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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ainda sobre a queda continuada do petróleo... (2)


  Aqui fica um gráfico bastante interessante sobre os custos de produção do barril de crude nos diversos países produtores:

   
     De acordo com estes dados, compilados pela Rystad Energy, o custo de produção do barril de crude é de $17,2 /barril na Rússia... e de $9,9 /barril na Arábia Saudita. A Arábia Saudita possui 15,7% das reservas de crude do mundo. A Rússia tem 6,1%, embora tenham sido descobertas algumas reservas no Círuclo Polar Ártico que ainda estão por explorar e que podem fazer subir esta percentagem.

Já a Venezuela possuia, em 2014, 17,5% das reservas mundiais provadas, de acordo com um estudo conduzido pela BP (BP). O custo do "break even" (ponto a partir do qual se torna rentável) rondará os $23,5 /barril. O Irão e o Iraque têm, respectivamente, custos de produção de $12,6 /barril e $10,6 /barril. O Cuvaite tem o custo de produção mais baixo de todos, $8,5 /barril. Nos Emirados Árabes Unidos, o custo de de produção é de $12,3 /barril.

Quando se olha para a América do Norte, os custos de produção aumentam de forma dramática: $36,2 /barril para os EUA e $41 /barril para o Canadá. O gráfico em baixo mostra o custo relativo da dívida para os vários compontes do maior fundo transaccionável ligado à energia nos EUA, o Energy Select Sector SPDR (XLE:NYSE):


    Pode ver-se que a extracção, a produção e o transporte representam presentemente a maior fatia da dívida das empresas ligadas aos combustíveis fósseis.

Olhando para os dois gráficos (custos de produção dos países e endividamente das energéticas americanas) rapidamente se conclui quem é que está a beneficiar com a queda dos preços do "ouro negro".

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Ver também:

Ainda sobre a queda continuada do petróleo...
O petróleo volta a afundar...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mercados americanos: Brian Shannon revê o ano de 2014


O meu analista técnico favorito no YouTube fez um apanhado geral do que aconteceu nas bolsas americanas durante o ano que agora acaba:



Aqui ficam alguns pontos-chave do vídeo:

Modo actual: bearish

[03m27s]: no S&P 500 (SPY), perdemos o suporte crítico nos $207,5 e estamos agora em território de correcção;

[03m30s]: no Nasdaq 100 (QQQ), perdemos o suporte crítico em redor dos $104 e estamos agora em território de correcção; essa zona ($104-104,5) passou agora a constituir a banda de resistência que cuja penetração deveremos aguardar para voltar a abrir ou a reforçar posições longas.

[04m32s]: também o Russell 2000 (IWM) acabou por sucumbir à pressão vendedora e está abaixa da média móvel a cinco dias -MM(65)-; a zona de resistência a superar está entre os $120,50 e os $120,75;

[05m25s]: os semicondutores (SMH) também estão a corrigir e encontraram resistência sob a anterior zona de suporte na zona dos $55,40;

[06m14s]: o sector financeiro (XLF) também perdeu terreno e é preciso voltar à zona entre os $24,90 e os $25 para voltarmos a estar em modo bullish;

[08m15s]: a AAPL está a mostrar alguma fraqueza e a fazer novos mínimos e novos máximos mais baixos do que os precedentes; o melhor a fazer por agora é ficarmos afastados desta acção;

[08m55s]: o ouro (GLD) continua a cair de forma continuada, estando todas as médias móveis principais (20, 50, 100, 150, 200) com declives negativos;

[09m45s]: o dólar americano (UUP) teve um excelente 2014 e a sua tendência de subida primária permanece intacta;

[10m15s]: o petróleo (USO, OIL) continua em queda livre, frustrando todos aqueles que apostam no fim das quedas [N.B.: imbecis que não entendem as duas máximas mais sagradas dos mercados "a tendência é tua amiga" e "apostar contra a tendência é como mijar contra o vento"]; o triângulo descendente que o Sr. Shannon identificou na análise semanal anterior acabou mesmo por confirmar-se;

[10m55s]: as obrigações (TLT) tiveram um ano fantástico [N.B. conforme eu mencionei alguns postais mais abaixo] e continuam em tendência primária de subida; 

[11m57s]: nos mercados não há sorte ou azar, há apenas inépcia ou perícia; é da responsabilidade de cada investidor identificar o que corre mal -quando corre mal- e corrigir os processos que se revelaram deficitários.