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sábado, 2 de julho de 2016

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (66)


    Como se esperava, o efeito Brexit desvaneceu-se com o desenrolar da semana. No S&P 500, estamos novamente em cima da zona de resistência multianual, entre os 2100 e os 2134,72 pontos (máximo histórico de Maio de 2015). No seu habitual vídeo semanal, o Sr. Shannon começa por confessar que poucas vezes viu uma acção de preços tão volátil como aquela que ocorreu esta semana. Eu digo que é natural, porque poucas vezes se vêem coisas como o Brexit!



Pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:
  • 02m07s As recentes subidas do S&P 500 (SPY) foram bastante fortes e é provável que a próxima semana (que apenas começa na terça-feira, porque segunda-feira é o Dia da Indepência dos EUA) comece com uma pequena consolidação. 
  • 03m05s Quando se olha para o gráfico semanal do S&P 500 (SPY), verifica-se que estamos num mega-rectângulo com quase dois anos. Quando os mercados passam tanto tempo a oscilar dentro de uma gama de valores tão próximos, o mais provável é assistirmos a um forte movimento dos índices... resta saber em que direcção.
  • 04m17s A situação é semelhantre no Nasdaq 100 (QQQ), embora o índice ainda não tenha recuperado os máximos de Abril. O Sr. Shannon acredita que a zona entre os $108 e os $109 pode actuar como resistência durante a próxima semana. Este cenário pode vir a dar origem a um padrão de "cabeça e ombros" invertido, um sinal fortemente bullish (ascendente). Mas ainda é cedo para saber neste momento, é preciso esperar mais uns dias.
  • 06m30s O Russell 2000 (IWM) parece ser presentemente o mais forte dos grandes índices, por ser o único que, durante as quedas devidas ao Brexit, ficou acima da sua média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) traçada desde o início do ano (YTD - year-to-date). O Sr. Shannon acha que é vital que a zona de suporte entre os $107,5 e os $110 resista durante as próximas sessões, confirmando a força ascedente do índice.
  • 07m36s O sector dos semicondutores (SMH) também tiveram uma boa semana, embora tenham fechado a sessão de hoje em queda. A zona de suporte a vigiar está algures entre os $55,75 e os $56. O Sr. Shannon sublinha no entanto que o potencial de subida dos SMH lhe parece inferior ao dos índices anteriores.
  • 08m45s O sector das biotecnológicas (IBB) voltou a encontrar suporte na casa dos $240, mas ainda só está a meio do intervalo em que tem transaccionado desde o início deste ano.O Sr. Shannon acha que o ideal seria que as IBB consolidassem durante a próximas semana, para ganhar força para romper a resistência na casa dos $270 e continuarem a subir.
  • 09m57s A Apple (AAPL:Nasdaq GS) continuaa ser uma acção "em sarilhos", uma vez que continua debaixo das principais médias móveis e também da VWAP (YTD).
  • 10m42s A Google (GOOGL:Nasdaq GS) parecia ter começado a semana a quebrar um suporte, mas acabou por subir rapidamente. A zona entre os $670 e os $675 parece ser constituir um importante suporte
  • 11m24s As obrigações do tesouro americano a 20+ anos (TLT) têm tido um desempenho espectacular nas últimas semanas, estando presentemente em máximos históricos. Em caso de correcção, o primeiro suporte óbvio surge aos $137,5.

domingo, 26 de junho de 2016

Chris Ciovacco: «Será que o Brexit vai levar à venda continuada de acções?»


     Esta análise semanal do Sr. Ciovacco é bastante mais longa do que habitual, mas a duração do vídeo justifica-se, dada a grande incerteza introduzida pelo Brexit. O Sr. Ciovacco defende aqui uma tese com a qual eu concordo: o Brexit é o catalisador das quedas da sessão de sexta-feira, mas não é o causador dessas quedas. O mercado já estava a dar sinais de fraqueza antes dos resultados do referendo no Reino Unido... o Brexit apenas acelerou o inevitável.



Alguns pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
  • 3m24s Olhando para o gráfico do S&P500 ($SPX), repare-se como a tendência dominante de longo prazo continua a ser descendente, apesar do optimismo abundante que reinava nos mercados até ao Brexit. Com efeito, o máximo do Bull Market (2134,72 pts), registado em Maio de 2014, não foi atingido. Foi precisamente esta disparidade entre os gráficos e a opinião dos "peritos" que me manteve afastado da bolsa em 2016. É que nestas coisas dos investimentos financeiros, é sempre preciso ter bem presente a arte do pensamento contrário.
  • 8m25s O Sr. Ciovacco sublinha que as resistências principais dos maiores índices bolsistas mundiais ainda não tinham sido quebradas antes do Brexit, pelo que não se pode afirmar que a fraqueza actual nos mercados se deve exclusivamente ao Brexit.
  • 9m55s Outrossim, o volume transaccionado já estava em queda nas sessões bolsistas que antecederam o Brexit, o que significa que já havia fraqueza nos mercados antes do Brexit.
  • 15m25s Os activos de refúgio, nomeadamente o ouro (GLD) e as obrigações do tesouro americano (TLT), subiram na sessão de sexta-feira. Já os activos deflacionários, i.e. aqueles cujo valor é penalizado pela valorização do dólar (UUP), como o sector dos materiais (XLB) e o sector energético (XLE), desceram na mesma sessão.
  • 19m05s Outro pormenor técnico a ter em conta, desta feita no gráfico semanal do compósito da NYSE ($NYA), é o facto de o a resistência multimensal na zona entre os 10600  e os 10700 pontos já ter sido rejeitada várias vezes desde Novembro de 2015. Este fenómeno ganha ainda mais importância se tivermos em conta que essa zona já serviu de suporte ao $NYA, entre Março de 2014 e as quedas brutais de Agosto de 2015: a passagem de um suporte a resistência é, em análise técnica, um dos indicadores mais fortes de se está em tendência descendente.
  • 24m33s Outro fenómeno de longo prazo a ter em conta é o facto de o índice de volatilidade do S&P 500, o $VIX, ter feito, vários mínimos consecutivamente mais elevados no seu  gráfico semanal, sobre aquilo que parece ser uma linha de tendência ascendente (LTA). Ainda por cima, essa LTA parecia ter sido quebrada antes do Brexit mas, ao invés, o $VIX disparou rapidamente para cima. Como costuma dizer o Sr. Shannon: «Quando um movimento numa dada direcção falha, sucede-se um movimento rápido na direcção oposta».

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (65)


     Quem não teve ocasião de apostar contra a libra esterlina e/ou contra os principais índices bolsistas mundias antes do Brexit poderá ainda estar a tempo. Pelo menos, é essa a opinião do Sr. Shannon, que fala numa "mudança de sentimento psicológico" nesta sua habitual análise semanal. De referir que o S&P 500 está agora negativo em termos anuais (year-to-date, YTD).