Atenção: o conteúdo deste blogue é uma mera colectânea de observações pessoais acerca dos mercados financeiros. O seu autor, Afonso de Portugal, não é um profissional da bolsa e as análises que faz sobre os mercados não devem ser encaradas como sugestões de investimento. O autor demite-se de toda e qualquer responsabilidade por eventuais perdas financeiras decorrentes da adopção estratégias de investimento e/ou de especulação com base nos comentários publicados neste blogue.
00m23s A evolução recente do Dow Jones Industrial Average ($INDU) sugere a continuação das subidas. Recorrendo à Teoria das Ondas de Elliott, o Sr. Hentges antevê a possibilidade de ocorrer um novo máximo de pelo menos 19700 pontos. Para já não passa disso, uma possibilidade.
04m52s O Oscilador de McClellan para o compósito da NYSE ($NYMOT) está presentemente em território de sobrecompra, mas isso não significa que as subidas não possam prosseguir nas próximas sessões. Recordo que o $NYA ainda se encontra bastante abaixo do seu máximo histórico, não obstante ter superado uma importante zona de resistência na casa dos 10600 pontos.
06m07s O sector da construção residencial (XHB) está ainda mais longe dos seus máximos históricos. O Sr. Hentges consegue inclusivamente traçar uma linha de resistência diagonal que o XHB ainda nem sequer alcançou.
06m46s O sector financeiro (XLF) parece ainda pior, uma vez que a acção de preços ainda não conseguiu superar a linha de tendência descendente que vigora desde os máximos de Julho de 2015.
07m28s Tal como o Sr. Shannon tinha feito no vídeo anterior, o Sr. Hentges acha que o sector das biotecnológicas (IBB) continua em Bear Market. No entanto, o Sr. Hengtes consegue discernir um fundo duplo potencial na acção de preços do IBB, algures nos $240, a tal zona de suporte multimensal identificada no postal anterior. Ainda assim, é preciso vencer a zona de resistência entre os $285 e os $290 para que essa figura de reversão (fundo duplo) seja confirmada.
Aqui fica o habitual vídeo semanal do Sr. Ciovacco. A mensagem central é a seguinte:
Alguns pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
00m40s O Sr. Ciovacco começa por nos alertar para o facto de que, não obstante as subidas dos índices bolsistas na sessão de sexta-feira, os activos de carácter defensivo (ouro, prata, obrigações, etc.) não registaram quedas significativas. Pelo contrário, o ouro subiu (GLD, +0,60% sexta-feira, +1,64% semana), a prata subiu (SLV, +2,73% sex., +2,56% sem.) e as obrigações do tesouro americano a 20+ anos subiram (TLT, +1,53% sex., +1,28% sem.).
02m04s O Sr. Ciovacco mostra-nos este interessante gráfico onde se mostra o crescimento anualizado do crédito concedido pelas instituições financeiras dos EUA:
Pode observar-se que o crescimento do crédito tem vindo a desacelerar desde a crise financeira de 2008, tendo passado de 9%/ano no início deste século para cerca de 3,5%/ano desde 2010. O Sr. Ciovacco explica, recorrendo a um artigo da autoria de Bill Gross (Janus Capital), que as economias mais alavancadas são precisamente aquelas que mais dependem da criação de crédito para a sua estabilidade e longevidade. Quando o sistema económico (e não os bancos centrais) deixam de conseguir gerar crédito suficiente, o crescimento económico real detém-se pode mesmo reverter, i.e. tornar-se negativo.
03m54s O Sr. Ciovacco argumenta que esta desaceleração no crescimento anualizado do crédito se reflecte na liderença sectorial dos mercados. Como exemplo, ele cita o rácio XLB:TLT (sector dos materiais dividido pelas obrigações), no qual se pode verificar, olhando para o gráfico semanal correspondente, um claro Bear Market, não obstante as subidas dos principais índices da sessão de sexta-feira.
05m26s O sector energético (XLE) também não retomou a anterior zona de suporte-resistência multianual na casa dos $70, com as recentes subidas a ficarem até abaixo dessa marca.
05m48s O Sr. Ciovacco faz um exercício bastante interessante utilizando o
gráfico do quociente entre as obrigações do tesouro protegidas contra a
inflação (US treasury inflation-protected securities –TIPS, TIP:NYSE) e o
fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) que replica o
rendimento das obrigações do tesouro americano com maturidade entre 7 e
10 anos, o IEF (IEF:NYSE). O exercício consiste em monitorizar a
expectativa do aumento da inflação, através do gráfico da tendência de
evolução do quociente supracitado: se o quociente subir, então os
investidores estão a preferir TIP, o que significa que estão à espera
que a inflação aumente. Por outro lado, se o quociente diminuir, isso
significa que os investidores estão a preferir IEF, o que significa que
estão à espera que a inflação se mantenha ou diminua.
Ora, apesar o gráfico semanal do quociente TIP/IEF mostra uma clara tendência
decrescente, com uma linha de tendência descendente válida e tudo, o que significa que os investidores não estão apostados
numa subida da inflação nos próximos tempos. De resto, o Sr. Ciovacco
alerta para o facto de que, historicamente, tanto as acções como as
obrigações tendem a estagnar durante os períodos de inflação elevada,
enquanto as matérias-primas tendem a subir. Moral da história? Na
presente conjuntura, é preciso manter-se aberto a todas as formas e
veículos de investimento, sob pena de perdermos a festa.
06m17s Comparando o gráfico diário do S&P 500 ($SPX) com o gráfico diário do quociente entre o S&P 500 as obrigações do tesouro americano ($SPX:TLT), observa-se uma divergência clara entre o índice e o quociente que já dura pelo menos desde o início de 2016.
08m11s No entanto, é preciso ter presente que, durante a sessão de sexta-feira, o volume e a diferença entre avanços e recuos (breadth) dos componentes do principais índices foi significativamente maior do que noutras ocasiões (eu por acaso não concordo, mas aqui o especialista é o Sr. Ciovacco).
09m22s Olhando apenas para os preços de fecho diário do compósito da NYSE ($NYA), constata-se que o preço final de sessão de sexta-feira é o mais elevado desde o Verão de 2015. No entanto, olhando para as velas japonesas completas (incluindo os máximos em cada dia), verificamos que a resistência na casa dos 10600 pontos permanece intacta.
10m57s Quando se divide o $NYA pelas obrigações (TLT), obtemos um claro padrão de máximos e mínimos cada vez mais baixos, o que significa que o $NYA tem tido um desempenho pior do que as TLT.
12m18s Olhando agora para o gráfico semanal do rácio entre o sector petrolífero (XOP) e o S&P 500 ($SPX), verifica-se que o quociente estagnou numa anterior zona de suporte na casa dos 0,0175. Se a isto juntarmos o facto de que o momento (RSI) está a decrescer, então verificamos que as acções continuam perferíveis ao petróleo.
12m58s As acções do sector financeiro europeu ($E1FIN) ainda não recuperaram das quedas que se seguiram ao Brexit. Com efeito, as recentes subidas foram muito modestas comparativamente aos ganhos do S&P 500 para o mesmo período.
13m42s O sector da construção residencial (XHB) registou uma subida interessante na sessão de sexta-feira (+2,41% e +3,35% semana). No entanto, a história recente do fundo transaccionável XHB tem sifo marcada por várias penetrações bullish falhadas, o que nos deve deixar em alerta em relação aos presentes ganhos.
16m22s As acções globais (ACWI) também registaram subidas importantes nas duas últimas semanas. Porém, a principal resistência a abater, na casa dos $57, permanece em jogo. Além disso, quando se olha para o rácio ACWI:TLT, os recentes rallies parecem bem menos impressionantes, com a tendência primária de descida a ficar bem evidente.
Esta semana há análises técnicas para todos os gostos, umas muito esperançosas quanto à evolução dos índices, outras quase apocalípticas. Hoje escolhi partilhar todos os vídeos e gráficos dos analistas que sigo habitualmente, ao invés de me focar sobretudo na análise de apenas um deles, como é habitual aqui no AnB. A ideia é mostrar-vos o que acontece quando a incerteza nos mercados é muita: até os especialistas divergem e andam aos papéis! O que não quer dizer que não saibam o que se está realmente a passar, atenção! É que toda a gente tem os seus interesses próprios e é preciso sempre separar o que é matéria de facto daquilo é mera opinião.
1. Brian Shannon: moderadamente optimista
Apesar de a acção de preços no S&P 500 (SPY) se encontrar presentemente abaixo de uma média móvel a 5 dias descendente, tendo já feito uma série de máximos e mínimos consecutivamente mais baixos, o Sr. Shannon acredita na possibilidade de voltarmos às subidas, uma vez que o SPY reagiu bem à media móvel a 50 dias. No entanto, o Sr. Shannon faz uma ressalva: "se o preço quebrar a zona de suporte entre os $202,5 e os $203, a situação ficará mais negativa e nós teremos de ficar mais defensivos."
Já o Nasdaq 100 (QQQ) está bastante mais negativo mas, ainda assim, acima da média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) calculada desde o início do ano (year-to-date - YTD). O Sr. Shannon acredita que a zona de suporte na casa dos $104,5 será determinante para o sentido da evolução do QQQ. Caso seja quebrada, devemos ficar preocupados.
O Russell 2000 (IWM) parece estar um pouco melhor, com o preço a regiar bem à media móvel a 50 dias. No entanto, ainda é preciso que a média móvel a 5 dias descendente seja penetrada para cima de uma forma convicndente, i.e. penetração + inversão do sentido da MM(5) + constituição de suporte sobre a mesma.
Bem pior parece estar o sector dos Semincondutores (SMH), que se encontra presentemente bem abaixo da media móvel a 50 dias, tendo descido até ao segundo nível de retracção de Fibonacci (38,2%). As Biotecnológicas (IBB) estão ainda pior, tendo falhado o assalto ao máximo anterior, assim como a Apple Inc. (AAPL: Nasdaq GS). Por outro lado, a Tesla Motors Inc. (TSLA: Nasdaq GS) parece estar a estabilizar, tendo encontrado suporte sobre a sua média de preços ponderada por volume (YTD). Já as obrigações do tesouro americano a 20 e mais anos (TLT) parecem estar a formar um triângulo descendente no seu gráfico diário, que apenas será confirmado se a zona de suporte nentre os 126,5$ e os $127 vier a ceder.
2. Greg Harmon: moderadamente pessimista
A vela japonesa da sessão de sexta-feira foi forte, mas ainda insuficiente para determinar o fim das quedas. O Sr. Harmon acha que o RSI no gráfico diário do SPY ainda pode voltar a subir, mas observa que o MACD está claramente descendente.
Já no gráfico semanal, é possível verificar que o RSI ainda se encontra acima dos 50 %, mas há uma ligeira divergência negativa entre o histograma do MACD e as suas médias móveis exponenciais. O volume transaccionado também está a diminuir.
Perante isto, o Sr. Harmon acha que o mais provável é ocorrer um consoloidação (lateralização) de preços durante a próxima semana, com a possibilidade de haver mais quedas.
3. Joseph Hentges: moderadamente pessimista
O Sr. Hentges começa pelo Dow Jones Industrial Average (DJIA), observando que amédia móvel a 10 diasacaba de cruzar amédia móvel a 20 dias. Uma vez que isto aconteceu pela primeira vez desde o início do presente "rally", pode constituir um indicador de uma possível da reversão da tendência de médio prazo (semanas). O mesmo se passa no Russell 2000 ($RUT). Note-se, ainda assim, que ambos DJIA e $RUT se encontram acima das suas respectivas médias móveis a 50 dias.
No entanto, é nos gráficos semanais que a verdadeira guerra está a ser travada. O Sr. Hentges acredita que o presente duplo topo no DJIA pode estar a formar-se, embora seja necessária uma confirmação (quebra definitiva dos 17600 pontos). Já o gráfico semanal do $RUT mostra um claro Bear Market, com dois fundos e três topos consecutivamente mais baixos desde Junho do ano passado.
O índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) continua a lutar contra a resistência nos 17 pontos. O Sr. Hentges acha que se pode ter formado um fundo duplo no gráfico diário do $VIX, mas essa é uma ideia que terá ser abandonada se o índice descer novamente abaixo dos 14 pontos.
O Sr. Hentges acha que os Semicondutores podem estar prestes a cair novamente e a contrução civil residencial (XHB) também não está famosa. Já o sector financeiro (XLF) desenhou uma interessante "bear trap" no início do mês de Abril, mas agora parecem estar a ser travados pela
média móvel a 50 dias.
4. Chris Ciovacco: pessimista
O Sr. Ciovacco começa por salientar dois aspectos fundamentais: (1) a subida do emprego nos EUA ficaram muito aquém das expectativas em Abril de 2016 (+160 k), mas (2) o salário médio continuou a aumentar (+$0,08 em Abril, para $25,53/hora), o que dá uma média de crescimento de +2,5% nos últimos doze meses! O Sr. Ciovacco argumenta que o aumento continuado do poder de compra dos norte-americanos pode levar a FED a fazer mais um “rate hike”, i.e. a implementar mais uma subida das taxas de juro.
Aqui o vosso blogueiro tem sérias dúvidas de que isso aconteça nos próximos meses, porque um novo “rate hike” nesta altura tem um grande potencial para deitar abaixo as bolsas americanas, o que colocaria em causa a estratégia seguida pela FED durante o mandato de Obama, penalizando gravemente Hillary Clinton, que é a candidata preferida por Wall Street.
Em seguida, o Sr. Ciovacco faz um exercício bastante interessante utilizando o gráfico do quociente entre as obrigações do tesouro protegidas contra a inflação (US treasury inflation-protected securities –TIPS, TIP:NYSE) e o fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) que replica o rendimento das obrigações do tesouro americano com maturidade entre 7 e 10 anos, o IEF (IEF:NYSE). O exercício consiste em monitorizar a expectativa do aumento da inflação, através do gráfico da tendência de evolução do quociente supracitado: se o quociente subir, então os investidores estão a preferir TIP, o que significa que estão à espera que a inflação aumente. Por outro lado, se o quociente diminuir, isso significa que os investidores estão a preferir IEF, o que significa que estão à espera que a inflação se mantenha ou diminua.
Ora, o gráfico semanal do quociente TIP/IEF mostra uma clara tendência decrescente, o que significa que os investidores não estão apostados numa subida da inflação nos próximos tempos. De resto, o Sr. Ciovacco alerta para o facto de que, historicamente, tanto as acções como as obrigações tendem a estagnar durante os períodos de inflação elevada, enquanto as matérias-primas tendem a subir. Moral da história? Na presente conjuntura, é preciso manter-se aberto a todas as formas e veículos de investimento, sob pena de perdermos a festa.
Agora vem a parte mais interessante do vídeo, uma citação apocalíptica de Stan Druckenmiller, gestor de fundos na Duquesne Capital:
«Os nossos reguladores míopes não têm como acabar com isto. Eles hesitam de uma política fiscal de curto prazo ou estímulo monetário para o próximo, não obstante as evidências esmagadoras de que esses estímulos apenas produzem um efeito muito limitado, mas aumentam a dívida improdutiva que impede o crescimento a longo prazo. Mais ainda, o declínio continuado do crescimento global – apesar de todos estes estímulos sem precedentes ao longo da última década – sugere que temos andado a pedir tanto [dinheiro] emprestado ao nosso futuro e durante tanto tempo que, quando a bola de neve finalmente chegar, será uma avalanche imparável.»
Druckenmiller prossegue:
«Ao longo do último ano, a volatilidade observada nos mercados globais, que muitas vezes precede uma alteração da tendência primária, sugere que o rácio risco/recompensa é agora negativo, a não ser que os preços desçam significativamente ou haja reformas estruturais. Mas é melhor esperarem sentados pelas últimas.»
Aqui o vosso blogueiro tende a ser muito céptico em relação a este género de previsões apocalípticas, sobretudo quando o “vidente” nos recomenda comprar ouro. Mas também não devemos ser totalmente autistas e ignorar os profetas da desgraça, quanto mais não seja para nos lembrarmos de tempos a tempos que o risco está lá e, se o subestimarmos, come-nos vivos! Cinjamo-nos ao que é matéria de facto e que o vídeo mostra a partir dos 13 minutos: os três maiores índices americanos, S&P 500, DJIA e Nasdaq 100 falharam o assalto aos máximos de 2015. O S&P 500 e o Nasdaq 100 nem sequer conseguiram chegar aos máximos de Novembro. O mesmo pode ser dito para o compósito da NYSE ($NYA) e para o ETF respeitante às acções globais (ACWI).
Numa altura em que muita gente está a apontar para mais subidas nos mercados americanos (eu volto a enfatizar que me parece má ideia apostar em qualquer direcção neste momento), vale a pena ouvir uma análise em sentido contrário, neste caso a do Sr. Joseph "Joe" Hentges.
Se bem se lembram, o Sr. Hentges usa a Teoria das Ondas de Elliott para decidir o timing da abertura das suas transacções. Eu não uso a TOE, mas respeito qualquer metodologia que dê dinheiro às pesoas ao longo de muitos anos. Ora, um dos argumentos do Sr. Hentges é precisamente o facto de a TOE apontar para a ocorrência de uma terceira onda descedente que, segundo o Sr. Hentges, poderá iniciar-se durante esta semana:
Mas há mais:
[01m41s]: o indicador de máximos e mínimos da NYSE ("New York high-low", $NYHL) parece estar a atingir a zona de saturação, a partir da qual costuma geralmente "despenhar-se". Obviamente que isto não garante nada, mas deve colocar os "touros" em sentido.
[02m32s]: já o indicador de volatilidade do S&P 500 ($VIX) poderá estar a fazer um "fundo duplo" que, a confirmar-se, seria o início de mais um período de quedas.
O Sr. Shannon voltou a baldar-se esta semana (acho que lhe vou começar a chamar "Baldas" Shannon). Portanto, vamos ter que nos conformar com as análises de outros.
Os mercados accionistas dos EUA continuam a perder momento, enquanto o Euro continua a ganhar cada vez mais terreno ao Dólar. Aqui fica mais uma análise semanal de Joseph Hentges que chama a atenção para o valor invulgarmente baixo do índice direccional médio (Average Directional Index - ADX) dos diferentes índices.
Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o
mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações
dignas de registo:
[00m59s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou a semana positivo, mas o Sr. Hentges alerta para um pequena divergência no Índice Direccional Médio(Average Directional Index - ADX). Eu ainda não acho essa divergência minimamente preocupante, mas o Sr. Hentges já anda nisto há mais anos que eu, por isso, fica o alerta.
[01m19s]: o S&P 500 ($SPX) fechou pela primeira vez acima dos 2120 pontos, mas o Sr. Hentges chama atenção para a vela japonesa de sexta-feira, em padrão "homem enforcado" que, de acordo com as suas palavras, está um pouco mais "doji".
[02m57s]: o Sr. Hentges acha que há grandes probabilidades de a sua cunha ascendente no compósito de Nasdaq ($COMPQ) ter sido quebrada para baixo e que poderemos ter a confirmação dessa quebra negativa durante a próxima semana.
[03m34s]: curiosamente, a situação no compósito da NYSE ($NYA) é exactamente oposta, com o índice a cruzar a sua cunha ascendente para cima e a fechar em máximos históricos (11 228,35 pontos). O sr. Hentges é extramemento cauteloso: "veremos se esta força vai continuar ou não", diz ele.
[04m02s]: já o Russell 2000 ($RUT) não conseguiu superar a sua média móvel a 50 dias -MM(50)-, com a vela japonesa de sexta-feira a fazer um padrão de "homem enforcado", semelhante ao do S&P 500 mas muito mais negativo. Uma nota importante: o Sr. Hentges diz que as velas japonesas das últimas sessões parecem estar a desenhar um pendente/bandeira "bearish". Confesso que não estou lá muito convencido mas, mais uma vez, ele anda nisto há mais tempo do que eu.
[04m53s]: quanto aos gráficos semanais (a meu ver, o ponto forte das análises do Sr. Hentges), realço o sguinte:
todos os índices (ainda) se encontram dentro da sua respectiva cunha ascendente;
no entanto, o Índice Direccional Médio(Average Directional Index - ADX) está extremamente baixo; ora, como o ADX traduz a força da tendência vigente, valores muito baixos indicam um enfraquecimento drástico da tendência; pior do que isso, valores muito baixos do ADX tendem a ser sucedidos por subidas ou descidas muito rápidas, com o Sr. Hentges a apostar mais no segundo caso.
[08m31s]: o índice de Arms
para a NYSE ($TRIN) está agora numa zona mais neutro (fecho 0,98) depois de ter feito um máximo (1,98) no dia 5 de Maio. É um sinal de indecisão. Já o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) andou em sentido contrário (12,38 fecho) e fechou abaixo do suporte semanal (12,5) mas ainda acima do suporte diário (12,0). O Sr. Hentges acha que o $VIX poderá estar a preparar-se para subir, mas também podemos assistir a um processo de consolidação durante as próximas sessões.
[09m43s]: o indicador de novos
máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) registou uma ligeira subida que não impressiona o Sr. Hentges, porque há uma clara tendência descendente que vigora desde Março. O mesmo é válido para o oscilador de
McClellan ($NYMOT), cujo gráfico fez um novo máximo bem abaixo dos
máximos de Abril.
[11m31s]: As obrigações de "juro
elevado" (HYG) têm estado a lateralizar, mas teimam em quebrar uma linha de tendência ascendente (LTA) que vigora praticamente desde o início do ano. Já as obrigações do tesouro americano a 20+
anos (TLT) continuaram a cair este semana e, apesar de terem encetado uma recuperação interessante na sexta-feira, continuam abaixo da média móvel simples a 200 dias -MM(200). No entanto, há alguma margem para um pequeno "rally" de correcção durante as próximas sessões.
[13m12s]: o dólar americano ($USD) voltou a desiludir está agora sob o último suporte significativo antes da queda livre (93). O Sr. Hentges acredita na continuação das quedas e até determinou um preço-alvo de 91,8 com base numa retracção de Fibonacci.
[14m02s]: o petróleo (USO) está num ponto muito interessante -sobretudo se olharmos para o gráfico semanal que o Sr. Hentges infelizmente não mostra. A anterior resistência nos $20 foi penetrada e passou seguidamente a suporte, estando, para já, aguentar bem. Podemos estar perante um processo de consolidação e, se assim for, o petróleo deverá continua a subir nas próximas semanas.
[14m43s]: em relação ao ouro (GLD), o Sr. Hentges vem com uma conversa que, muito sinceramente, é chinês para mim, uma vez que eu nunca estudei a Teoria das Ondas de Elliott. Seja como for, tendo a concordar com a sua conclusão, que é "podemos vir a ter um rally de correcção". Não concordo no entanto com o objectivo que ele traçou (ponto "a" no gráfico). Parece-me excessivamente optimista.
[16h58s]: os semicondutores (SMH) estão a lutar com uma resistência na casa dos $57 desde finais do mês de Abril. Em caso de ruptura dessa resistência, teremos um ponto de entrada interessante, com a ressalva de que ainda há dois máximos anteriores por superar, $57,88 e $58,47.
[17h31s]: o sector da construção civil residencial (XHB) foi animado pela descida das taxas de juro a longo prazo (em rigor foi uma não-subida, mas vai dar ao mesmo) e recuperou daquilo que estava a ameaçar transformar-se num topo duplo, estando novamente acima da média móvel simples a 50 dias. Há no entanto uma forte resistência nos $37 e é muito provavelmente para lá que o preço do XHB se vai dirigir nas próximas sessões.
[18m24s]: o sector financeiro (XLF) também parece estar finalmente a recuperar, apesar de ter sido rejeitado pela resistência nos $24,75 durante a sessão de sexta-feira. Enquanto essa resistência não for ultrapassada, não vale a pena acreditar em festas.
[19m02s]: as biotecnológicas (IBB) voltaram a subir, mas muito mais modestamente do que em ocasiões anteriores. O Sr. Hentges chama a atenção para a vela "doji" na sessão de sexta-feira (sinal de indecisão por parte dos investidores/especuladores). Para além disso, o volume transaccionado diminui bastante desde finais de Março. Já o sector energético (XLE) segue um padrão semelhante ao do petróleo (USO) mas mais vincado, i.e. as quedas foram mais pronunciadas. Há um suporte claro nos $80 mas, dependendo da evolução do petróleo, poderá não aguentar nas próximas sessões.
[21m59s]: a Goldcorp (GG) parece estar atrasada em relação à sua matéria-prima, o outro (GLD). Com todas as médias móveis de longo e médio prazo negativas, o melhor é mesmo mantermo-nos afastados, mas vigilantes.
[22m23s]: a Newmont Mining (NEM) está bastante mais "bullish", com uma anterior resistência na casa dos $27 a servir agora como suporte. Não obstante, o Sr. Hentges diz que os seus indicadores técnicos de eleição (ADX, DI e RSI) estão em divergência, o que indicia a possibilidade de haver quedas nas próximas sessões. A tendência de longo prazo na NEM é, não obstante, positiva.
[23m55s]: a Freeport McMoran (FCX) tem feito máximos e mínimos consecutivos mais altos desde Janeiro e o Sr. Hentges acha que o potencial de subida desta acção poderá não estar esgotado.
[25m15s]: Finalmente, a Silver Wheaton (SLW) parece estar a acumular pressão compradora e poderá vir a subir em breve. O Sr. Hentges avisa no entanto que não devemos esperar um movimento tão forte quanto aquele que ele prevê para as acções ligadas ao ouro.
Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora o SMH.
Aqui fica mais uma análise semanal aos mercados americanos feita por
Joseph "Joe" Hentges. Chamo a atenção para o facto de o Sr. Hentges publicar outros vídeos durante a semana, vídeos esses que também vale a pena ver. No entanto, como eu acho que o seu ponto forte são os gráficos semanais, apenas publico aqui no AnB a análise semanal que ele faz todos os Sábados. Recomendo no entanto aos meus leitores que dêem uma olhada ao seu canal do YouTube. Vale bem a pena!
Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o
mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações
dignas de registo:
[01h35s]: as análises do Sr. Hentges têm uma coisa muito positiva em relação às análises dos outros dois analistas técnicos que eu acompanho aqui no AnB, o Sr. Shannon e o Sr. Harmon. Essa "coisa" é o Dow Jones Industrial Average (DJIA) que, não sei bem porquê, os outros dois analistas não incluem nos seus vídeos/artigos. Olhando para o gráfico do DJIA, vemos que a situação não é tão bonita como nos outros índices (S&P 500, Nasdaq e Russell 2000, ver a analise do Sr. Harmon no postal anterior).
[01h50s]: com efeito, o Sr. Hentges identificou, há já algumas semanas atrás, um ponto "e" no seu gráfico que, de acordo com a Teoria das Ondas de Elliott, tem de ser superado para que o DJIA possa voltar a subir de forma consistente. Ora, para já, o DJIA falhou o assalto a esse ponto "e", com o Sr. Hentges a dizer "vamos ver o que acontece na próxima semana".
[02h27s]: o S&P 500 ($SPX) fez um novo máximo histórico e o Sr. Hentges observou uma divergência muito interessante no gráfico do Índice Direccional Médio(Average Directional Index - ADX). Essa divergência sugere que poderá ocorrer um forte movimento dos preços nas próximas sessões.
[03h35s]: o Nasdaq ($COMPQ) está em máximos de 15 anos, mas o Sr. Hentges chama a atenção para a vela "doji" sobre o limite superior dos Canais de Keltner. Em ocasiões anteriores, velas "doji" semelhantes acabaram por fazer recuar o índice.
[04h40s]: a situação é semelhante no compósito da NYSE ($NYA), embora aqui o preço ainda não tenha chegado ao topo do canal de Keltner correspondente.
[05h12s]: já o Russell 2000 ($RUT) parece estar a ser travado pela linha de tendência ascendente (LTA) que limite a cunha identificada há algumas semanas atrás pelo Sr. Hentges (linhas a cor-de-rosa no gráfico do vídeo) e também por uma LTA multianual que já vem desde o final da Crise Financeira (2009). Além disso, os indicadores técnicos (RSI e ADX) continuam a mostrar divergências face ao avanço do índice.
[08h35s]: o índice de Arms
para a NYSE ($TRIN) desceu até aos 0,65 durante a sessão de Sexta-feira, mas depois voltou a subir e fechou a 1,0. É um sinal de indecisão. Já o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) andou em sentido contrário (12,29 fecho), rejeitando os máximos da sessão (13,02). O Sr. Hentges acha estes níveis anormalmente baixos e diz que "temos divergência no VIX" porque o Índice de Força Relativa (Relative Strenght Index - RSI) fez um novo máximo, enquanto o índice fez um novo mínimo.
[12h03s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) está descendente desde finais de Março, o que significa que ainda não confirmou o movimento ascendente recente. Essa ausência de confirmação ainda é mais clara no oscilador de McClellan ($NYMOT), cujo gráfico fez um novo máximo bem abaixo do máximo anterior.
[13h30s]: As obrigações de "juro elevado" (HYG) têm estado a lateralizar, enquanto as obrigações a 20+ anos (TLT) parecem ter quebrado para baixo a zona de consolidação em que se encontravam desde o final de Março. No entanto, o gráfico semanal das TLT não é conclusivo, havendo uma rejeição dos preços abaixo da MM(21) que pode significar que o título ainda pode voltar a subir.
[14h50s]: já o dólar ($USD) tem estado a corrigir as fortes subidas do início do ano e o Sr. Hentges acha mesmo, com base no gráfico semanal, que ainda deveremos ter mais descidas antes da tendência ascendente primária ser restabelecida. Por outro lado, o petróleo (USL) parece estar a tentar subir mas, para já, foi rejeitado pela forte resistência na casa dos $27,5. De salientar também que o Índice de Força Relativa (Relative Strenght Index - RSI) ultrapassou esta semana os 50%, encontrando-se agora me zona "bullish". O ouro (GLD) parece ter retomado a sua tendência descendente primária.
[18h11s]: os semicondutores (SMH) falharam a penetração da linha de tendência descendente (LTD) que vigora desde o final de Fevereiro e estão novamente a cair. No enanto, o SMH fechou apenas ligeiramente abaixo da média móvel a cinquenta dias -MM(50)- e sob uma anterior zona de resistência ($56) que pode ter-se transformado em suporte. O sector da construção civil residencial (XHB) teve um ressalto bem interessante na Sexta-feira, reagindo à zona de suporte na casa dos $35. No entanto, este ETF parece estar confinado a um intervalo de transacção rectangular com resistência em redor dos $37, sendo melhor esperar que esse nível seja ultrapassado antes de abrirmos ou reforçarmos posições.
[19h37s]: as biotecnológicas (IBB) continuaram a subir [IBB +2,03% semana] e, apesar da sessão negativa de Sexta-feira, o movimento ascendente ainda poderá não estar esgotado. Já o sector energético (XLE) mostra um padrão muito semelhante ao do petróleo, com um potencial duplo fundo e uma resistência-chave na casa dos $82,5 que permanece por penetrar.
[21h15s]: a Goldman Sachs (GS) parecia estar a desenhar um padrão de "cabeça e ombros" desde Outubro de 2014 mas, felizmente para a saúde do presente Mercado dos Touros, essa potencial figura de reversão acabou por não se concretizar. O declive da média móvel a 50 dias -MM(50)- voltou a ficar positivo e agora é possível que a acção volte a subir.
[22h52s]: continuando no sector financeiro, o Bank of America (BAC) está bem pior do que a GS e ainda não recuperou das quedas de Dezembro e Janeiro. Neste caso é bastante mais difícil prever o que vai acontecer a seguir, uma vez que a zona de consolidação que se formou desde Fevereiro tanto pode ser quebrada para cima, como para baixo.
[24h19s]: A JP Morgan Chase (JPM) apresenta um padrão muito semelhante à GS, embora mais dilatado no tempo. A tendência primária de longo prazo permanece ascendente, mas o Sr. Hentges acha que há qualquer coisa de cunha ascendente no padrão dos preços que o deixa desconfortável [N.B. é por estas e por outras que eu ando a dizer há já semanas que as acções do sector financeiro devem ser evitadas.]
[25h50s]: A Visa (V) teve um movimento ascendente fantástico na Quarta-feira, quebrando atá uma LTD que vigorava desde Março. O problema é que, quando se olha para a evolução da acção desde o início do Bull Market, fica-se com a sensação de haver uma certa saturação do movimento ascendente. Isto não quer dizer que a acção não possa continuar a subir, apenas que o risco é muito significativo.
Aqui fica mais uma análise semanal dos mercados americanos de
Joseph "Joe" Hentges. Recordo mais uma vez que a especialidade do Sr. Hentges é a utilização da
Teoria das Ondas de Elliott para prever movimentos de médio prazo
(várias semanas) das cotações. O seu ponto forte é, na minha modesta
opinião, a grande quantidade de gráficos semanais nos oferece e em que
olha para o Bull Market como um todo, fazendo previsões para o longo prazo (vários meses).
Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o
mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações
dignas de registo:
[00h47s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) registou uma queda significativa na sessão de Sexta-feira. O Sr. Hentges acredita que a alteração de várias regras por parte do regulador de mercado chinês pode ter despoletado as quedas. Neste momento, existem duas possibilidades: (1) ou as cunhas ascendentes que o Sr. Hentges identificou para o DJIA e para o S&P500 foram quebradas pela negativa ou (2) os preços voltam a penetrar a cunha, superando o ponto "e" nos gráficos. Qualquer uma destas duas hipóteses é possível, devendo por isso a postura dos investidores neste momento ser defensiva.
[02h35s]: o Sr. Hentges enfatiza a forte incerteza expressa nas duas possibilidades do parágrafo anterior, desenhando uma elipse que delimita a região dos preços que ele designa por "Terra de Ninguém", uma zona onde é impossível saber se vamos ter novas subidas ou novas quedas dos preços.
[03h10s]: o compósito do Nasdaq ($COMPQ) também desceu abaixo do limite inferior da cunha ascendente identificada pelo Sr. Hentges, mas acabou por recuperar um pouco e fechar acima da média móvel simples a 50 dias, representada a cor vermelha nos gráficos do vídeo.
[03h40s]: o compósito da NYSE ($NYA) está um pouco melhor, mas ainda assim foi rejeitado pelo limite superior da cunha ascendente correspondente.
[04h00s]: o Russell 2000 ($RUT) também desceu abaixo da LTA que delimita a zona inferior da cunha ascendente que pode ser identificada no seu gráfico.
[04h35s]: o Sr. Hentges chama a atenção para o facto de se notarem divergências entre os indicadores técnicos e os gráficos semanais dos diferentes índices, "algumas mais dramáticas do que outras", nas suas próprias palavras.
[05h48s]: a última vela japonesa no gráfico semanal do Russell 2000 ($RUT) parece indiciar uma possível reversão da tendência ascendente de médio prazo, i.e. durante as próximas semanas.
[06h31s]: o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) mostra uma enorme variação ao longo da sessão de Sexta-feira, indicando uma enorme pressão compradora durante as primeiras horas da sessão. O mesmo pode ser dito em relação ao índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX), com a agravante de ter fechado mais uma vez bem acima dos mínimos recentes, acima da média móvel simples a 10 dias (a azul no gráfico do Sr. Hentges).
[07h22s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) retrocedeu bastante, mas ainda não se pode falar em descidas preocupantes. O Sr,. Hentges usa um sistema de cruzamento de médias móveis (a 10 e a 21 dias) que parece indiciar mais descidas durante a próxima semana. O oscilador de McClellan ($NYMOT) está um pouco mais neutro, mas ainda há muito espaço para novas quedas das cotações.
[10h49s]: o dólar ($USD) parece estar a acumular força para voltar a subir, embora ainda possa descer mais um pouco antes de retomar o sentido da tendência ascendente primária. Por outro lado, o petróleo (USL) parece estar a preparar-se para fazer o contrário, estando a testar uma resistência multi-semanal nos $27,5 e com uma média móvel simples a 21 dias descendente. Já o ouro (GLD) está neste momento numa tendência lateral de médio prazo, sendo difícil estimar que sentido -ascendente ou descendente- tomará a seguir.
[12h55s]: o sector da construção civil residencial (XHB) registou grandes quedas nas sessões de Quinta-feira e de Sexta-feira passada, agravadas pelo facto de o seu preço já estar bastante abaixo da média móvel a 50 dias. A situação no sector financeiro é semelhante, apesar de os preços apenas terem caído na sessão de Sexta-feira.
[13h53s]: as biotecnológicas (IBB) caíram menos do que os restantes sectores, mas ainda assim fizeram um máximo mais baixo do que o precedente. O Sr. Hentges acha provável que elas voltem a subir na próxima semana... eu acho que isso dependerá sobretudo da evolução do resto do mercado. Já o sector energético (XLE) parece estar a recupera, mas precisa de superar a zona dos $85 para podermos falar em "breakout".
[15h30s]: o Facebook (FB) parece estar a perder força. Para já, a média móvel a 50 dias serviu de suporte aos preços, mas a próxima semana poderá trazer novas quedas. A Apple (AAPL) também desceu abaixo dessa média móvel, depois de 15 sessões em que ela tinha servido de suporte. Muito mau sinal... o Twitter (TWTR) está um pouco melhor, mas com o mercado em geral a corrigir, é bem provável que acabe por ceder também.
[19h00s]: A Celgene Corp. (CELG) parece estar a preparar-se para "mergulhar", com uma anterior zona de consolidação a ceder. Além disso, o padrão de longo prazo dos preços parece estar a formar um "pires", uma figura de reversão "bearish". Já a United Continental (UAL) poderá estar a formar um padrão de "cabeça e ombros" (outra figura de reversão "bearish") com vários meses de duração.
Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: AAPL, GLD, SMH, TLT, e TWTR.
Aqui fica mais uma análise semanal dos mercados americanos de autoria de Joseph "Joe" Hentges, que agora passa a ser uma presença habitual aqui no AnB. Recordo que a especialidade do Sr. Hentges é a utilização da Teoria das Ondas de Elliott para prever movimentos de médio prazo (várias semanas) das cotações. O seu ponto forte é, na minha modesta opinião, a grande quantidade de gráficos semanais nos oferece e em que olha para o Bull Market como um todo, fazendo previsões para o longo prazo (vários meses).
Há cada vez mais analistas técnicos no YouTube, mas ainda são poucos aqueles que dizem alguma coisa que se aproveite. Neste momento, o Sr. Hentges é um desses poucos ilustres que vale a pena ouvir:
Os vídeos do Sr. Hentges são bastante mais longos do que os do Sr. Shannon, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:
[01h21s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) parece estar "com vontade" de subir, mas é preciso que o máximo anterior (ponto "e" no vídeo) seja superado para termos a certeza que o movimento tem força suficiente.
[02h03s]: o mesmo pode ser dito para o S&P 500 ($SPX); faço notar que as potenciais cunhas ascendentes que o Sr. Hentges desenhou nos gráficos do $SPX e do DJIA ainda não foram invalidadas, pelo que ainda é perfeitamente possível que o movimento ascedente venha a fracassar.
[03h01s]: a situação no compósito de Nova Iorque ($NYA) é bastante animadora, com o índice muito próximo do seu máximo anterior e a potencial cunha ascendente muito mais alargada.
[05h07s]: o gráfico semanal do $NYA está uma beleza, com um aparente triângulo ascendente cujo cateto superior poderá ser rompido na próxima semana.
[05h32s]: o gráfico semanal do Russell 2000 ($RUT) está ainda melhor, com o indíce claramente acima de um rectângulo com vários meses de duração que vigorou durante o ano de 2014. O Sr. Hentges chama no entanto a atenção para o facto do índice se encontrar abaixo da linha de tendência ascendente (LTA) multianual que vigora desde o ínicio do presente Mercado dos Touros.
[06h40s]: relativamente aos indicadores de mercado, o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) e o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) estão próximos dos seus mínimos de seis meses, razão pela qual é preciso tomar atenção durante as próximas sessões. O indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) também ainda não parece ter confirmado as recentes subidas. O mesmo pode ser dito para o oscilador de McClellan ($NYMOT).
[09h41s]: o dólar americano ($USD) teve fortes subidas durante a semana passada, sendo provável que continua a subir nas próximas sessões.
[12h29s]: quando se olha apenas para as velas japonesas e para as médias móveis, o sector da construção civil residencial (XHB) parece estar a desenhar um "rally". No entanto, os indicadores técnicos são inconclusivos, sendo melhor aguardar pela superação do máximo anterior.
[16h43s]: as acções do Twitter (TWTR: NYSE) têm subido muito bem nos últimos meses, mas o Sr. Hentges encontrou várias divergências nos indicadores técnicos. É melhor evitar a acção por agora.
Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: TLT, FB, AAPL, TWTR, $NYMOT
...O Sr. Joseph Hentges acha que poderão ser uma ilusão ("fake-out") e continua a ver cunhas ascendentes no DJIA e no S&P 500. Eu cá continuo a achar que o melhor neste momento é não fazer nada. Se o S&P 500 cair abaixo dos 2025 pontos, a conversa será outra. Mas não vamos sofrer por antecipação, nem fechar posições que ainda têm potencial de subida...
Aqui fica mais uma análise do Sr. Hentges que está francamente pessimista em relação à próxima semana. Devo confessar que eu também estou, porque o "efeito Janet Yellen" desapareceu muito mais rápido do que eu esperava... e agora tudo pode acontecer! Até porque todos os grandes índices falharam o máximo anterior, com a honrosa excepção do Russell 2000.
O DJTA deu o primeiro sinal de alrame e já está parado desde finais de Novembro (-4,81% YTD). O S&P 500 está praticamente no mesmo nível a que estava no dia 31 de Dezembro (+0,10%). E embora o Nasdaq 100 (+3,28%) e o Russell 2000 (+2,96%) estejam melhor, o DJIA está negativo (-0,62%).
Hoje estou sem tempo para destacar as melhores partes do vídeo do Sr. Hentges, mas volto a enfatizar que o seu ponto forte (na minha opinião) são os gráficos com resolução temporal semanal.
Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: TLT, DDD, EA.
Descobri hoje este Senhor quase por acaso quando um dos vídeos dele apareceu entre os resultados de uma pesquisa relacionada. O Sr. Hentges usa essencialmente a Teoria das Ondas de Elliott, ferramenta técnica que eu até nem aprecio particularmente.
No entanto, os seus vídeos são bastante exaustivos, cobrindo todos os grandes índices americanos, indicadores de risco e volatilidade, novos máximos e mínimos, avanços e recuos e também a evolução bolsista de vários ETFs e acções. É uma análise um pouco semelhante à de Brian Shannon, mas com uma abordagem diferente.
O que eu mais gostei neste vídeo foi a análise de longo prazo com resolução semanal (i.e. realizada sobre o gráfico das velas semanais), uma raridade nas análises que se encontram de YouTube. A resolução semanal é aquela que o vosso estimado blogueiro prefere, apesar de também dar atenção à resolução diária e à resolução intra-diária. Porquê? É simples, porque é aquela que melhores resultados me tem dado ao longo dos anos! Eu acredito em temporizar o mercado e em "cavalgar o Bull Market", conforme preconiza o Dr. Braga de Matos no seu "Ganhar em Bolsa". A análise técnica de médio e curto prazo serve apenas para eu determinar entradas, saídas e reforços de posições.
O vídeo é demasiado longo para eu poder enumerar os pontos-chave como faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. No entanto, saliento algumas ideias do Sr. Hentges:
O dólar ($USD) ainda deverá cair mais um pouco e descer até à MM(50) antes de recuperar e voltar a subir.
Já o ouro (GLD) deverá subir nas próximas sessões, provavelmente até à MM(200).
A espectacular subida do índice das biotecnológicas (IBB) é demasiado pronunciada e é bem provável que tenhamos uma correcção nos próximos dias.
É possível que a US Steel Group, Inc. (X: NYSE) esteja em vias de recuperar, mas ainda é cedo para dizer.