Mostrar mensagens com a etiqueta DJIA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta DJIA. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco (10)


    Os principais índices bolsistas norte-americanos passaram o mês de Junho a lateralizar, o que é bastante bom. Os mercados têm subido rápida e continuamente desde a eleição do Presidente Trump e, nestas coisas dos mercados, as subidas prolongadas tendem a traduzir-se em quedas pronunciadas. Por isso, mais vale fazer uma pausa de algumas semanas para depois retomar a tendência primária de subida do que continuar a subir em flecha para depois nos afundarmos como um prego na água.

    Faço notar que esta lateralização ainda tem o potencial para se transformar numa correcção. Todos os grandes índices dos EUA (S&P 500, Nasdaq 100, NYSE, Dow Jones Industrial Average) estão muito acima da sua média móvel simples a 40 semanas, o que dá muito espaço para quedas.



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
  • 01m33s O Sr. Ciovacco começa o vídeo com um dos seus clássicos, a utilização de médias móveis de longo prazo e de gráficos históricos semanais do S&P 500 ($SPX) para avaliar o presente momento dos mercados bolsistas. Como habitual, os períodos históricos escolhidos são a "bolha das dot com" em 2000-2001 e a crise do mercado imobiliário de 2007-2008. O ponto a reter é que a situação presente não tem nada a ver com as duas anteriores, o que aponta para a probabilidade (mais uma vez enfatizo que probabilidade ≠ possibilidade) de continuação das subidas a longo prazo.
  • 03m12s A análise anterior é repetida para o Dow Jones Industrial Average ($INDU), mas desta vez o Sr. Ciovacco limita-se a comparar a situação actual com a situação em 2007. As conclusões são semelhantes às que foram retiradas no caso do $SPX.
  • 03m40s O mesmo sucede com o compósito do Nasdaq ($COMPQ).
  • 04m09s Olhando agora para o histórico do rácio entre o SPY e as obrigações a 20+ anos (TLT), observa-se que, em 2007, o SPY:TLT atingiu o seu pico antes de as acções começarem a cair. Por outras palavras, o SPY:TLT indicava que as obrigações estavam a ser preferidas pelos investidores em relação às acções, dois meses antes de o S&P 500 começar a cair. Comparando esse gráfico de 2007 com o presente, ainda não parece haver motivos para alarme.
  • 05m48s Já o rácio entre o $SPX e o seu índice de volatilidade ($VIX) tende a degradar-se muito antes de a valorização do S&P 500 cair. Foi precisamente isso que aconteceu em 2007, com o espoletar da crise financeira: o $SPX:$VIX caiu oito meses antes de o S&P 500 começar a cair. No entanto, a evolução recente do $SPX:$VIX é exactamente oposta à que se observava em 2007, o que aponta para a probabilidade  de continuação das subidas a longo prazo.
  • 07m01s Agora é a vez do rácio entre as empresas de pequena capitalização bolsista (small cap) e as obrigações a 20+ anos (TLT). Neste caso, o rácio IWM:TLT avisou que as coisas não estavam bem três meses antes de a valorização das small cap começar a cair. Mais uma vez, a situação presente do rácio IWM:TLT não se parece nada com a sua situação em 2007.
  • 08m00s Em 2007, o rácio entre os sector financeiro (XLF) as obrigações a 20+ anos (TLT) deu o sinal de alarme quatro meses antes de a valorização do S&P 500 atingir o topo. Actualmente, o rácio XLF:TLT ainda não inspira motivos de preocupação.
  • 08m51s Olhando para o mercado de acções em termos globais, através do fundo transaccionável VTI, também ainda não há motivos de preocupação.
  • 09m32s Repetindo os exercícios anteriores para o rácio SPY:GLD (S&P 500:Ouro), verifica-se que, em 2007, o SPY:GLD "avisou" que as acções iriam cair três meses antes e a valorização do S&P 500 atingir o seu ponto máximo. Olhando para o presente, o SPY:GLD ainda não indica que as acções estão prestes a cair. Pelo contrário, o SPY está a bater o GLD em quase 2%.
  • 10m43s As conclusões são semelhantes quando olhamos para o rácio QQQ:GLD (Nasdaq:Ouro) em 2007 e na actualidade.
  • 12m29s O Sr. Ciovacco retoma uma análise da evolução mensal do índice de força relativa (relative strenght index - RSI) do S&P500 ($SPX) que já tinha apresentado num dos seus vídeos anteriores. A parte mais importante deste gráfico é que, em 1985 e em 1995, o $SPX continuou a subir durante anos após o RSI entrar em território de "sobrecompra", i.e. RSI > 70%. Evidentemente, nada garante que isso se repita agora em 2017, mas mais uma vez há que considerar a diferença entre probabilidade e possibilidade. Todas as possibilidades estão em cima da mesa, mas a probabilidade aponta claramente para a continuação das subidas a longo prazo. O que nos leva ao próximo gráfico...
  • 13m37s Não se pense que, caso o cenário mais optimista se confirme, i.e. a continuação das subidas a longo prazo, tudo vá ser agradável, como um passeio no campo num belo dia ameno de Primavera. Nada disso, nos mercados bolsistas -como em tudo o que vale a pena na vida- nada se consegue sem sofrimento. Com efeito, o Sr. Ciovacco vai buscar o gráfico do $SPX a seguir ao evento de 1985 para ilustrar que, ao longo da subida que durou cerca de 580 dias, houve inúmeros períodos de recuo acentuado, um dos quais com uma desvalorização de 9,43%!
  • 14m02s O mesmo sucedeu a seguir ao evento de 1995 que, entre vários recuos de cotação significativos, teve um de 9,63%!
  • 16m30s E agora um exercício realmente interessante! Estando nós naquilo que poderá vir a revelar-se como uma correcção, até onde poderá recuar o gráfico diário do $SPX? Tomando como referência os casos de 1985 e 1995, o S&P 500 poderá recuar até aos 2240 pontos (fechou a sessão de sexta-feira nos 2425,18 pontos), sendo que há uma maior probabilidade de permanecer na zona acima dos 2340 pontos.

domingo, 30 de outubro de 2016

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco (2)


   «Será que o mercado se está a preparar para um mergulho a seguir as eleições?» é o título do vídeo que o Sr. Ciovacco nos oferece esta semana. A meu ver, demasiado sensacionalista, mas a possibilidade é real, sobretudo no caso de um vitória do Donald Trump. A concretizar-se, será uma espécie de "efeito Brexit" nos EUA, que eu duvido que dure mais do que algumas semanas, se tanto. Tal com as quedas da bolsa inglesa a seguir ao Brexit, uma vitória do Sr. Trump dificilmente arrastará os mercados para baixo durante muito tempo.



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:

  • 00m47s O Sr. Ciovacco começa o vídeo de uma forma muito pouco habitual, olhando para um fundo mútuo, não para uma acção ou para um fundo transaccionável (ETF). Ainda por cima, o fundo mútuo em causa é o RYAIX (Rydex Inverse Nasdaq-100), um fundo inverso, que replica o Nasdaq 100 no sentido contrário ao do índice, i.e. se o Nasdaq 100 sobe, o RYAIX desce e vice-versa. Começando para olhar para o período entre 1999 e 2001 ("bolha das dot com"), o Sr. Ciovacco mostra-nos como a média móvel simples a 200 dias do RYAIX inverteu para cima em Novembro de 2000, anunciando um período em que apostar na queda do Nasdaq 100 se revelou proveitosa: o compóisto do Nasdaq ($COMPQ) caiu 62% desde essa inversão da MMS(200).
  • 02m13s O exercício é depois repetido para o período entre 2002 e 2003. Neste caso, a situação é ao revés: a MMS(200) do RYAIX inverteu para baixo em Março de 2003, com o compósito do Nasdaq a subir a partir de então.
  • 02m58s Já em 2007-2009, verficou-se novamente uma inversão para cima da MMS(200) do RYAIX, desta feita em Janeiro de 2008. A partir daí, o $COMPQ caiu mais 45%, com o S&P 500 a acompanhar e a cair 49%!
  • 03m39s Quando os índices bolsistas atingiram o ponto mais baixo a seguir à crise financeira de 2007-2008, a MMS(200) do RYAIX inverteu para baixo, em Julho de 2009, marcando o arranque do presente Bull Market.
  • 04m51s Olhando agora para um gráfico recente do RYAIX (27-Out-2016), verifica-se que o declive da MMS(200) está claramente negativo, tendo inclusivametne ocorrido um acentuar dessa negatividade nas últimas semanas. Ou seja, só um maluquinho é que apostaria na subida do RYAIX (ou na queda do Nasdaq) com a MMS(200) do RYAIX neste estado.
  • 06m12s Olhando agora para um gráfico mensal do S&P 500 ($SPX), o Sr. Ciovacco recupera o grande rectângulo multimensal que vigorou entre meados de 2014 e meados de 2016, para nos mostrar que o lado superior do rectângulo, outrora resistência (2100-2130 pts), ainda poderá funcionar como suporte, caso as quedas do $SPX continuem.
  • 06m51s O mesmo se verifica no caso do gráfico mensal do compósito do Nasdaq ($COMPQ) e no Dow Jones Industrial Average ($INDU), embora, no segundo caso, o índice esteja muito próximo da anterior zona de resistência.
  • 07m13s O sector financeiro europeu ($E1FIN) ainda não recuperou das quedas que se seguiram ao Brexit (ao contrário da bolsa londrina, que fez um máximo histórico no último dia 11, não é curioso?).  Ainda assim, o $E1FIN fechou bem acima do primeiro nível (61,8%) da retracção de Fobinacci correspondente ao Brexit.
  • 07m51s O compósito da NYSE ($NYA) também ainda não recuperou das quedas, não desde o Brexit, mas desde Maio de 2015. Traçando uma retracção de Fibonacci desde o início até ao fim das quedas (pontos A e B no gráfico), é possível verificar que o $NYA fechou mesmo em cima dos 61,8%. De referir que o $NYA ainda também abaixo do seu máximo histórico pré-crise financeira, registado em 2007.
  • 08m44s Comparando o desempenho dass acções com o das obrigações do tesouro americano ($NYA:TLT), parece ter sido quebrada, no gráfico semanal do rácio, uma linha de tendência descendente (LTD) que remontava a meados de 2015.
  • 09m02s No seu gráfico diário, o S&P 500 ($SPX) está mesmo em cima do limite superior de um canal de transacção multianual (nos tais 2125 pts que tenho vindo a mencionar há já dois meses). Há também outras zonas de potencial suporte até aos 2100 pontos.
  • 09m41s Olhando agora para o gráfico mensal do $SPX, o Sr. Ciovacco faz um exercício muito interessnte com o indicador Bollinger Band With (Largura das Bandas de Bollinger - BB). Conforme o próprio nome indica, este indicador traduz a diferença percentual entre a BB superior e a BB inferior, dando uma ideia da volatilidade actual de um título ou índice bolsista. Historicamente, os períodos em que a Largura das Bandas de Bollinger do S&P 500 estava muito baixa foram seguidos por subidas do índic que duraram vários meses, nalguns casos até anos: 1985, 1995 e 2005. Ora, a Largura das Bandas de Bollinger do S&P 500 está novamente em níveis muito baixos em 2016. O Sr. Ciovacco acredita por isso que as probabilidades favorecem a continuação das subidas no $SPX, ressalvando, no entanto, que na bolsa nunca há certezas.
  • 11m23s No gráfico semanal do $SPX pode ver-se que o índice fechou ligeiramente abaixo da aresta superior do rectângulo de consolidação multianual que vigorou nos últimos 2 anos, mas ainda acima do canal de transacção identificado no gráfico diário (09m02s) e também acima de todos os níveis de retracção de Fibonacci traçados desde o Brexit até ao máximo histórico de Agosto deste ano. Outrossim, as médias móveis simples de longo prazo (30, 40 e 50 semanas) mantêm um declive ascendente.
  • 15m18s O Dow Jones Transportation Average (DJTA), parece ter sido penetrada uma resistência diagonal multimensal que remotava ao início de Agosto de 2015. Melhor do que isso, essa resistência passou, para já, a suporte. O mesmo sucedeu no caso do petróleo ($WTIC) e do principal índice bolsista alemão, o $DAX. Além disso, o gráfico semanal do $WTIC mostra uma divergência positiva entre a acção de preços e o RSI, sugerindo a continuação das subidas a longo prazo.
  • 17m46s No que respeita às empresas de pequena capitalização bolsista (small cap), parece estar a haver um reteste da zona de suporte algures nos $117,5. Curiosamente o índice das matérias primas ($CRB) penetrou a sua média móvel a 200 dias em Maio e tem-se mantido acima dela desde então. O Sr. Ciovacco relembra que as subidas sustentadas do $CRB reflectem a expectativa, por parte dos investidores, do aumento da inflação.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A paciência é a virtude suprema do investidor...



...mas alguém que espera tanto tempo não é lá muito esperto! Tome-se o período entre 1973 e 1977, como exemplo. Houve muito dinheiro a fazer, primeiro para baixo (1973-75) e depois para cima (1975-77). O moral da história é o seguinte: a maioria das pessoas que "joga" em bolsa aposta apenas numa direcção, para cima. Mas quem faz dinheiro a sério em bolsa sabe aposta geralmente para os dois lados, porque senão corre o risco de passar muito tempo à espera de resultados. 

Claro que os leitores poderão dizer, «Ai, o Warren Buffett sempre apostou só para cima e hoje é um dos homens mais ricos do mundo!» Pois, mas o WB viveu noutros tempos, em que as economias ocidentais chegaram a crescer aos dois dígitos percentuais por ano. Assim era fácil esperar, porque o retorno estava praticamente assegurado. Dou-vos no entanto outro exemplo, o George Soros. O homem sempre apostou nas duas direcções, notavelmente contra a libra esterlina no início dos anos 90. Soros não é tão rico como o WB mas, em comparação, a rapidez com que acumulou a sua fortuna é igualmente impressionante. E em situações de estagnação bolsista, são os Soros que enriquecem, não os Buffetts.

Claro que é mais fácil dizer do que fazer. Mas é precisamente aí que entra a Análise Técnica (AT). A Análise Fundamental (AF) é imprescindível para o investidor, sobretudo para o grande investidor. Mas a AT é a ferramenta por excelência do especulador. E quem for mesmo inteligente, usa ambas AT e AF. Quem o conseguir fazer, será certamente um dos "feiticeiros" dos mercados.

sábado, 3 de setembro de 2016

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco


     Nos EUA, os principais índices bolsistas continuam a lateralizar. Aproveitando a pasmaceira actual, o Sr. Ciovacco decidiu rever os elementos mais básicos da Análise Técnica: as médias móveis simples de médio e de longo prazo.



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
  • 01m19s Olhando para o gráfico do S&P 500 ($SPX) entre 1994 e 2010, o Sr. Ciovacco começa por falar nas dificuldades subjacentes à estratégia "Buy & Hold" (comprar as acções e mantê-las ao longo dos anos), nomeadamente aquelas que surgem durante os períodos de perdas correspondentes aos Bear Markets (períodos multianuais em que as cotações caem). Nesta lógica de investimento continuado, a possibilidade de nos protegermos contra estas perdas é por demais pertinente. Uma das estratégias mais simples é usar uma média móvel simples a 200 dias -MMS(200)- como indicador de probabilidade. Diz o Sr. Ciovacco que, quando o declive da MMS(200) é positivo, a probabilidade de termos subidas das cotações é geralmente mais elevada. Analogamente, a probabilidade de termos descidas das cotações é maior quando o declive da MMS(200) é negativo.
  • 03m32s Mas atenção, nenhuma média móvel funciona sempre. A MMS(200) pode constituir um excelente indicador da evolução das acções durante meses e até anos, falhando logo a seguir. É preciso por isso utilizar várias médias móveis, com períodos diferentes.
  • 04m37s Para ilustrar este ponto, o Sr. Ciovacco usa um gráfico em que apenas estão representadas duas médias móveis simples do $SPX ao longo período conhecido como a "bolha das dot.com" (2000-2001), a média móvel simples a 200 dias e a média móvel simples a 50 dias. Em causa está um fenómeno clássico cuja importância é referida em qualquer livro de Análise Técnica (AT): o cruzamento da MMS(50) com a MMS(200), neste caso, de cima para baixo, indicando um Bear Market (em rigor, indica apenas o aumento da probabilidade de estarmos em Beark Market, porque na AT nunca há certezas, apenas possibilidades e probabilidades associadas). Este cruzamento foi consagrado na literatura da especialidade como "death cross" (cruzamento de morte).
  • 06m28s Segue-se um gráfico com os mesmos protagonistas mas desta feita relativo ao período da crise financeira de 2007-2008. A história é mais ou menos a mesma: até à crise, a MMS(50) manteve-se acima da MMS(200). Com o espoletar da crise, a MMS(50) cruzou a MMS(200) de cima para baixo ("death cross") e manteve-se debaixo da MMS(200) a partir daí (Bear Market).
  • 07m49s Agora vem a parte que realmente interessa, que é a situação actual. Olhando para o gráfico do $SPX a partir de Abril de 2016, vê-se um claro "golden cross" (cruzamento de ouro) que é precisamente o inverso de um cruzamento de morte: a MMS(50) cruza a MMS(200) de baixo para cima, aumentando a probabilidade de ocorrerem subidas das cotações. Outrossim, a MMS(50) fez um novo máximo, situação que nunca ocorreu nos dois Bear Markets vistos anteriormente (bolha das dot.com e crise financeira). E ainda há outro aspecto positivo, embora não definitivo: o declive da MMS(200) tornou-se novamente positivo, outro sinal bullish.
  • 14m01s Olhando agora para o gráfico semanal do compósito do Nasdaq ($COMPQ), também aqui é possível observar uma melhoria do desempenho das duas médias móveis mencionadas anteriormente. Também houve "golden cross", a MMS(50) também fez um novo máximo e ambas MMS(50) e MMS(200) têm declives positivos.
  • 15m09s O mesmo para o Dow Jones Industral Average ($INDU). O Sr. Ciovacco aproveita inclusivamente para traçar um paralelo com o início do presente Bull Market, em 2009.
  • 16m59s O mesmo para acções globais (ACWI).
  • 17m37s O mesmo para o sector energético (XLE).
  • 18m08s O mesmo para os mercados emergentes (EEM).
  • 19m33s Olhando agora para o mercado americano como um todo (VTI), a situação é muito semelhante. E aqui sim, temos um sinal francamente positivo, porque este ETF inclui acções de praticamente todos os sectores da economia americana, o que significa que a probabilidade de haver mais subidas (a médio e longo prazo, não necessariamente a curto prazo), aumentou significativamente. 
  • 21m41s Perante tudo isto, convém olhar novamente para aquele que continua a ser, para já, o grande vencedor de 2016: o ouro. O Sr. Ciovacco recorre a um fundo transaccionável de acções de mineração do metal amarelo, o GDX (VanEck Vectors Gold Miners, GDX:NYSE), para nos mostrar que, apesar das subidas recentes dos mercados de acções, a procura por ouro continua muito forte, com a MMS(50) bem acima da MMS(200) e ambas com declive positivo. O Sr. Ciovacco atribui este fenómeno ao facto de a Reserva Federal Americana não ter sido capaz de elevar as taxas de juro directoras de uma forma sustentada e significativa, o que faz com que os investidores continuem a temer a desvalorização continuada do dólar americano.
  • 22m40s Esta situação deve manter os investidores em alerta porque, ao olhar para o desempenho do ouro desde a "bolha das dot.com", verifica-se que as subidas do metal amarelo coincidiram por vezes com os períodos de desvalorização da bolsa. Esta situação não será de todo surpreendente para aqueles que sabem que o ouro é frequentemente encarado como um activo de refúgio e uma protecção contra a inflação. Por outra palavras, apesar de os índices bolsistas estarem tendencialmente bullish, o ouro ainda não corrobora essa narrativa.
  • 25m45s Ainda por cima, as subidas recentes do ouro foram acompanhadas por outras matérias-primas, em particular pela prata (SLV), que tem estado a subir desde meados de Dezembro de 2015.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Chris Ciovacco: «Estará a Teoria de Dow a dizer-nos que os subidas actuais das cotações vão falhar?»


     As minhas férias de Verão acabam hoje, portanto, está na altura de voltar a actualizar este blogue. Para tal, escolhi um dos meus tópicos de bolsa favoritos, a venerável Teoria de Dow, desta feita pela voz do Chris Ciovacco, em mais um dos seus vídeos interessantíssimos.




Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:

  • 00m29s O vídeo começa com um gráfico do S&P 500 ($SPX) entre Fevereiro de 1994 e Fevereiro de 1995, um período em que a acção do índice foi bastante semelhante àquela que se verifica actualmente, i.e. depois de um período de lateralização de vários meses, o índice finalmente avançou para novos máximos. O mesmo acontceu poucos dias depois no outro grande índice americano, o Dow Jones Industrial Average ($INDU).
  • Agora vem a parterealmente interessante: conforme já expliquei várias vezes neste blogue, a venerável Teoria de Dow estabelece os dois índices principais da época em que o seu criador viveu, o DJTA (transportes) e o DJIA (indústria), devem subir ou cair simultaneamente para que estejamos em Bull ou em Bear Market. A simultaneidade é absolutamente imprescindível: só quando os dois índices subirem ou caírem é que temos uma tendência primária definida.
  • A ideia subjacente à Teoria de Dow é que os ganhos das empresas de transportes têm um impacto directo na saúde dos Bull Markets. Mais concretamente, se as empresas de transportes esiverem a aumentar os seus lucros, então é porque há cada vez mais passageiros e mercadorias para transportar e, concomitantemente, a economia está a crescer. Voltando ao vídeo do Sr. Ciovacco, isso significa que o DJTA ($TRAN) deve acompanhar o DJIA ($INDU)  para que o Bull Market se mantenha válido.
  • 01m53s Ora, não foi isso que aconteceu em Fevereiro 1995. O gráfico do DJTA não acompanhou o gráfico do DJIA e não fez um novo máximo. Ou seja, em Fevereiro de 1995 não houve confirmação da Teoria de Dow, nas palavras do Sr. Ciovacco (eu prefiro dizer que houve divergência).
  • 02m40s Avançado para os dias de hoje (o Sr. Ciovacco não os mostra, mas fala neles), a situação é muito semelhante. Depois de um período de lateralização prolongado, o $SPX e o $INDU fizeram novos máximos, mas o $TRAN ainda não.
  • 04m06s Com efeito, o $TRAN só haveria de fazer um novo máximo em Julho de 1995. Ou seja, foram precisos cinco meses para haver confirmação da Teoria de Dow. Quem tivesse esperado pela confirmação, teria perdido importantes ganhos ao longo desses cinco meses. No caso do S&P 500, essas perdas corresponderiam a 16,4% da valorização em Fevereiro de 2015. No caso do Dow Jones Industrial Average, corresponderiam a 18,2% da valorização em Fevereiro de 2015.
  • 06m37s Olhando agora para um gráfico recente do DJTA ($TRAN) e observando a enorme distância que ainda separa a valorização actual do anterior máximo, parece pertinente formular a questão "Será que a Teoria de Dow ainda é relevante?". O Sr. Ciovacco acha que sim, mas ressalva: a Teoria de Dow não constitui necessariamente um impeditivo à continuação do espectáculo (showstopper).
  • 07m55s Recorrendo a um gráfico do DJTA ($TRAN) entre 1989 e 1993, o Sr. Ciovacco mostra-nos que podem passar anos até que um máximo anterior seja novamente atingido. Olhando para o gráfico do S&P 500 ($SPX) durante o mesmo período, verifica-se que o o índice das Large Caps registou importantes subidas ao longo dos anos (+25,56%), não obstante o DJTA não ter atingido o máximo de 1989!
  • 11m14s Olhando para um gráfico multianual do compósito da NYSE ($NYA) no qual foram sobrepostas as médias móveis simples (MMS) a 30, 40 e 50 semanas, o Sr. Ciovacco identifica um sinal de transacção que ocorreu apenas 11 vezes desde 1982. Pode ver-se que a MMS 30 cruzou as outras duas médias móveis de baixo para cima, o que constitui um sinal Bullish.
  • 14m02s O mesmo sucedeu no gráfico semanal do S&P 500 ($SPX). Além disso, a MMS 40 também cruzou a MMS 50 de baixo para cima, reforçando o sinal bullish. É preciso salientar que os sinais de transacção traduzem apenas probabilidades, não desfechos.
  • 15m56s Usando o fundo transaccionável VGT (VGT:NYSE), o Sr. Ciovacco revê o desempenho do sector das tecnologias de informação desde Março de 2015. Também aqui se observa um cruzamento positvo das médias móveis simples referidas anteriormente.
  • 16m23s O mesmo para o Dow Jones Industrial Average ($INDU).
  • 17m00s Curiosamente, as obrigações do Tesouro Americano de médio prazo (7-10 anos), ainda não revelam sinais de fraqueza. Com efeito, as médias móveis simples no gráfico semanal do fundo transaccionável IEF (IEF:NYSE) continuam empilhadas de uma forma bullish, com as médias móveis simples de curto prazo por cima das móveis simples de longo prazo. A situação é muito semelhante para as obrigações de longo prazo (TLT).
  • 17m33s O fundo transaccionável que aposta na queda do S&P 500, o SH (ProShares Short S&P 500, SH:NYSE) mostra precisamente o contrário, i.e. uma conjunturo manifestamente bearish, com as médias móveis simples de curto prazo por debaixo das móveis simples de longo prazo. Volto a enfatizar que isto traduz apenas possibilidades, não desfechos.
  • 18m07s Não surpreendentemente tendo em conta os gráficos anteriores, o gráfico semanal do índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) também apresenta, em termos de médias móveis simples, um prognóstico bearish.
  • 18m32s O Sr. Ciovacco fala da evolução recente dos mercados emergentes usando o rácio VWO:SH (Vanguard FTSE Emerging Markets/ProShares Short S&P 500). Também aqui a MMS 30 penetrou as outras duas MMS de cima para baixo.
  • 19m35s A partir daqui, o Sr. Ciovacco fala nas declarações recentes da Presidente da Reserva Federal Americana, Janet Yellen. Yellen mencionou a possibilidade de voltar a utilizar os fundos do banco central americano para comprar activos e até mencionou um valor em concreto: 2 biliões de dólares (2 triliões nos EUA). Mais do que isso, Yellen disse que a FED não espera levantar as taxas de juro significativamente nos próximos anos -contrariamente ao quie a imprensa ocidental nos disse (porque será?).
  • Mas Yellen foi ainda mais longe: «Se os mercados voltare a cair, implementaremos medidas adicionais de compra de activos e durante mais tempo.» Sim, a FED disse mesmo isto, por incrível que pareça. Basicamente admitiram o esquema! Os especuladores de Wall Street acreditam agora que há 70% de hipóteses de que a FED não suba as taxas de juro em Setembro, mais uma vez, contrariamente ao que a imprensa ocidental nos disse. Isto significa o seguinte que, a longo prazo (anos), o mercado de acções poderá ser perigoso. Mas a médio prazo (meses), as subidas deverão continuar, pelo menos, modestamente.

sábado, 23 de julho de 2016

Chris Ciovacco: «O que é que podemos aprender com as tendências de subida em várias classes de activos?»


    Esta semana, o Sr. Ciovacco retoma os seus habituais exercícios de comparação da evolução recente dos mercados com o seu registo histórico.



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
  • 00m32s Recorrendo a um gráfico semanal do S&P 500 ($SPX) para o período 2007-2008, o Sr. Ciovacco começa por explicar que, idealmente, uma tendência de subida deve ser acompanhada pelas médias móveis, com as médias móveis mais rápidas (i.e. aquelas com período mais curto) a ficar acima das médias móveis mais lentas (e.g. MM 50 acima da MM 200). Quando isto deixa de acontecer, as probabilidades de as valorizações bolsistas caírem rapidamente aumentam consideravelmente, como ilustra o caso da crise financeira de 2008.
  • 01m34s Inversamente, quando estamos numa tendência primária de descida (Bear Market), as médias móveis mais lentas deverão ficar acima das médias móveis mais rápidas (e.g. MM 200 acima da MM 50). Nesta situação, a ultrapassagem das médias móveis pelo preço alerta para uma possível reversão bullish, como ilustra o caso do gráfico semanal do S&P 500 para o período 2009-2010 (introdução da facilitação quantitativa - quantitative easing, QE).
  • 01m57s Comparando os dois gráficos anteriores com a situação observada no $SPX a 24 de Junho do presente ano de 2016, verificava-se que as médias móveis de médio e longo prazo estão novamente a subir, mas as de mais curto prazo pareciam estar a inverter para baixo.
  • 02m50s Felizmente, o S&P 500 continuou a subir, tendo inclusivamente saído do rectângulo multianual em que se encontrava desde finais de 2014. Isto significa que as probabilidades apontam no sentido da continuação das subidas.
  • 03m17s No entanto, quando se olha para o gráfico semanal das obrigações de médio prazo (IEF), também se observa uma inquestionável tendência bullish de longo prazo.
  • 04m00s O mesmo sucede para as obrigações a longo prazo (TLT) e para os fundos de investimento no mercado imobiliário (VNQ).
  • 04m56s O ouro (GLD) também tem estado numa clara tendência de subida, com todas as médias móveis de médio e de longo prazo a apontarem para cima.
  • 05m48s O Sr. Ciovacco detém-se no gráfico semanal das obrigações de longo prazo (TLT), procurando explicar o porquê de a zona de resistência entre os $133,5 e os $134 ter sido penetrada com sucesso. A saber: (1) manutenção, por parte dos bancos centrais, das taxas de juro directoras em valores baixos; (2) potencial cenário de deflação, por efeito do excesso de crédito e desalavancagem; (3) redução das margens de lucro nos EUA, enquanto o resto do mundo continua a crescer de forma modesta; (4) Valorização excessiva das acções; (5) Níveis globais de dívida muito elevados, com repercussões nos ganhos obtidos com os investimentos; (6) efeito de contágio do Brexit.
  • 08m01s Quanto aos motivos pelos quais as acções voltaram a subir, o Sr. Ciovacco menciona: (1) o facto de que a economia norte-americana evitou a recessão; (2)  a tentativa, por parte dos bancos centrais, de inflacionar a economia como forma de desvalorizar a dívida (o dinheiro vale mais quando a inflação desde e menos quando a inflação sobe); (3) as perspectivas, para o resto de 2016, de aumento das margens de lucro das empresas cotadas em bolsa; (4) a reticência, por parte dos bancos centrais, em aumentar a incerteza associada ao Brexit, aumentando as taxas de juro.
  • 10m25s Com tanta incerteza, não é de admirar que o ouro, considerado o activo de refúgio por excelência, tenha também subido nos últimos meses. O Sr. Ciovacco aponta vários motivos para que isso tenha acontecido: (1) as "guerras de divisas", i.e. a tentativa dos governos manterem as suas moedas em níveis de valorização baixos para assim manterem as suas dívidas sob controlo; (2) a desvalorização das divisas leva ao aumento potencial da inflação no futuro, o que significa que o dinheiro tenderá a valer cada vez menos; além disso, (3) a política dos bancos centrais levou a elevados níveis de valorização não apenas nas acções mas também nas obrigações; o ouro surge assim como a derradeira alternativa; (4) há ainda a possibilidade de a FED avançar para formas de QE alternativas, como o "dinheiro de helicóptero" (ver postal anterior); (6) tudo isto, a concretizar-se, reflectir-se-á inevitável e negativamente no poder de compra dos consumidores - se o dinheiro valer menos, passará a ser possível comprar menos bens com ele.
  • 13m43s O Dow Jones Industrial Average ($INDU) também esteve confinado a um rectângulo de transacção multianual cujo limite superior penetrou recentemente. É provável que haja um reteste nas próximas sessões. Também parece haver sinais positivos no Wilshire 5000 ($WLSH) que superou recentemente uma linha de tendência descendente (LTD). No entanto, é preciso salientar que o $WLSH ainda não superou os máximos de 2015.
  • 16m00s Olhando agora para os rácios e começando pelo compósito da NYSE ($NYA), é possível observar que o quociente $NYA:TLT ainda se encontra em tendência descendente. Isso ainda poderá vir a acontecer mas, para já, a LTD multimensal permanece inviolada. O Sr. Ciovacco diz ainda que há um possível padrão de "cabeça e ombros" invertido no gráfico semanal do $NYA. A confirmar-se, teremos grandes subidas nas próximas semanas. No entanto, é preciso esperar para ver se a linha do pescoço do padrão aguenta.
  • 17m38s No compósito do Nasdaq ($COMPQ) foi penetrada finalmente a LTD que remontava aos máximos de 2015, fechando finalmente o "gap" de finais desse ano.
  • 18m30s Bem pior estão as coisas na Alemanha, com o $DAX a não ser capaz sequer de atingir a LTD que vigora desde Março de 2015. O rácio ACWI:TLT também mostra que as acções globais (ACWI) têm tido um desempenho abaixo das obrigações (TLT).
  • 19m27s Já o gráfico do índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) mostra a quebra de um importante suporte ou linha de tendência ascendente (LTA). Já o índice das small caps, o Russell 2000 (IWM) fechou muito perto de uma zona de resistência multimensal na casa dos $120, como referi no postal anterior.
  • 20m05s Bem pior está o sector dos transportes (IYT), que continua em clara tendência descendente. Por seu lado, o rácio GLD:SPY parece ter quebrado uma LTD que já remontava ao quatro trimestre de 2015. Apesar da lateralização recente, o RSI parece estar a favorecer o ouro. No entanto, é preciso salientar que o rácio SLV:GLD está a favorecer a prata em relação ao ouro. Isto pode explicar-se pelo facto de que a prata tem uma procura muito maior do que o ouro por parte da indústria mundial.
  • 23m20s O sector dos materiais (XLB) ainda não conseguiu superar a LTD que vigora desde o início de 2015. O Sr. Ciovacco mostra ainda que as recentes subidas no S&P 500 não foram acompanhadas pelos seguintes rácios: $SPX:GLD (ouro), $SPX:SDY (acções com alto dividendo), $SPX:TLT (obrigações), $SPX:VNQ (fundos de investimento do mercado imobilário).
  • 25m35s Também o rácio XLB:TLT (materiais/obrigações) parece estar com uma performance sub-óptima, constantemente travado por uma LTD que vigora desde meados de 2015. A situação é muito semelhante no caso do rácio XLE:TLT (energia/obrigações).
  • 26m27s Quanto às obrigações de médio prazo (SPY:IEF), ainda parece haver pelo menos duas LTDs que, para já, estão a travar a subida do rácio.

domingo, 17 de julho de 2016

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (10)


     Aqui fica o vídeo desta semana do Sr. Hentges:



Pontos-chave do vídeo do Sr. Hentges:

  • 00m23s A evolução recente do Dow Jones Industrial Average ($INDU) sugere a continuação das subidas. Recorrendo à Teoria das Ondas de Elliott, o Sr. Hentges antevê a possibilidade de ocorrer um novo máximo de pelo menos 19700 pontos. Para já não passa disso, uma possibilidade.
  • 04m52s O Oscilador de McClellan para o compósito da NYSE ($NYMOT) está presentemente em território de sobrecompra, mas isso não significa que as subidas não possam prosseguir nas próximas sessões. Recordo que o $NYA ainda se encontra bastante abaixo do seu máximo histórico, não obstante ter superado uma importante zona de resistência na casa dos 10600 pontos.
  • 06m07s O sector da construção residencial (XHB) está ainda mais longe dos seus máximos históricos. O Sr. Hentges consegue inclusivamente traçar uma linha  de resistência diagonal que o XHB ainda nem sequer alcançou.
  • 06m46s O sector financeiro (XLF) parece ainda pior, uma vez que a acção de preços ainda não conseguiu superar a linha de tendência descendente que vigora desde os máximos de Julho de 2015.
  • 07m28s Tal como o Sr. Shannon tinha feito no vídeo anterior, o Sr. Hentges acha que o sector das biotecnológicas (IBB) continua em Bear Market. No entanto, o Sr. Hengtes consegue discernir um fundo duplo potencial na acção de preços do IBB, algures nos $240, a tal zona de suporte multimensal identificada no postal anterior. Ainda assim, é preciso vencer a zona de resistência entre os $285 e os $290 para que essa figura de reversão (fundo duplo) seja confirmada.

domingo, 8 de maio de 2016

Mercados americanos: análises para todos os gostos


     Esta semana há análises técnicas para todos os gostos, umas muito esperançosas quanto à evolução dos índices, outras quase apocalípticas. Hoje escolhi partilhar todos os vídeos e gráficos dos analistas que sigo habitualmente, ao invés de me focar sobretudo na análise de apenas um deles, como é habitual aqui no AnB. A ideia é mostrar-vos o que acontece quando a incerteza nos mercados é muita: até os especialistas divergem e andam aos papéis! O que não quer dizer que não saibam o que se está realmente a passar, atenção! É que toda a gente tem os seus interesses próprios e é preciso sempre separar o que é matéria de facto daquilo é mera opinião.

1. Brian Shannon: moderadamente optimista




Apesar de a acção de preços no S&P 500 (SPY) se encontrar presentemente abaixo de uma média móvel a 5 dias descendente, tendo já feito uma série de máximos e mínimos consecutivamente mais baixos,  o Sr. Shannon acredita na possibilidade de voltarmos às subidas, uma vez que o SPY reagiu bem à media móvel a 50 dias. No entanto, o Sr. Shannon faz uma ressalva: "se o preço quebrar a zona de suporte entre os $202,5 e os $203, a situação ficará mais negativa e nós teremos de ficar mais defensivos."

Já o Nasdaq 100 (QQQ) está bastante mais negativo mas, ainda assim, acima da média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) calculada desde o início do ano (year-to-date - YTD). O Sr. Shannon acredita que a zona de suporte na casa dos $104,5 será determinante para o sentido da evolução do QQQ. Caso seja quebrada, devemos ficar preocupados.

O Russell 2000 (IWM) parece estar um pouco melhor, com o preço a regiar bem à media móvel a 50 dias. No entanto, ainda é preciso que a média móvel a 5 dias descendente seja penetrada para cima de uma forma convicndente, i.e. penetração + inversão do sentido da MM(5) + constituição de suporte sobre a mesma.

Bem pior parece estar o sector dos Semincondutores (SMH), que se encontra presentemente bem abaixo da media móvel a 50 dias, tendo descido até ao segundo nível de retracção de Fibonacci (38,2%). As Biotecnológicas (IBB) estão ainda pior, tendo falhado o assalto ao máximo anterior, assim como a Apple Inc. (AAPL: Nasdaq GS). Por outro lado, a Tesla Motors Inc. (TSLA: Nasdaq GS) parece estar a estabilizar, tendo encontrado suporte sobre a sua média de preços ponderada por volume (YTD). Já as obrigações do tesouro americano a 20 e mais anos (TLT) parecem estar a formar um triângulo descendente no seu gráfico diário, que apenas será confirmado se a zona de suporte nentre os 126,5$ e os $127 vier a ceder.

2. Greg Harmon: moderadamente pessimista


A vela japonesa da sessão de sexta-feira foi forte, mas ainda insuficiente para determinar o fim das quedas. O Sr. Harmon acha que o RSI no gráfico diário do SPY ainda pode voltar a subir, mas observa que o MACD está claramente descendente.



Já no gráfico semanal, é possível verificar que o RSI ainda se encontra acima dos 50 %, mas há uma ligeira divergência negativa entre o histograma do MACD e as suas médias móveis exponenciais. O volume transaccionado também está a diminuir.


Perante isto, o Sr. Harmon acha que o mais provável é ocorrer um consoloidação (lateralização) de preços durante a próxima semana, com a possibilidade de haver mais quedas.

3. Joseph Hentges: moderadamente pessimista





O Sr. Hentges começa pelo Dow Jones Industrial Average (DJIA), observando que a média móvel a 10 dias acaba de cruzar a média móvel a 20 diasUma vez que isto aconteceu pela primeira vez desde o início do presente "rally", pode constituir um indicador de uma possível da reversão da tendência de médio prazo (semanas). O mesmo se passa no Russell 2000 ($RUT). Note-se, ainda assim, que ambos DJIA e $RUT se encontram acima das suas respectivas médias móveis a 50 dias.

No entanto, é nos gráficos semanais que a verdadeira guerra está a ser travada. O Sr. Hentges acredita que o presente duplo topo no DJIA pode estar a formar-se, embora seja necessária uma confirmação (quebra definitiva dos 17600 pontos). Já o gráfico semanal do $RUT mostra um claro Bear Market, com dois fundos e três topos consecutivamente mais baixos desde Junho do ano passado.


O índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) continua a lutar contra a resistência nos 17 pontos. O Sr. Hentges acha que se pode ter formado um fundo duplo no gráfico diário do $VIX, mas essa é uma ideia que terá ser abandonada se o índice descer novamente abaixo dos 14 pontos.

O Sr. Hentges acha que os Semicondutores podem estar prestes a cair novamente e a contrução civil residencial (XHB) também não está famosa. Já o sector financeiro (XLF) desenhou uma interessante "bear trap" no início do mês de Abril, mas agora parecem estar a ser travados pela
 média móvel a 50 dias.


4. Chris Ciovacco: pessimista  




O Sr. Ciovacco começa por salientar dois aspectos fundamentais: (1) a subida do emprego nos EUA ficaram muito aquém das expectativas em Abril de 2016 (+160 k), mas (2) o salário médio continuou a aumentar (+$0,08 em Abril, para $25,53/hora), o que dá uma média de crescimento de +2,5% nos últimos doze meses! O Sr. Ciovacco argumenta que o aumento continuado do poder de compra dos norte-americanos pode levar a FED a fazer mais um “rate hike”, i.e. a implementar mais uma subida das taxas de juro.

Aqui o vosso blogueiro tem sérias dúvidas de que isso aconteça nos próximos meses, porque um novo “rate hike” nesta altura tem um grande potencial para deitar abaixo as bolsas americanas, o que colocaria em causa a estratégia seguida pela FED durante o mandato de Obama, penalizando gravemente Hillary Clinton, que é a candidata preferida por Wall Street.

Em seguida, o Sr. Ciovacco faz um exercício bastante interessante utilizando o gráfico do quociente entre as obrigações do tesouro protegidas contra a inflação (US treasury inflation-protected securities –TIPS, TIP:NYSE) e o fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) que replica o rendimento das obrigações do tesouro americano com maturidade entre 7 e 10 anos, o IEF (IEF:NYSE). O exercício consiste em monitorizar a expectativa do aumento da inflação, através do gráfico da tendência de evolução do quociente supracitado: se o quociente subir, então os investidores estão a preferir TIP, o que significa que estão à espera que a inflação aumente. Por outro lado, se o quociente diminuir, isso significa que os investidores estão a preferir IEF, o que significa que estão à espera que a inflação se mantenha ou diminua.

Ora, o gráfico semanal do quociente TIP/IEF mostra uma clara tendência decrescente, o que significa que os investidores não estão apostados numa subida da inflação nos próximos tempos. De resto, o Sr. Ciovacco alerta para o facto de que, historicamente, tanto as acções como as obrigações tendem a estagnar durante os períodos de inflação elevada, enquanto as matérias-primas tendem a subir. Moral da história? Na presente conjuntura, é preciso manter-se aberto a todas as formas e veículos de investimento, sob pena de perdermos a festa.

Agora vem a parte mais interessante do vídeo, uma citação apocalíptica de Stan Druckenmiller, gestor de fundos na Duquesne Capital:

«Os nossos reguladores míopes não têm como acabar com isto. Eles hesitam de uma política fiscal de curto prazo ou estímulo monetário para o próximo, não obstante as evidências esmagadoras de que esses estímulos apenas produzem um efeito muito limitado, mas aumentam a dívida improdutiva que impede o crescimento a longo prazo. Mais ainda, o declínio continuado do crescimento global – apesar de todos estes estímulos sem precedentes ao longo da última década – sugere que temos andado a pedir tanto [dinheiro] emprestado ao nosso futuro e durante tanto tempo que, quando a bola de neve finalmente chegar, será uma avalanche imparável.»

Druckenmiller prossegue:

«Ao longo do último ano, a volatilidade observada nos mercados globais, que muitas vezes precede uma alteração da tendência primária, sugere que o rácio risco/recompensa é agora negativo, a não ser que os preços desçam significativamente ou haja reformas estruturais. Mas é melhor esperarem sentados pelas últimas.»

Aqui o vosso blogueiro tende a ser muito céptico em relação a este género de previsões apocalípticas, sobretudo quando o “vidente” nos recomenda comprar ouro. Mas também não devemos ser totalmente autistas e ignorar os profetas da desgraça, quanto mais não seja para nos lembrarmos de tempos a tempos que o risco está lá e, se o subestimarmos, come-nos vivos! Cinjamo-nos ao que é matéria de facto e que o vídeo mostra a partir dos 13 minutos: os três maiores índices americanos, S&P 500, DJIA e Nasdaq 100 falharam o assalto aos máximos de 2015. O S&P 500 e o Nasdaq 100 nem sequer conseguiram chegar aos máximos de Novembro. O mesmo pode ser dito para o compósito da NYSE ($NYA) e para o ETF respeitante às acções globais (ACWI).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Mais três gráficos catitas...


1. Banho de sangue nos mercados bolsistas de todo o mundo! Em termos financeiros, 2016 está a ter o pior arranque desde 2008... vejam só os números relativos aos três maiores índices americanos, numa altura em que ainda só tivemos 4 sessões de mercado!


 2. O grande Brian Shannon (CMT) da Alphatrends.net partilhou este gráfico com a evolução diária do Russell 2000 (IWM) na sua conta do StockTwits. Desde o máximo de Junho ($127,63) até ao preço de fecho da sessão de hoje ($105,49), o IWM já perdeu cerca de 17,35% do seu valor!|



3. Já o Greg Harmon (CMT, CMA) da Dragonfly Capital partilhou este gráfico do SPY. Aquelas linhas a delimitar a acção de preços mais à direita correspondem mais ou menos à zona amarela que eu identifiquei dois postais abaixo, no gráfico intradiário (30 em 30 minutos). O que eu disse na altura mantém-se: agora que o preço quebrou o suporte (saíu da zona amarela para baixo), é bem possível que ainda haja mais quedas nas próximas sessões!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

S&P 500: gráficos diário e intradiário (via SPY) 1-Set-2015


Foi mais um dia de grandes quedas na bolsa, com o S&P 500 a perder -2,96%, o Nasdaq 100 -3,09%, o DJIA -2,84%, o DJTA -2,14% e o Russell 2000 -2,71%

A volatilidade do S&P 500 voltou a subir, com o $VIX a fechar novamente acima dos 30 pontos (31,4). No gráfico diário do SPY (SPY:NYSE), podemos ver que o ETF que replica o S&P 500 abriu em "gap" descendente, do qual não voltou a recuperar:



Houve apenas dois aspectos positivos na sessão de hoje, uma ligeira rejeição de mínimos na casa dos $190 e ao facto do CMF se ter aguentado acima dos -0,1. No entanto, os aspectos negativos parecem ser fortes: volume maior durante as descidas do que nas subidas, rejeição do sinal do PPO pela diferença entre as suas MMEs, histograma do PPO negativo, "death cross" iminente... em sobretudo o último máximo  ($199,84) ter sido mais baixo do que o máximo anterior ($210,68).

Olhando agora para o gráfico intradiário (30 em 30 minutos), é possível verifica que o pior dos cenários que previmos ontem acabou mesmo por acontecer, com o SPY a abrir logo por baixo da média móvel simples a 5 dias, MM(65):



A situação não está nada animadora. Por um lado, ambos RSI e MACD apontam para a possibilidade de haver novas quedas do preço do SPY durante a sessão de amanhã. Por outro lado e apesar da rejeição de mínimos a que assistimos na última meia-hora de transacção (com expansão de volume), a MM(65) está praticamente horizontal, o que significa que o SPY pode vir a ser travado por ela se tentar ultrapassá-la. Este seria um cenário de pesadelo porque a única zona de suporte imeditamente abaixo está entre os $180 e os $188,25. 

É demasiado arriscado, pelo menos para mim. Continuo de fora...

sábado, 15 de agosto de 2015

O Bull Market nos mercados americanos acabou?


Não costumo colocar vídeos deste senhor aqui no "As Crónicas da Bolsa". Chris Ciovacco até faz uns vídeos razoavelmente interessantes do ponto de vista da pertinência das suas observações, mas usa sempre uns gráficos que eu considero visualmente horríveis, com letras demasiado pequenas e curvas de preços que exigem uma elevada resolução gráfica para se conseguir discernir os seus detalhes.

No entanto, o exercício que o Sr. Ciovacco faz neste vídeo é demasiado interessante para passar ao lado, mesmo com os tais gráficos irritantes. Com base em diferentes gráficos semanais do Compósito de Nova Iorque ($NYA), ele compara a situação actual nos mercados americanos com aquela que se verificava em 2001 e em 2008, em vésperas do rebentar da "bolha das .com" (2001) e da crise financeira despoletada pela falência do Lehman Brothers e a subsequente crise do subprime (2008):



O Sr. Ciovacco usa a média móvel a 22 semanas (aprox. 5 meses) e o indicador Williams%R para tentar aferir as probabilidades de uma situação semelhante a essas crises se repetir agora, em 2015. A conclusão principal é que, apesar de tudo, ainda é cedo para vaticinar o fim do presente Mercado dos Touros.

O exercício é depois repetido para o Dow Jones Industrial Average ($INDU), com conclusões semelhantes. A partir de então, resto do vídeo é dedicado a comparar o gráfico actual do S&P 500 (Agosto de 2015) com os gráfico imediatamente antes (2008) e imediatamente depois do arranque do presente Mercado dos Touros (2009). A conclusão final é semelhante àquela que já tínhamos visto na análise semanal do Sr. Shannon (postal anterior): enquanto o preço não cair abaixo do rectângulo multimensal ou subir acima desse rectângulo, o melhor é continuarmos quietinhos.

domingo, 24 de maio de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (7)


Hoje não tenho tempo para olhar com mais detalhe para análise semanal do Sr. Hengtes e tecer os comentários habituais. Seja como for, aqui fica o vídeo:

domingo, 17 de maio de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (6)


O Sr. Shannon voltou a baldar-se esta semana (acho que lhe vou começar a chamar "Baldas" Shannon). Portanto, vamos ter que nos conformar com as análises de outros.

Os mercados accionistas dos EUA continuam a perder momento, enquanto o Euro continua a ganhar cada vez mais terreno ao Dólar. Aqui fica mais uma análise semanal de Joseph Hentges que chama a atenção para o valor invulgarmente baixo do índice direccional médio (Average Directional Index - ADX) dos diferentes índices.


Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[00m59s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) terminou a semana positivo, mas o Sr. Hentges alerta para um pequena divergência no Índice Direccional Médio (Average Directional Index - ADX). Eu ainda não acho essa divergência minimamente preocupante, mas o Sr. Hentges já anda nisto há mais anos que eu, por isso, fica o alerta.

[01m19s]: o S&P 500 ($SPX) fechou pela primeira vez acima dos 2120 pontos, mas o Sr. Hentges chama atenção para a vela japonesa de sexta-feira, em padrão "homem enforcado" que, de acordo com as suas palavras, está um pouco mais "doji".

[02m57s]: o Sr. Hentges acha que há grandes probabilidades de a sua  cunha ascendente no compósito de Nasdaq ($COMPQ) ter sido quebrada para baixo e que poderemos ter a confirmação dessa quebra negativa durante a próxima semana.

[03m34s]: curiosamente, a situação no compósito da NYSE ($NYA) é exactamente oposta, com o índice a cruzar a sua  cunha ascendente para cima e a fechar em máximos históricos (11 228,35 pontos). O sr. Hentges é extramemento cauteloso: "veremos se esta força vai continuar ou não", diz ele.

[04m02s]:o Russell 2000 ($RUT) não conseguiu superar a sua média móvel a 50 dias -MM(50)-, com a vela japonesa de sexta-feira a fazer um padrão de "homem enforcado", semelhante ao do S&P 500 mas muito mais negativo. Uma nota importante: o Sr. Hentges diz que as velas japonesas das últimas sessões parecem estar a desenhar um pendente/bandeira "bearish". Confesso que não estou lá muito convencido mas, mais uma vez, ele anda nisto há mais tempo do que eu.

[04m53s]: quanto aos gráficos semanais (a meu ver, o ponto forte das análises do Sr. Hentges), realço o sguinte:
  • todos os índices (ainda) se encontram dentro da sua respectiva cunha ascendente;
  • no entanto, o Índice Direccional Médio (Average Directional Index - ADX) está extremamente baixo; ora, como o ADX traduz a força da tendência vigente, valores muito baixos indicam um enfraquecimento drástico da tendência; pior do que isso, valores muito baixos do ADX tendem a ser sucedidos por subidas ou descidas muito rápidas, com o Sr. Hentges a apostar mais no segundo caso.

[08m31s]: o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) está agora numa zona mais neutro (fecho 0,98) depois de ter feito um máximo (1,98) no dia 5 de Maio. É um sinal de indecisão. Já o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) andou em sentido contrário (12,38 fecho) e fechou abaixo do suporte semanal (12,5) mas ainda acima do suporte diário (12,0). O Sr. Hentges acha que o $VIX poderá estar a preparar-se para subir, mas também podemos assistir a um processo de consolidação durante as próximas sessões.

[09m43s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) registou uma ligeira subida que não impressiona o Sr. Hentges, porque há uma clara tendência descendente que vigora desde Março. O mesmo é válido para o oscilador de McClellan ($NYMOT), cujo gráfico fez um novo máximo bem abaixo dos máximos de Abril.

[11m31s]: As obrigações de "juro elevado" (HYG) têm estado a lateralizar, mas teimam em quebrar uma linha de tendência ascendente (LTA) que vigora praticamente desde o início do ano. Já as obrigações do tesouro americano a 20+ anos (TLT) continuaram a cair este semana e, apesar de terem encetado uma recuperação interessante na sexta-feira, continuam abaixo da média móvel simples a 200 dias -MM(200). No entanto, há alguma margem para um pequeno "rally" de correcção durante as próximas sessões.

[13m12s]: o dólar americano ($USD) voltou a desiludir está agora sob o último suporte significativo antes da queda livre (93). O Sr. Hentges acredita na continuação das quedas e até determinou um preço-alvo de 91,8 com base numa retracção de Fibonacci.

[14m02s]: o petróleo (USO) está num ponto muito interessante -sobretudo se olharmos para o gráfico semanal que o Sr. Hentges infelizmente não mostra. A anterior resistência nos $20 foi penetrada e passou seguidamente a suporte, estando, para já, aguentar bem. Podemos estar perante um processo de consolidação e, se assim for, o petróleo deverá continua a subir nas próximas semanas.

[14m43s]: em relação ao ouro (GLD), o Sr. Hentges vem com uma conversa que, muito sinceramente, é chinês para mim, uma vez que eu nunca estudei a Teoria das Ondas de Elliott. Seja como for, tendo a concordar com a sua conclusão, que é "podemos vir a ter um rally de correcção". Não concordo no entanto com o objectivo que ele traçou (ponto "a" no gráfico). Parece-me excessivamente optimista.

[16h58s]: os semicondutores (SMH) estão a lutar com uma resistência na casa dos $57 desde finais do mês de Abril. Em caso de ruptura dessa resistência, teremos um ponto de entrada interessante, com a ressalva de que ainda há dois máximos anteriores por superar, $57,88 e $58,47.

[17h31s]: o sector da construção civil residencial (XHB) foi animado pela descida das taxas de juro a longo prazo (em rigor foi uma não-subida, mas vai dar ao mesmo) e recuperou daquilo que estava a ameaçar transformar-se num topo duplo, estando novamente acima da média móvel simples a 50 dias. Há no entanto uma forte resistência nos $37 e é muito provavelmente para lá que o preço do XHB se vai dirigir nas próximas sessões.

[18m24s]: o sector financeiro (XLF) também parece estar finalmente a recuperar, apesar de ter sido rejeitado pela resistência nos $24,75 durante a sessão de sexta-feira. Enquanto essa resistência não for ultrapassada, não vale a pena acreditar em festas.

[19m02s]: as biotecnológicas (IBB) voltaram a subir, mas muito mais modestamente do que em ocasiões anteriores. O Sr. Hentges chama a atenção para a vela "doji" na sessão de sexta-feira (sinal de indecisão por parte dos investidores/especuladores). Para além disso, o volume transaccionado diminui bastante desde finais de Março. Já o sector energético (XLE) segue um padrão semelhante ao do petróleo (USO) mas mais vincado, i.e. as quedas foram mais pronunciadas. Há um suporte claro nos $80 mas, dependendo da evolução do petróleo, poderá não aguentar nas próximas sessões.

[21m59s]: a Goldcorp (GG) parece estar atrasada em relação à sua matéria-prima, o outro (GLD). Com todas as médias móveis de longo e médio prazo negativas, o melhor é mesmo mantermo-nos afastados, mas vigilantes.

[22m23s]: a Newmont Mining (NEM) está bastante mais "bullish", com uma anterior resistência na casa dos $27 a servir agora como suporte. Não obstante, o Sr. Hentges diz que os seus indicadores técnicos de eleição (ADX, DI e RSI) estão em divergência, o que indicia a possibilidade de haver quedas nas próximas sessões. A tendência de longo prazo na NEM é, não obstante, positiva.

[23m55s]:  a Freeport McMoran (FCX) tem feito máximos e mínimos consecutivos mais altos desde Janeiro e o Sr. Hentges acha que o potencial de subida desta acção poderá não estar esgotado.

[25m15s]: Finalmente, a Silver Wheaton (SLW) parece estar a acumular pressão compradora e poderá vir a subir em breve. O Sr. Hentges avisa no entanto que não devemos esperar um movimento tão forte quanto aquele que ele prevê para as acções ligadas ao ouro.

Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora o SMH.

domingo, 19 de abril de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (4)


Aqui fica mais uma análise semanal dos mercados americanos de Joseph "Joe" Hentges. Recordo mais uma vez que a especialidade do Sr. Hentges é a utilização da Teoria das Ondas de Elliott para prever movimentos de médio prazo (várias semanas) das cotações. O seu ponto forte é, na minha modesta opinião, a grande quantidade de gráficos semanais nos oferece e em que olha para o Bull Market como um todo, fazendo previsões para o longo prazo (vários meses).



Os vídeos do Sr. Hentges são tipicamente muito longos, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe que faço habitualmente para os vídeos do Sr. Shannon. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[00h47s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) registou uma queda significativa na sessão de Sexta-feira. O Sr. Hentges acredita que a alteração de várias regras por parte do regulador de mercado chinês pode ter despoletado as quedas. Neste momento, existem duas possibilidades: (1) ou as cunhas ascendentes que o Sr. Hentges identificou para o DJIA e para o S&P500 foram quebradas pela negativa ou (2) os preços voltam a penetrar a cunha, superando o ponto "e" nos gráficos. Qualquer uma destas duas hipóteses é possível, devendo por isso a postura dos investidores neste momento ser defensiva.

[02h35s]: o Sr. Hentges enfatiza a forte incerteza expressa nas duas possibilidades do parágrafo anterior, desenhando uma elipse que delimita a região dos preços que ele designa por "Terra de Ninguém", uma zona onde é impossível saber se vamos ter novas subidas ou novas quedas dos preços.

[03h10s]: o compósito do Nasdaq ($COMPQ) também desceu abaixo do limite inferior da cunha ascendente identificada pelo Sr. Hentges, mas acabou por recuperar um pouco e fechar acima da média móvel simples a 50 dias, representada a cor vermelha nos gráficos do vídeo.

[03h40s]: o compósito da NYSE ($NYA) está um pouco melhor, mas ainda assim foi rejeitado pelo limite superior da cunha ascendente correspondente.

[04h00s]: o Russell 2000 ($RUT) também desceu abaixo da LTA que delimita a zona inferior da cunha ascendente que pode ser identificada no seu gráfico.

[04h35s]: o Sr. Hentges chama a atenção para o facto de se notarem divergências entre os indicadores técnicos e os gráficos semanais dos diferentes índices, "algumas mais dramáticas do que outras", nas suas próprias palavras.

[05h48s]: a última vela japonesa no gráfico semanal do Russell 2000 ($RUT) parece indiciar uma possível reversão da tendência ascendente de médio prazo, i.e. durante as próximas semanas.

[06h31s]: o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) mostra uma enorme variação ao longo da sessão de Sexta-feira, indicando uma enorme pressão compradora durante as primeiras horas da sessão. O mesmo pode ser dito em relação ao índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX), com a agravante de ter fechado mais uma vez bem acima dos mínimos recentes, acima da média móvel simples a 10 dias (a azul no gráfico do Sr. Hentges).
 
[07h22s]: o indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) retrocedeu bastante, mas ainda não se pode falar em descidas preocupantes. O Sr,. Hentges usa um sistema de cruzamento de médias móveis (a 10 e a 21 dias) que parece indiciar mais descidas durante a próxima semana. O oscilador de McClellan ($NYMOT) está um pouco mais neutro, mas ainda há muito espaço para novas quedas das cotações.

[10h49s]: o dólar ($USD) parece estar a acumular força para voltar a subir, embora ainda possa descer mais um pouco antes de retomar o sentido da tendência ascendente primária. Por outro lado, o petróleo (USL) parece estar a preparar-se para fazer o contrário, estando a testar uma resistência multi-semanal nos $27,5 e com uma média móvel simples a 21 dias descendente. Já o ouro (GLD) está neste momento numa tendência lateral de médio prazo, sendo difícil estimar que sentido -ascendente ou descendente- tomará a seguir.

[12h55s]: o sector da construção civil residencial (XHB) registou grandes quedas nas sessões de Quinta-feira e de Sexta-feira passada, agravadas pelo facto de o seu preço já estar bastante abaixo da média móvel a 50 dias. A situação no sector financeiro é semelhante, apesar de os preços apenas terem caído na sessão de Sexta-feira.

[13h53s]: as biotecnológicas (IBB) caíram menos do que os restantes sectores, mas ainda assim fizeram um máximo mais baixo do que o precedente. O Sr. Hentges acha provável que elas voltem a subir na próxima semana... eu acho que isso dependerá sobretudo da evolução do resto do mercado. Já o sector energético (XLE) parece estar a recupera, mas precisa de superar a zona dos $85 para podermos falar em "breakout".

[15h30s]: o Facebook (FB) parece estar a perder força. Para já, a média móvel a 50 dias serviu de suporte aos preços, mas a próxima semana poderá trazer novas quedas. A Apple (AAPL) também desceu abaixo dessa média móvel, depois de 15 sessões em que ela tinha servido de suporte. Muito mau sinal... o Twitter (TWTR) está um pouco melhor, mas com o mercado em geral a corrigir, é bem provável que acabe por ceder também. 
 
[19h00s]:  A Celgene Corp. (CELG) parece estar a preparar-se para "mergulhar", com uma anterior zona de consolidação a ceder. Além disso, o padrão de longo prazo dos preços parece estar a formar um "pires", uma figura de reversão "bearish". Já a United Continental (UAL) poderá estar a formar um padrão de "cabeça e ombros" (outra figura de reversão "bearish") com vários meses de duração.
 
Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: AAPL, GLD, SMH, TLT, e TWTR.

sábado, 11 de abril de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (3)


Aqui fica mais uma análise semanal dos mercados americanos de autoria de Joseph "Joe" Hentges, que agora passa a ser uma presença habitual aqui no AnB. Recordo que a especialidade do Sr. Hentges é a utilização da Teoria das Ondas de Elliott para prever movimentos de médio prazo (várias semanas) das cotações. O seu ponto forte é, na minha modesta opinião, a grande quantidade de gráficos semanais nos oferece e em que olha para o Bull Market como um todo, fazendo previsões para o longo prazo (vários meses).

Há cada vez mais analistas técnicos no YouTube, mas ainda são poucos aqueles que dizem alguma coisa que se aproveite. Neste momento, o Sr. Hentges é um desses poucos ilustres que vale a pena ouvir:



Os vídeos do Sr. Hentges são bastante mais longos do que os do Sr. Shannon, razão pela qual me é impossível fazer "pontos-chave" com o mesmo nível de detalhe. Seja como for, aqui ficam algumas observações dignas de registo:

[01h21s]: o Dow Jones Industrial Average (DJIA) parece estar "com vontade" de subir, mas é preciso que o máximo anterior (ponto "e" no vídeo) seja superado para termos a certeza que o movimento tem força suficiente.

[02h03s]: o mesmo pode ser dito para o S&P 500 ($SPX); faço notar que as potenciais cunhas ascendentes que o Sr. Hentges desenhou nos gráficos do $SPX e do DJIA ainda não foram invalidadas, pelo que ainda é perfeitamente possível que o movimento ascedente venha a fracassar.

[03h01s]: a situação no compósito de Nova Iorque ($NYA) é bastante animadora, com o índice muito próximo do seu máximo anterior e a potencial cunha ascendente muito mais alargada.

[05h07s]: o gráfico semanal do $NYA está uma beleza, com um aparente triângulo ascendente cujo cateto superior poderá ser rompido na próxima semana.

[05h32s]: o gráfico semanal do Russell 2000 ($RUT) está ainda melhor, com o indíce claramente acima de um rectângulo com vários meses de duração que vigorou durante o ano de 2014. O Sr. Hentges chama no entanto a atenção para o facto do índice se encontrar abaixo da linha de tendência ascendente (LTA) multianual que vigora desde o ínicio do presente Mercado dos Touros.

[06h40s]: relativamente aos indicadores de mercado, o índice de Arms para a NYSE ($TRIN) e o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) estão próximos dos seus mínimos de seis meses, razão pela qual é preciso tomar atenção durante as próximas sessões. O indicador de novos máximos - novos mínimos da NYSE ($NYHL) também ainda não parece ter confirmado as recentes subidas. O mesmo pode ser dito para o oscilador de McClellan ($NYMOT).

[09h41s]: o dólar americano ($USD) teve fortes subidas durante a semana passada, sendo provável que continua a subir nas próximas sessões.

[12h29s]: quando se olha apenas para as velas japonesas e para as médias móveis, o sector da construção civil residencial (XHB) parece estar a desenhar um "rally". No entanto, os indicadores técnicos são inconclusivos, sendo melhor aguardar pela superação do máximo anterior.

[16h43s]: as acções do Twitter (TWTR: NYSE) têm subido muito bem nos últimos meses, mas o Sr. Hentges encontrou várias divergências nos indicadores técnicos. É melhor evitar a acção por agora.

Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: TLT, FB, AAPL, TWTR, $NYMOT

terça-feira, 7 de abril de 2015

A propósito das subidas de ontem nos mercados americanos...


...O Sr. Joseph Hentges acha que poderão ser uma ilusão ("fake-out") e continua a ver cunhas ascendentes no DJIA e no S&P 500. Eu cá continuo a achar que o melhor neste momento é não fazer nada. Se o S&P 500 cair abaixo dos 2025 pontos, a conversa será outra. Mas não vamos sofrer por antecipação, nem fechar posições que ainda têm potencial de subida...

domingo, 29 de março de 2015

Mercados americanos: a análise semanal de Joseph Hentges (2)


Aqui fica mais uma análise do Sr. Hentges que está francamente pessimista em relação à próxima semana. Devo confessar que eu também estou, porque o "efeito Janet Yellen" desapareceu muito mais rápido do que eu esperava... e agora tudo pode acontecer! Até porque todos os grandes índices falharam o máximo anterior, com a honrosa excepção do Russell 2000.

O DJTA deu o primeiro sinal de alrame e já está parado desde finais de Novembro (-4,81% YTD). O S&P 500 está praticamente no mesmo nível a que estava  no dia 31 de Dezembro (+0,10%). E embora o Nasdaq 100 (+3,28%) e o Russell 2000 (+2,96%) estejam melhor, o DJIA está negativo (-0,62%).

Hoje estou sem tempo para destacar as melhores partes do vídeo do Sr. Hentges, mas volto a enfatizar que o seu ponto forte (na minha opinião) são os gráficos com resolução temporal semanal.



Nota: como o blogger limita o número total de etiquetas a 20, tive de deixar de fora as seguintes: TLT, DDD, EA.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (21)


Eu não dizia que estavamos perante a calma antes da tempestade? Conforme "anunciei" no postal anterior, os mercados americanos encontram-se presentemente a corrigir, depois de terem andado a subir durante sete semanas seguidas. Devo confessar que estou um tanto ao quanto surpreendiso com a rapidez das quedas observadas nas últimas sessões. Ao contrário dos analistas mainstream, que estão geralmente optimistas e até acham que os índices vão voltar a subir já na próxima semana, estou convencido que as quedas ainda não vão ficar por aqui. O S&P 500 já perdeu 3,7% desde o máximo  de 2079,47 pontos registado no dia 5 de Dezembro. O Nasdaq 100 perdeu 3,4%. O DJIA perdeu 3,9%. O DJTA perdeu 5,1%. O Russell perdeu 3,3%.


Alguns pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:
  • [02m32s] Não há nenhuma razão para comprar acções enquanto os índices continuarem a fazer novos máximos e novos mínimos mais baixos do que os máximos e mínimos imediatamente precedentes, ao mesmo tempo que se mantêm abaixo da média móvel a cinco dias -MM(65)- cujo declive é presentemente descendente;
  • [03m10s] Há pessoas que gostam de abrir ou reforçar posições quando um determinado índice cruza uma determinada média móvel, e.g. MM(50), mas essa estratégia não é garantia de sucesso: o preço pode continuar a cair durante muito tempo depois desse cruzamento;
  • [03m55s] O petróleo tem caído a pique, mas isso não significa que vai deixar de cair nos próximos tempos; lembre-se: «a tendência é tua amiga. Apostar contra a tendência é como mijar contra o vento»;
  • [06m10s] O Russell 2000 (através do ETF IWM:NYSE) está a testar novamente a zona de suporte $114,25 - $115, que tem sido a região onde as quedas dos preços têm sido detidas no último mês e meio (aqui o vosso blogueiro não acredita que essa zona se aguente);
  • [07m54s] Nunca se deve cometer o erro de comprar acções só porque o preço desceu um bocado ou, como alguém terá dito «nunca se deve tentar apanhar facas em queda»; em vez disso, é preciso esperar por sinais concretos de que as descidas terminaram e só voltar a entrar ou a reforçar posições depois de esses sinais se terem manifestado; tentar adivinhar "fundos" é um jogo de tolos; o mesmo deve ser dito para a IBM (IBM:NYSE), aos [14m50s];
  • [10m03s] O ouro está a dar sinais consistentes de força e, para os mais ousados, poderá ser uma aposta interessante; no entanto, aqui o vosso não recomenda, por entender que a tendência primária ainda é descendente e, portanto, comprar ouro neste momento seria uma aposta de natureza meramente especulativa, não um investimento;
  • [10m51s] O momento da Apple (AAPL:Nasdaq GS) continua claramente descendente, sendo inclusivamente possível identificar pontos de entrada dos ursos (bears) sobre a MM(65);
  • [13m12s] Apesar de ter sido alvo de um recente "upgrade" por parte das casas de corretagem, a GoPro (GPRO: Nasdaq GS) continua em forte tendência descendente; mais uma vez, fica patente o velho adágio «apostar no preço e não nas notícias»;
  • [15m49s] A Infinera (INFN:Nasdaq GM) tem bons fundamentais (segundo o Sr. Shannon, eu ainda não olhei para eles) e mantém potencial de subida; no entanto, ainda precisa de superar a zona de resistência entre os $14,4 e os $14,5 antes de voltar a ser uma boa aposta.