo menos 19700 pontos. Para já não passa disso, uma possibilidade.
  • 04m52s O Oscilador de McClellan para o compósito da NYSE ($NYMOT) está presentemente em território de sobrecompra, mas isso não significa que as subidas não possam prosseguir nas próximas sessões. Recordo que o $NYA ainda se encontra bastante abaixo do seu máximo histórico, não obstante ter superado uma importante zona de resistência na casa dos 10600 pontos.
  • 06m07s O sector da construção residencial (XHB) está ainda mais longe dos seus máximos históricos. O Sr. Hentges consegue inclusivamente traçar uma linha  de resistência diagonal que o XHB ainda nem sequer alcançou.
  • 06m46s O sector financeiro (XLF) parece ainda pior, uma vez que a acção de preços ainda não conseguiu superar a linha de tendência descendente que vigora desde os máximos de Julho de 2015.
  • 07m28s Tal como o Sr. Shannon tinha feito no vídeo anterior, o Sr. Hentges acha que o sector das biotecnológicas (IBB) continua em Bear Market. No entanto, o Sr. Hengtes consegue discernir um fundo duplo potencial na acção de preços do IBB, algures nos $240, a tal zona de suporte multimensal identificada no postal anterior. Ainda assim, é preciso vencer a zona de resistência entre os $285 e os $290 para que essa figura de reversão (fundo duplo) seja confirmada.

sábado, 9 de julho de 2016

Chris Ciovacco: «Estarão as acções prestes a disparar para cima?"


      Aqui fica o habitual vídeo semanal do Sr. Ciovacco. A mensagem central é a seguinte:



Alguns pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
  • 00m40s O Sr. Ciovacco começa por nos alertar para o facto de que, não obstante as subidas dos índices bolsistas na sessão de sexta-feira, os activos de carácter defensivo (ouro, prata, obrigações, etc.) não registaram quedas significativas. Pelo contrário, o ouro subiu (GLD, +0,60% sexta-feira, +1,64% semana), a prata subiu (SLV, +2,73% sex., +2,56% sem.) e as obrigações do tesouro americano a 20+ anos subiram (TLT, +1,53% sex., +1,28% sem.).
  • 02m04s O Sr. Ciovacco mostra-nos este interessante gráfico onde se mostra o crescimento anualizado do crédito concedido pelas instituições financeiras dos EUA:
 
  • Pode observar-se que o crescimento do crédito tem vindo a desacelerar desde a crise financeira de 2008, tendo passado de 9%/ano no início deste século para cerca de 3,5%/ano desde 2010. O Sr. Ciovacco explica, recorrendo a um artigo da autoria de Bill Gross (Janus Capital), que as economias mais alavancadas são precisamente aquelas que mais dependem da criação de crédito para a sua estabilidade e longevidade. Quando o sistema económico (e não os bancos centrais) deixam de conseguir gerar crédito suficiente, o crescimento económico real detém-se pode mesmo reverter, i.e. tornar-se negativo.
  • 03m54s O Sr. Ciovacco argumenta que esta desaceleração no crescimento anualizado do crédito se reflecte na liderença sectorial dos mercados. Como exemplo, ele cita o rácio XLB:TLT (sector dos materiais dividido pelas obrigações), no qual se pode verificar, olhando para o gráfico semanal correspondente, um claro Bear Market, não obstante as subidas dos principais índices da sessão de sexta-feira.
  • 05m26s O sector energético (XLE) também não retomou a anterior zona de suporte-resistência multianual na casa dos $70, com as recentes subidas a ficarem até abaixo dessa marca.
  • 05m48s O Sr. Ciovacco faz um exercício bastante interessante utilizando o gráfico do quociente entre as obrigações do tesouro protegidas contra a inflação (US treasury inflation-protected securities –TIPS, TIP:NYSE) e o fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) que replica o rendimento das obrigações do tesouro americano com maturidade entre 7 e 10 anos, o IEF (IEF:NYSE). O exercício consiste em monitorizar a expectativa do aumento da inflação, através do gráfico da tendência de evolução do quociente supracitado: se o quociente subir, então os investidores estão a preferir TIP, o que significa que estão à espera que a inflação aumente. Por outro lado, se o quociente diminuir, isso significa que os investidores estão a preferir IEF, o que significa que estão à espera que a inflação se mantenha ou diminua.

    Ora, apesar o gráfico semanal do quociente TIP/IEF mostra uma clara tendência decrescente, com uma linha de tendência descendente válida e tudo, o que significa que os investidores não estão apostados numa subida da inflação nos próximos tempos. De resto, o Sr. Ciovacco alerta para o facto de que, historicamente, tanto as acções como as obrigações tendem a estagnar durante os períodos de inflação elevada, enquanto as matérias-primas tendem a subir. Moral da história? Na presente conjuntura, é preciso manter-se aberto a todas as formas e veículos de investimento, sob pena de perdermos a festa. 
  • 06m17s Comparando o gráfico diário do S&P 500 ($SPX) com o gráfico diário do quociente entre o S&P 500 as obrigações do tesouro americano ($SPX:TLT), observa-se uma divergência clara entre o índice e o quociente que já dura pelo menos desde o início de 2016.
  • 08m11s No entanto, é preciso ter presente que, durante a sessão de sexta-feira, o volume e a diferença entre avanços e recuos (breadth) dos componentes do principais índices foi significativamente maior do que noutras ocasiões (eu por acaso não concordo, mas aqui o especialista é o Sr. Ciovacco).
  • 09m22s Olhando apenas para os preços de fecho diário do compósito da NYSE ($NYA), constata-se que o preço final de sessão de sexta-feira é o mais elevado desde o Verão de 2015. No entanto, olhando para as velas japonesas completas (incluindo os máximos em cada dia), verificamos que a resistência na casa dos 10600 pontos permanece intacta.
  • 10m57s Quando se divide o $NYA pelas obrigações (TLT), obtemos um claro padrão de máximos e mínimos cada vez mais baixos, o que significa que o $NYA tem tido um desempenho pior do que as TLT.
  • 12m18s Olhando agora para o gráfico semanal do rácio entre o sector petrolífero (XOP) e o S&P 500 ($SPX), verifica-se que o quociente estagnou numa anterior zona de suporte  na casa dos 0,0175. Se a isto juntarmos o facto de que o momento (RSI) está a decrescer, então verificamos que as acções continuam perferíveis ao petróleo.
  • 12m58s As acções do sector financeiro europeu ($E1FIN) ainda não recuperaram das quedas que se seguiram ao Brexit. Com efeito, as recentes subidas foram muito modestas comparativamente aos ganhos do S&P 500 para o mesmo período.
  • 13m42s O sector da construção residencial (XHB) registou uma subida interessante na sessão de sexta-feira (+2,41% e +3,35% semana). No entanto, a história recente do fundo transaccionável XHB tem sifo marcada por várias penetrações bullish falhadas, o que nos deve deixar em alerta em relação aos presentes ganhos.
  • 16m22s As acções globais (ACWI) também registaram subidas importantes nas duas últimas semanas. Porém, a principal resistência a abater, na casa dos $57, permanece em jogo. Além disso, quando se olha para o rácio ACWI:TLT, os recentes rallies parecem bem menos impressionantes, com a tendência primária de descida a ficar bem evidente.

domingo, 8 de maio de 2016

Mercados americanos: análises para todos os gostos


     Esta semana há análises técnicas para todos os gostos, umas muito esperançosas quanto à evolução dos índices, outras quase apocalípticas. Hoje escolhi partilhar todos os vídeos e gráficos dos analistas que sigo habitualmente, ao invés de me focar sobretudo na análise de apenas um deles, como é habitual aqui no AnB. A ideia é mostrar-vos o que acontece quando a incerteza nos mercados é muita: até os especialistas divergem e andam aos papéis! O que não quer dizer que não saibam o que se está realmente a passar, atenção! É que toda a gente tem os seus interesses próprios e é preciso sempre separar o que é matéria de facto daquilo é mera opinião.

1. Brian Shannon: moderadamente optimista




Apesar de a acção de preços no S&P 500 (SPY) se encontrar presentemente abaixo de uma média móvel a 5 dias descendente, tendo já feito uma série de máximos e mínimos consecutivamente mais baixos,  o Sr. Shannon acredita na possibilidade de voltarmos às subidas, uma vez que o SPY reagiu bem à media móvel a 50 dias. No entanto, o Sr. Shannon faz uma ressalva: "se o preço quebrar a zona de suporte entre os $202,5 e os $203, a situação ficará mais negativa e nós teremos de ficar mais defensivos."

Já o Nasdaq 100 (QQQ) está bastante mais negativo mas, ainda assim, acima da média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) calculada desde o início do ano (year-to-date - YTD). O Sr. Shannon acredita que a zona de suporte na casa dos $104,5 será determinante para o sentido da evolução do QQQ. Caso seja quebrada, devemos ficar preocupados.

O Russell 2000 (IWM) parece estar um pouco melhor, com o preço a regiar bem à media móvel a 50 dias. No entanto, ainda é preciso que a média móvel a 5 dias descendente seja penetrada para cima de uma forma convicndente, i.e. penetração + inversão do sentido da MM(5) + constituição de suporte sobre a mesma.

Bem pior parece estar o sector dos Semincondutores (SMH), que se encontra presentemente bem abaixo da media móvel a 50 dias, tendo descido até ao segundo nível de retracção de Fibonacci (38,2%). As Biotecnológicas (IBB) estão ainda pior, tendo falhado o assalto ao máximo anterior, assim como a Apple Inc. (AAPL: Nasdaq GS). Por outro lado, a Tesla Motors Inc. (TSLA: Nasdaq GS) parece estar a estabilizar, tendo encontrado suporte sobre a sua média de preços ponderada por volume (YTD). Já as obrigações do tesouro americano a 20 e mais anos (TLT) parecem estar a formar um triângulo descendente no seu gráfico diário, que apenas será confirmado se a zona de suporte nentre os 126,5$ e os $127 vier a ceder.

2. Greg Harmon: moderadamente pessimista


A vela japonesa da sessão de sexta-feira foi forte, mas ainda insuficiente para determinar o fim das quedas. O Sr. Harmon acha que o RSI no gráfico diário do SPY ainda pode voltar a subir, mas observa que o MACD está claramente descendente.



Já no gráfico semanal, é possível verificar que o RSI ainda se encontra acima dos 50 %, mas há uma ligeira divergência negativa entre o histograma do MACD e as suas médias móveis exponenciais. O volume transaccionado também está a diminuir.


Perante isto, o Sr. Harmon acha que o mais provável é ocorrer um consoloidação (lateralização) de preços durante a próxima semana, com a possibilidade de haver mais quedas.

3. Joseph Hentges: moderadamente pessimista





O Sr. Hentges começa pelo Dow Jones Industrial Average (DJIA), observando que a média móvel a 10 dias acaba de cruzar a média móvel a 20 diasUma vez que isto aconteceu pela primeira vez desde o início do presente "rally", pode constituir um indicador de uma possível da reversão da tendência de médio prazo (semanas). O mesmo se passa no Russell 2000 ($RUT). Note-se, ainda assim, que ambos DJIA e $RUT se encontram acima das suas respectivas médias móveis a 50 dias.

No entanto, é nos gráficos semanais que a verdadeira guerra está a ser travada. O Sr. Hentges acredita que o presente duplo topo no DJIA pode estar a formar-se, embora seja necessária uma confirmação (quebra definitiva dos 17600 pontos). Já o gráfico semanal do $RUT mostra um claro Bear Market, com dois fundos e três topos consecutivamente mais baixos desde Junho do ano passado.


O índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) continua a lutar contra a resistência nos 17 pontos. O Sr. Hentges acha que se pode ter formado um fundo duplo no gráfico diário do $VIX, mas essa é uma ideia que terá ser abandonada se o índice descer novamente abaixo dos 14 pontos.

O Sr. Hentges acha que os Semicondutores podem estar prestes a cair novamente e a contrução civil residencial (XHB) também não está famosa. Já o sector financeiro (XLF) desenhou uma interessante "bear trap" no início do mês de Abril, mas agora parecem estar a ser travados pela
 média móvel a 50 dias.


4. Chris Ciovacco: pessimista  




O Sr. Ciovacco começa por salientar dois aspectos fundamentais: (1) a subida do emprego nos EUA ficaram muito aquém das expectativas em Abril de 2016 (+160 k), mas (2) o salário médio continuou a aumentar (+$0,08 em Abril, para $25,53/hora), o que dá uma média de crescimento de +2,5% nos últimos doze meses! O Sr. Ciovacco argumenta que o aumento continuado do poder de compra dos norte-americanos pode levar a FED a fazer mais um “rate hike”, i.e. a implementar mais uma subida das taxas de juro.

Aqui o vosso blogueiro tem sérias dúvidas de que isso aconteça nos próximos meses, porque um novo “rate hike” nesta altura tem um grande potencial para deitar abaixo as bolsas americanas, o que colocaria em causa a estratégia seguida pela FED durante o mandato de Obama, penalizando gravemente Hillary Clinton, que é a candidata preferida por Wall Street.

Em seguida, o Sr. Ciovacco faz um exercício bastante interessante utilizando o gráfico do quociente entre as obrigações do tesouro protegidas contra a inflação (US treasury inflation-protected securities –TIPS, TIP:NYSE) e o fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) que replica o rendimento das obrigações do tesouro americano com maturidade entre 7 e 10 anos, o IEF (IEF:NYSE). O exercício consiste em monitorizar a expectativa do aumento da inflação, através do gráfico da tendência de evolução do quociente supracitado: se o quociente subir, então os investidores estão a preferir TIP, o que significa que estão à espera que a inflação aumente. Por outro lado, se o quociente diminuir, isso significa que os investidores estão a preferir IEF, o que significa que estão à espera que a inflação se mantenha ou diminua.

Ora, o gráfico semanal do quociente TIP/IEF mostra uma clara tendência decrescente, o que significa que os investidores não estão apostados numa subida da inflação nos próximos tempos. De resto, o Sr. Ciovacco alerta para o facto de que, historicamente, tanto as acções como as obrigações tendem a estagnar durante os períodos de inflação elevada, enquanto as matérias-primas tendem a subir. Moral da história? Na presente conjuntura, é preciso manter-se aberto a todas as formas e veículos de investimento, sob pena de perdermos a festa.

Agora vem a parte mais interessante do vídeo, uma citação apocalíptica de Stan Druckenmiller, gestor de fundos na Duquesne Capital:

«Os nossos reguladores míopes não têm como acabar com isto. Eles hesitam de uma política fiscal de curto prazo ou estímulo monetário para o próximo, não obstante as evidências esmagadoras de que esses estímulos apenas produzem um efeito muito limitado, mas aumentam a dívida improdutiva que impede o crescimento a longo prazo. Mais ainda, o declínio continuado do crescimento global – apesar de todos estes estímulos sem precedentes ao longo da última década – sugere que temos andado a pedir tanto [dinheiro] emprestado ao nosso futuro e durante tanto tempo que, quando a bola de neve finalmente chegar, será uma avalanche imparável.»

Druckenmiller prossegue:

«Ao longo do último ano, a volatilidade observada nos mercados globais, que muitas vezes precede uma alteração da tendência primária, sugere que o rácio risco/recompensa é agora negativo, a não ser que os preços desçam significativamente ou haja reformas estruturais. Mas é melhor esperarem sentados pelas últimas.»

Aqui o vosso blogueiro tende a ser muito céptico em relação a este género de previsões apocalípticas, sobretudo quando o “vidente” nos recomenda comprar ouro. Mas também não devemos ser totalmente autistas e ignorar os profetas da desgraça, quanto mais não seja para nos lembrarmos de tempos a tempos que o risco está lá e, se o subestimarmos, come-nos vivos! Cinjamo-nos ao que é matéria de facto e que o vídeo mostra a partir dos 13 minutos: os três maiores índices americanos, S&P 500, DJIA e Nasdaq 100 falharam o assalto aos máximos de 2015. O S&P 500 e o Nasdaq 100 nem sequer conseguiram chegar aos máximos de Novembro. O mesmo pode ser dito para o compósito da NYSE ($NYA) e para o ETF respeitante às acções globais (ACWI).

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (9)


    Numa altura em que muita gente está a apontar para mais subidas nos mercados americanos (eu volto a enfatizar que me parece má ideia apostar em qualquer direcção neste momento), vale a pena ouvir uma análise em sentido contrário, neste caso a do Sr. Joseph "Joe" Hentges.

    Se bem se lembram, o Sr. Hentges usa a Teoria das Ondas de Elliott para decidir o timing da abertura das suas transacções. Eu não uso a TOE, mas respeito qualquer metodologia que dê dinheiro às pesoas ao longo de muitos anos. Ora, um dos  argumentos do Sr. Hentges é precisamente o facto de a TOE apontar para a ocorrência de uma terceira onda descedente que, segundo o Sr. Hentges, poderá iniciar-se durante esta semana:



Mas há mais:

[01m41s]: o indicador de máximos e mínimos da NYSE ("New York high-low", $NYHL) parece estar a atingir a zona de saturação, a partir da qual costuma geralmente "despenhar-se". Obviamente que isto não garante nada, mas deve colocar os "touros" em sentido.

[02m32s]: já o indicador de volatilidade do S&P 500 ($VIX) poderá estar a fazer um "fundo duplo"  que, a confirmar-se, seria o início de mais um período de quedas.

domingo, 17 de maio de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (6)


O Sr. Shannon voltou a baldar-se esta semana (acho que lhe vou começar a chamar "Baldas" Shannon). Portanto, vamos ter que nos conformar com as análises de outros.

Os mercados accionistas dos EUA continuam a perder momento, enquanto o Euro continua a ganhar cada vez mais terreno ao Dólar. Aqui fica mais uma análise semanal de Joseph Hentges que chama a atenção para o valor invulgarmente baixo do índice direccional médio (Average Directional Index - ADX) dos diferentes índices.


Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[00m59s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou a semana positivo, mas o Sr. Hentges alerta para um pequena divergência no Índice Direccional Médio (Average Directional Index - ADX). Eu ainda não acho essa divergência minimamente preocupante, mas o Sr. Hentges já anda nisto há mais anos que eu, por isso, fica o alerta.

[01m19s]: o S&P 500 ($SPX) fechou pela primeira vez acima dos 2120 pontos, mas o Sr. Hentges chama atenção para a vela japonesa de sexta-feira, em padrão "homem enforcado" que, de acordo com as suas palavras, está um pouco mais "doji".

[02m57s]: o Sr. Hentges acha que há grandes probabilidades de a sua  cunha ascendente no compósito de Nasdaq ($COMPQ) ter sido quebrada para baixo e que poderemos ter a confirmação dessa quebra negativa durante a próxima semana.

[03m34s]: curiosamente, a situação no compósito da NYSE ($NYA) é exactamente oposta, com o índice a cruzar a sua  cunha ascendente para cima e a fechar em máximos históricos (11 228,35 pontos). O sr. Hentges é extramemento cauteloso: "veremos se esta força vai continuar ou não", diz ele.

[04m02s]:o Russell 2000 ($RUT) não conseguiu superar a sua média móvel a 50 dias -MM(50)-, com a vela japonesa de sexta-feira a fazer um padrão de "homem enforcado", semelhante ao do S&P 500 mas muito mais negativo. Uma nota importante: o Sr. Hentges diz que as velas japonesas das últimas sessões parecem estar a desenhar um pendente/bandeira "bearish". Confesso que não estou lá muito convencido mas, mais uma vez, ele anda nisto há mais tempo do que eu.

[04m53s]: quanto aos gráficos semanais (a meu ver, o ponto forte das análises do Sr. Hentges), realço o sguinte:
  • todos os índices (ainda) se encontram dentro da sua respectiva cunha ascendente;
  • no entanto, o Índice Direccional Médio (Average Directional Index - ADX) está extremamente baixo; ora, como o ADX traduz a força da tendência vigente, valores muito baixos indicam um enfraquecimento drástico da tendência; pior do que isso, valores muito baixos do ADX tendem a ser sucedidos por subidas ou descidas muito rápidas, com o Sr. Hentges a apostar mais no segundo caso.

[08m31s]: o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) está agora numa zona mais neutro (fecho 0,98) depois de ter feito um máximo (1,98) no dia 5 de Maio. É um sinal de indecisão. Já o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) andou em sentido contrário (12,38 fecho) e fechou abaixo do suporte semanal (12,5) mas ainda acima do suporte diário (12,0). O Sr. Hentges acha que o $VIX poderá estar a preparar-se para subir, mas também podemos assistir a um processo de consolidação durante as próximas sessões.

[09m43s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) registou uma ligeira subida que não impressiona o Sr. Hentges, porque há uma clara tendência descendente que vigora desde Março. O mesmo é válido para o oscilador de McClellan ($NYMOT), cujo gráfico fez um novo máximo bem abaixo dos máximos de Abril.

[11m31s]: As obrigações de "juro elevado" (HYG) têm estado a lateralizar, mas teimam em quebrar uma linha de tendência ascendente (LTA) que vigora praticamente desde o início do ano. Já as obrigações do tesouro americano a 20+ anos (TLT) continuaram a cair este semana e, apesar de terem encetado uma recuperação interessante na sexta-feira, continuam abaixo da média móvel simples a 200 dias -MM(200). No entanto, há alguma margem para um pequeno "rally" de correcção durante as próximas sessões.

[13m12s]: o dólar americano ($USD) voltou a desiludir está agora sob o último suporte significativo antes da queda livre (93). O Sr. Hentges acredita na continuação das quedas e até determinou um preço-alvo de 91,8 com base numa retracção de Fibonacci.

[14m02s]: o petróleo (USO) está num ponto muito interessante -sobretudo se olharmos para o gráfico semanal que o Sr. Hentges infelizmente não mostra. A anterior resistência nos $20 foi penetrada e passou seguidamente a suporte, estando, para já, aguentar bem. Podemos estar perante um processo de consolidação e, se assim for, o petróleo deverá continua a subir nas próximas semanas.

[14m43s]: em relação ao ouro (GLD), o Sr. Hentges vem com uma conversa que, muito sinceramente, é chinês para mim, uma vez que eu nunca estudei a Teoria das Ondas de Elliott. Seja como for, tendo a concordar com a sua conclusão, que é "podemos vir a ter um rally de correcção". Não concordo no entanto com o objectivo que ele traçou (ponto "a" no gráfico). Parece-me excessivamente optimista.

[16h58s]: os semicondutores (SMH) estão a lutar com uma resistência na casa dos $57 desde finais do mês de Abril. Em caso de ruptura dessa resistência, teremos um ponto de entrada interessante, com a ressalva de que ainda há dois máximos anteriores por superar, $57,88 e $58,47.

[17h31s]: o sector da construção civil residencial (XHB) foi animado pela descida das taxas de juro a longo prazo (em rigor foi uma não-subida, mas vai dar ao mesmo) e recuperou daquilo que estava a ameaçar transformar-se num topo duplo, estando novamente acima da média móvel simples a 50 dias. Há no entanto uma forte resistência nos $37 e é muito provavelmente para lá que o preço do XHB se vai dirigir nas próximas sessões.

[18m24s]: o sector financeiro (XLF) também parece estar finalmente a recuperar, apesar de ter sido rejeitado pela resistência nos $24,75 durante a sessão de sexta-feira. Enquanto essa resistência não for ultrapassada, não vale a pena acreditar em festas.

[19m02s]: as biotecnológicas (IBB) voltaram a subir, mas muito mais modestamente do que em ocasiões anteriores. O Sr. Hentges chama a atenção para a vela "doji" na sessão de sexta-feira (sinal de indecisão por parte dos investidores/especuladores). Para além disso, o volume transaccionado diminui bastante desde finais de Março. Já o sector energético (XLE) segue um padrão semelhante ao do petróleo (USO) mas mais vincado, i.e. as quedas foram mais pronunciadas. Há um suporte claro nos $80 mas, dependendo da evolução do petróleo, poderá não aguentar nas próximas sessões.

[21m59s]: a Goldcorp (GG) parece estar atrasada em relação à sua matéria-prima, o outro (GLD). Com todas as médias móveis de longo e médio prazo negativas, o melhor é mesmo mantermo-nos afastados, mas vigilantes.

[22m23s]: a Newmont Mining (NEM) está bastante mais "bullish", com uma anterior resistência na casa dos $27 a servir agora como suporte. Não obstante, o Sr. Hentges diz que os seus indicadores técnicos de eleição (ADX, DI e RSI) estão em divergência, o que indicia a possibilidade de haver quedas nas próximas sessões. A tendência de longo prazo na NEM é, não obstante, positiva.

[23m55s]:  a Freeport McMoran (FCX) tem feito máximos e mínimos consecutivos mais altos desde Janeiro e o Sr. Hentges acha que o potencial de subida desta acção poderá não estar esgotado.

[25m15s]: Finalmente, a Silver Wheaton (SLW) parece estar a acumular pressão compradora e poderá vir a subir em breve. O Sr. Hentges avisa no entanto que não devemos esperar um movimento tão forte quanto aquele que ele prevê para as acções ligadas ao ouro.

Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora o SMH.

domingo, 26 de abril de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (5)


Aqui fica mais uma análise semanal aos mercados americanos feita por Joseph "Joe" Hentges. Chamo a atenção para o facto de o Sr. Hentges publicar outros vídeos durante a semana, vídeos esses que também vale a pena ver. No entanto, como eu acho que o seu ponto forte são os gráficos semanais, apenas publico aqui no AnB a análise semanal que ele faz todos os Sábados. Recomendo no entanto aos meus leitores que dêem uma olhada ao seu canal do YouTube. Vale bem a pena!



Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[01h35s]: as análises do Sr. Hentges têm uma coisa muito positiva em relação às análises dos outros dois analistas técnicos que eu acompanho aqui no AnB, o Sr. Shannon e o Sr. Harmon. Essa "coisa" é o Dow Jones Industrial Average (DJIA) que, não sei bem porquê, os outros dois analistas não incluem nos seus vídeos/artigos. Olhando para o gráfico do DJIA, vemos que a situação não é tão bonita como nos outros índices (S&P 500, Nasdaq e Russell 2000, ver a analise do Sr. Harmon no postal anterior).

[01h50s]: com efeito, o Sr. Hentges identificou, há já algumas semanas atrás, um ponto "e" no seu gráfico que, de acordo com a Teoria das Ondas de Elliott, tem de ser superado para que o DJIA possa voltar a subir de forma consistente. Ora, para já, o DJIA falhou o assalto a esse ponto "e", com o Sr. Hentges a dizer "vamos ver o que acontece na próxima semana".

[02h27s]: o S&P 500 ($SPX) fez um novo máximo histórico e o Sr. Hentges observou uma divergência muito interessante no gráfico do Índice Direccional Médio (Average Directional Index - ADX). Essa divergência sugere que poderá ocorrer um forte movimento dos preços nas próximas sessões.

[03h35s]: o Nasdaq ($COMPQ) está em máximos de 15 anos, mas o Sr. Hentges chama a atenção para a vela "doji" sobre o limite superior dos Canais de Keltner. Em ocasiões anteriores, velas "doji" semelhantes acabaram por fazer recuar o índice.

[04h40s]: a situação é semelhante no compósito da NYSE ($NYA), embora aqui o preço ainda não tenha chegado ao topo do canal de Keltner correspondente. 
[05h12s]:o Russell 2000 ($RUT) parece estar a ser travado pela linha de tendência ascendente (LTA) que limite a cunha identificada há algumas semanas atrás pelo Sr. Hentges (linhas a cor-de-rosa no gráfico do vídeo) e também por uma LTA multianual que já vem desde o final da Crise Financeira (2009). Além disso, os indicadores técnicos (RSI e ADX) continuam a mostrar divergências face ao avanço do índice.

[08h35s]: o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) desceu até aos 0,65 durante a sessão de Sexta-feira, mas depois voltou a subir e fechou a 1,0. É um sinal de indecisão. Já o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) andou em sentido contrário (12,29 fecho), rejeitando os máximos da sessão (13,02). O Sr. Hentges acha estes níveis anormalmente baixos e diz que "temos divergência no VIX" porque o Índice de Força Relativa (Relative Strenght Index - RSI) fez um novo máximo, enquanto o índice fez um novo mínimo.

[12h03s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) está descendente desde finais de Março, o que significa que ainda não confirmou o movimento ascendente recente. Essa ausência de confirmação ainda é mais clara no oscilador de McClellan ($NYMOT), cujo gráfico fez um novo máximo bem abaixo do máximo anterior.

[13h30s]: As obrigações de "juro elevado" (HYG) têm estado a lateralizar, enquanto as obrigações a 20+ anos (TLT) parecem ter quebrado para baixo a zona de consolidação em que se encontravam desde o final de Março. No entanto, o gráfico semanal das TLT não é conclusivo, havendo uma rejeição dos preços abaixo da MM(21) que pode significar que o título ainda pode voltar a subir.

[14h50s]: já o dólar ($USD) tem estado a corrigir as fortes subidas do início do ano e o Sr. Hentges acha mesmo, com base no gráfico semanal, que ainda deveremos ter mais descidas antes da tendência ascendente primária ser restabelecida. Por outro lado, o petróleo (USL) parece estar a tentar subir mas, para já, foi rejeitado pela forte resistência na casa dos $27,5. De salientar também que o Índice de Força Relativa (Relative Strenght Index - RSI) ultrapassou esta semana os 50%, encontrando-se agora me zona "bullish". O ouro (GLD) parece ter retomado a sua tendência descendente primária.

[18h11s]: os semicondutores (SMH) falharam a penetração da linha de tendência descendente (LTD) que vigora desde o final de Fevereiro e estão novamente a cair. No enanto, o SMH fechou apenas ligeiramente abaixo da média móvel a cinquenta dias -MM(50)- e sob uma anterior zona de resistência ($56) que pode ter-se transformado em suporte. O sector da construção civil residencial (XHB) teve um ressalto bem interessante na Sexta-feira, reagindo à zona de suporte na casa dos $35. No entanto, este ETF parece estar confinado a um intervalo de transacção rectangular com resistência em redor dos $37, sendo melhor esperar que esse nível seja ultrapassado antes de abrirmos ou reforçarmos posições.

[19h37s]: as biotecnológicas (IBB) continuaram a subir [IBB +2,03% semana] e, apesar da sessão negativa de Sexta-feira, o movimento ascendente ainda poderá não estar esgotado. Já o sector energético (XLE) mostra um padrão muito semelhante ao do petróleo, com um potencial duplo fundo e uma resistência-chave na casa dos $82,5 que permanece por penetrar.

[21h15s]: a Goldman Sachs (GS) parecia estar a desenhar um padrão de "cabeça e ombros" desde Outubro de 2014 mas, felizmente para a saúde do presente Mercado dos Touros, essa potencial figura de reversão acabou por não se concretizar. O declive da média móvel a 50 dias -MM(50)- voltou a ficar positivo e agora é possível que a acção volte a subir.

[22h52s]: continuando no sector financeiro, o Bank of America (BAC) está bem pior do que a GS e ainda não recuperou das quedas de Dezembro e Janeiro. Neste caso é bastante mais difícil prever o que vai acontecer a seguir, uma vez que a zona de consolidação que se formou desde Fevereiro tanto pode ser quebrada para cima, como para baixo.

[24h19s]: A JP Morgan Chase (JPM) apresenta um padrão muito semelhante à GS, embora mais dilatado no tempo. A tendência primária de longo prazo permanece ascendente, mas o Sr. Hentges acha que há qualquer coisa de cunha ascendente no padrão dos preços que o deixa desconfortável [N.B. é por estas e por outras que eu ando a dizer há já semanas que as acções do sector financeiro devem ser evitadas.]

[25h50s]: A Visa (V) teve um movimento ascendente fantástico na Quarta-feira, quebrando atá uma LTD que vigorava desde Março. O problema é que, quando se olha para a evolução da acção desde o início do Bull Market, fica-se com a sensação de haver uma certa saturação do movimento ascendente. Isto não quer dizer que a acção não possa continuar a subir, apenas que o risco é muito significativo.

domingo, 19 de abril de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (4)


Aqui fica mais uma análise semanal dos mercados americanos de Joseph "Joe" Hentges. Recordo mais uma vez que a especialidade do Sr. Hentges é a utilização da Teoria das Ondas de Elliott para prever movimentos de médio prazo (várias semanas) das cotações. O seu ponto forte é, na minha modesta opinião, a grande quantidade de gráficos semanais nos oferece e em que olha para o Bull Market como um todo, fazendo previsões para o longo prazo (vários meses).



Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[00h47s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) registou uma queda significativa na sessão de Sexta-feira. O Sr. Hentges acredita que a alteração de várias regras por parte do regulador de mercado chinês pode ter despoletado as quedas. Neste momento, existem duas possibilidades: (1) ou as cunhas ascendentes que o Sr. Hentges identificou para o DJIA e para o S&P500 foram quebradas pela negativa ou (2) os preços voltam a penetrar a cunha, superando o ponto "e" nos gráficos. Qualquer uma destas duas hipóteses é possível, devendo por isso a postura dos investidores neste momento ser defensiva.

[02h35s]: o Sr. Hentges enfatiza a forte incerteza expressa nas duas possibilidades do parágrafo anterior, desenhando uma elipse que delimita a região dos preços que ele designa por "Terra de Ninguém", uma zona onde é impossível saber se vamos ter novas subidas ou novas quedas dos preços.

[03h10s]: o compósito do Nasdaq ($COMPQ) também desceu abaixo do limite inferior da cunha ascendente identificada pelo Sr. Hentges, mas acabou por recuperar um pouco e fechar acima da média móvel simples a 50 dias, representada a cor vermelha nos gráficos do vídeo.

[03h40s]: o compósito da NYSE ($NYA) está um pouco melhor, mas ainda assim foi rejeitado pelo limite superior da cunha ascendente correspondente.

[04h00s]: o Russell 2000 ($RUT) também desceu abaixo da LTA que delimita a zona inferior da cunha ascendente que pode ser identificada no seu gráfico.

[04h35s]: o Sr. Hentges chama a atenção para o facto de se notarem divergências entre os indicadores técnicos e os gráficos semanais dos diferentes índices, "algumas mais dramáticas do que outras", nas suas próprias palavras.

[05h48s]: a última vela japonesa no gráfico semanal do Russell 2000 ($RUT) parece indiciar uma possível reversão da tendência ascendente de médio prazo, i.e. durante as próximas semanas.

[06h31s]: o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) mostra uma enorme variação ao longo da sessão de Sexta-feira, indicando uma enorme pressão compradora durante as primeiras horas da sessão. O mesmo pode ser dito em relação ao índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX), com a agravante de ter fechado mais uma vez bem acima dos mínimos recentes, acima da média móvel simples a 10 dias (a azul no gráfico do Sr. Hentges).
 
[07h22s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) retrocedeu bastante, mas ainda não se pode falar em descidas preocupantes. O Sr,. Hentges usa um sistema de cruzamento de médias móveis (a 10 e a 21 dias) que parece indiciar mais descidas durante a próxima semana. O oscilador de McClellan ($NYMOT) está um pouco mais neutro, mas ainda há muito espaço para novas quedas das cotações.

[10h49s]: o dólar ($USD) parece estar a acumular força para voltar a subir, embora ainda possa descer mais um pouco antes de retomar o sentido da tendência ascendente primária. Por outro lado, o petróleo (USL) parece estar a preparar-se para fazer o contrário, estando a testar uma resistência multi-semanal nos $27,5 e com uma média móvel simples a 21 dias descendente. Já o ouro (GLD) está neste momento numa tendência lateral de médio prazo, sendo difícil estimar que sentido -ascendente ou descendente- tomará a seguir.

[12h55s]: o sector da construção civil residencial (XHB) registou grandes quedas nas sessões de Quinta-feira e de Sexta-feira passada, agravadas pelo facto de o seu preço já estar bastante abaixo da média móvel a 50 dias. A situação no sector financeiro é semelhante, apesar de os preços apenas terem caído na sessão de Sexta-feira.

[13h53s]: as biotecnológicas (IBB) caíram menos do que os restantes sectores, mas ainda assim fizeram um máximo mais baixo do que o precedente. O Sr. Hentges acha provável que elas voltem a subir na próxima semana... eu acho que isso dependerá sobretudo da evolução do resto do mercado. Já o sector energético (XLE) parece estar a recupera, mas precisa de superar a zona dos $85 para podermos falar em "breakout".

[15h30s]: o Facebook (FB) parece estar a perder força. Para já, a média móvel a 50 dias serviu de suporte aos preços, mas a próxima semana poderá trazer novas quedas. A Apple (AAPL) também desceu abaixo dessa média móvel, depois de 15 sessões em que ela tinha servido de suporte. Muito mau sinal... o Twitter (TWTR) está um pouco melhor, mas com o mercado em geral a corrigir, é bem provável que acabe por ceder também. 
 
[19h00s]:  A Celgene Corp. (CELG) parece estar a preparar-se para "mergulhar", com uma anterior zona de consolidação a ceder. Além disso, o padrão de longo prazo dos preços parece estar a formar um "pires", uma figura de reversão "bearish". Já a United Continental (UAL) poderá estar a formar um padrão de "cabeça e ombros" (outra figura de reversão "bearish") com vários meses de duração.
 
Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: AAPL, GLD, SMH, TLT, e TWTR.

sábado, 11 de abril de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (3)


Aqui fica mais uma análise semanal dos mercados americanos de autoria de Joseph "Joe" Hentges, que agora passa a ser uma presença habitual aqui no AnB. Recordo que a especialidade do Sr. Hentges é a utilização da Teoria das Ondas de Elliott para prever movimentos de médio prazo (várias semanas) das cotações. O seu ponto forte é, na minha modesta opinião, a grande quantidade de gráficos semanais nos oferece e em que olha para o Bull Market como um todo, fazendo previsões para o longo prazo (vários meses).

Há cada vez mais analistas técnicos no YouTube, mas ainda são poucos aqueles que dizem alguma coisa que se aproveite. Neste momento, o Sr. Hentges é um desses poucos ilustres que vale a pena ouvir:



Os vídeos do Sr. Hentges são bastante mais longos do que os do Sr. Shannon, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[01h21s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) parece estar "com vontade" de subir, mas é preciso que o máximo anterior (ponto "e" no vídeo) seja superado para termos a certeza que o movimento tem força suficiente.

[02h03s]: o mesmo pode ser dito para o S&P 500 ($SPX); faço notar que as potenciais cunhas ascendentes que o Sr. Hentges desenhou nos gráficos do $SPX e do DJIA ainda não foram invalidadas, pelo que ainda é perfeitamente possível que o movimento ascedente venha a fracassar.

[03h01s]: a situação no compósito de Nova Iorque ($NYA) é bastante animadora, com o índice muito próximo do seu máximo anterior e a potencial cunha ascendente muito mais alargada.

[05h07s]: o gráfico semanal do $NYA está uma beleza, com um aparente triângulo ascendente cujo cateto superior poderá ser rompido na próxima semana.

[05h32s]: o gráfico semanal do Russell 2000 ($RUT) está ainda melhor, com o indíce claramente acima de um rectângulo com vários meses de duração que vigorou durante o ano de 2014. O Sr. Hentges chama no entanto a atenção para o facto do índice se encontrar abaixo da linha de tendência ascendente (LTA) multianual que vigora desde o ínicio do presente Mercado dos Touros.

[06h40s]: relativamente aos indicadores de mercado, o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) e o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) estão próximos dos seus mínimos de seis meses, razão pela qual é preciso tomar atenção durante as próximas sessões. O indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) também ainda não parece ter confirmado as recentes subidas. O mesmo pode ser dito para o oscilador de McClellan ($NYMOT).

[09h41s]: o dólar americano ($USD) teve fortes subidas durante a semana passada, sendo provável que continua a subir nas próximas sessões.

[12h29s]: quando se olha apenas para as velas japonesas e para as médias móveis, o sector da construção civil residencial (XHB) parece estar a desenhar um "rally". No entanto, os indicadores técnicos são inconclusivos, sendo melhor aguardar pela superação do máximo anterior.

[16h43s]: as acções do Twitter (TWTR: NYSE) têm subido muito bem nos últimos meses, mas o Sr. Hentges encontrou várias divergências nos indicadores técnicos. É melhor evitar a acção por agora.

Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: TLT, FB, AAPL, TWTR, $NYMOT

terça-feira, 7 de abril de 2015

A propósito das subidas de ontem nos mercados americanos...


...O Sr. Joseph Hentges acha que poderão ser uma ilusão ("fake-out") e continua a ver cunhas ascendentes no DJIA e no S&P 500. Eu cá continuo a achar que o melhor neste momento é não fazer nada. Se o S&P 500 cair abaixo dos 2025 pontos, a conversa será outra. Mas não vamos sofrer por antecipação, nem fechar posições que ainda têm potencial de subida...

domingo, 29 de março de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (2)


Aqui fica mais uma análise do Sr. Hentges que está francamente pessimista em relação à próxima semana. Devo confessar que eu também estou, porque o "efeito Janet Yellen" desapareceu muito mais rápido do que eu esperava... e agora tudo pode acontecer! Até porque todos os grandes índices falharam o máximo anterior, com a honrosa excepção do Russell 2000.

O DJTA deu o primeiro sinal de alrame e já está parado desde finais de Novembro (-4,81% YTD). O S&P 500 está praticamente no mesmo nível a que estava  no dia 31 de Dezembro (+0,10%). E embora o Nasdaq 100 (+3,28%) e o Russell 2000 (+2,96%) estejam melhor, o DJIA está negativo (-0,62%).

Hoje estou sem tempo para destacar as melhores partes do vídeo do Sr. Hentges, mas volto a enfatizar que o seu ponto forte (na minha opinião) são os gráficos com resolução temporal semanal.



Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: TLT, DDD, EA.

domingo, 22 de março de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges


Descobri hoje este Senhor quase por acaso quando um dos vídeos dele apareceu entre os resultados de uma pesquisa relacionada. O Sr. Hentges usa essencialmente a Teoria das Ondas de Elliott, ferramenta técnica que eu até nem aprecio particularmente.

No entanto, os seus vídeos são bastante exaustivos, cobrindo todos os grandes índices americanos, indicadores de risco e volatilidade, novos máximos e mínimos, avanços e recuos e também  a evolução bolsista de vários ETFs e acções. É uma análise um pouco semelhante à de Brian Shannon, mas com uma abordagem diferente.

O que eu mais gostei neste vídeo foi a análise de longo prazo com resolução semanal (i.e. realizada sobre o gráfico das velas semanais), uma raridade nas análises que se encontram de YouTube. A resolução semanal é aquela que o vosso estimado blogueiro prefere, apesar de também dar atenção à resolução diária e à resolução intra-diária. Porquê? É simples, porque é aquela que melhores resultados me tem dado ao longo dos anos! Eu acredito em temporizar o mercado e em "cavalgar o Bull Market", conforme preconiza o Dr. Braga de Matos no seu "Ganhar em Bolsa". A análise técnica de médio e curto prazo serve apenas para eu determinar entradas, saídas e reforços de posições.



O vídeo é demasiado longo para eu poder enumerar os pontos-chave como faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. No entanto, saliento algumas ideias do Sr. Hentges:
  • O dólar ($USD) ainda deverá cair mais um pouco e descer até à MM(50) antes de recuperar e voltar a subir.
  • Já o ouro (GLD) deverá subir nas próximas sessões, provavelmente até à MM(200)
  • A espectacular subida do índice das biotecnológicas (IBB) é demasiado pronunciada e é bem provável que tenhamos uma correcção nos próximos dias.
  • É possível que a US Steel Group, Inc. (X: NYSE) esteja em vias de recuperar, mas ainda é cedo para dizer.