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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um dia muito interessante nos mercados americanos...


...mas, quanto a mim, manifestamente insuficiente para decretar o fim da correcção. Os mesmo comentadores me(r)diáticos que passaram os últimos dias a dizer-nos que estava tudo acabado estão agora eufóricos com as subidas de hoje. Já me pronunciei sobre este autêntico desfile de irracionalidade aqui. 

Seja como for, o S&P 500 registou a maior subida diária desde Outubro de 2013, uns espectaculares 1,96%, quebrando o ciclo de quedas das últimas sessões. Vale por isso a pena actualizar o primeiro gráfico do último postal e fazer o ponto da situação.

Em alternativa ao S&P 500, hoje vamos usar o fundo transaccionável (exchange-traded fund ou ETF)  S&P 500 SPDRs (SPY: NYSE) para fazer a nossa análise (mais adiante explicarei porquê). Em termos de traçado, os gráficos do  S&P 500 (índice) e do SPY (ETF) são basicamente a mesma coisa, podendo a cotação do SPY ser obtida dividindo a cotação do S&P 500 por 10 (grosso modo). Portanto, o gráfico do último postal pode perfeitamente ser comparado com este:

 
Por exemplo, as zonas amarela e cor-de-laranja são as mesmas do gráfico do postal anterior, a menos do tal efeito de escala (10x). Há no entanto uma diferença importante: o SPY exacerba os movimentos de volume, por feito da afluência ou do êxodo dos compradores que apostam exclusivamente nas subidas ou descidas do índice.

Mas vamos mas é ao que interessa, que é analisar a grande subida de hoje. Olhando apenas para a vela, uma quasi-marubozu com pequenas sombras, dá a impressão que a correcção terminou. Pura ilusão, por três motivos:

1. O preço já estava muito abaixo da Banda de Bollinger inferior, sendo por isso uma correcção ascendente perfeitamente natural e até expectável;

2. O CMF e o MACD continuam em zona negativa; no caso do CMF, há duas linhas de tendência descendente por quebrar; no caso do MACD, esta é a primeira aproximação ao sinal (MME(9)), sendo que as aproximações do MACD ao seu sinal, só por si, não são indicativas do fim das correcções, conforme mostram as estrelas azuis que eu desenhei sobre as correcções anteriores;

3. Há uma clara resistência por quebrar na casa dos $202 (2020 pontos no índice); foi essa resistência que despoletou a correcção anterior em finais de Setembro; além disso, essa resistência rejeitou o preço do ETF nas últimas três sessões.

E se além destes três motivos de natureza técnica juntarmos a declaração hoje emitida pela Reserva Federal, esta vela bonitinha poderá ser sol de pouca dura (o mercado reage irracionalmente às boas notícias, mas "volta quase sempre ao sítio" nos dias a seguir).

Bem... mas como saber? Nestas coisas dos mercados nunca há certezas, apenas probabilidades. Ora, eu publico semanalmente aqui no AnB as análises de um Senhor Analista que usa a média móvel a cinco dias num gráfico com resolução temporal de meia em meia hora. Sim, estou a falar do grande Brian Shannon. Na sua última análise (Sexta-feira, 13-Dez-2014), o Sr. Shannon mostrou-nos este gráfico do SPY (ver o vídeo dois postais abaixo):


E disse: «Perdemos a MM(65) na Segunda-feira [dia 8] e fizémos este padrão de máximos mais baixos e mínimos mais baixos, por baixo de uma MM(65) descendente. Isso deve manter-nos na defensiva.»

Ora, será que a situação descrita ainda se mantém? Para responder a esta questão fiz um gráfico semelhante àqueles que o Sr. Shannon nos costuma mostrar. A propósito, para aqueles que eventualmente não percebam como diabo é que a média móvel a cinco dias passa a ser uma média móvel a 65 períodos no gráfico, é simples: uma sessão normal dos mercados americanos dura seis horas e meia. Portanto, para cinco dias úteis em que os mercados abrem, temos:

5 dias x 6,5 horas x 2 meias horas por hora = 65 períodos

Vamos lá então ao tal gráfico:


O que temos aqui? O preço do SPY recuperou e fechou acima da MM(65), o que é um sinal positivo. No entanto, a MM(65) ainda está descendente, o que indica que ainda não chegou altura de abrir ou de reforçar posições.

Amanhã, no entanto, se as subidas se mantiverem, os mercados americanos podem voltar a tornar-se interessantes para os Touros. Vamos ver como corre a sessão, mas sempre com reservas!...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Três gráficos "catitas" do S&P 500 (e do SPY)


Estamos já no 11º dia de correcção no S&P 500 (determinado pelo cruzamento entre a MME(12) e MME(26) no MACD). Conforme eu tinha previsto na passada Quarta-feira, o índice penetrou na zona amarela do gráfico em baixo:


O índice acabou por reagir à zona cor-de-laranja ou, se preferirem, ao suporte na casa dos 1980 pontos. Tendo em conta que a Banda de Bollinger inferior foi rompida de forma expressiva, o índice é bem capaz de reagir e subir um pouco nas próximas sessões. No entanto, não se iludam, caros leitores: o MACD e o CMF estão fortemente negativos (o RSI, que não está representado no gráfico, também). Portanto, mesmo que tenhamos subidas nos próximos dias, esta correcção ainda está longe de terminar e deveremos ter mais quedas até ao fim-de-semana.

Ora, como é habitual quando uma correcção dos mercados vai a meio, já há várias profecias apocalípticas nos mé(r)dia afectos ao mundo financeiro, com os "especialistas" a vaticinar um novo crash, com o fim do Bull Market e miséria total nas ruas do EUA. As quedas recentes no preço do petróleo contribuem para aumentar a histeria e a irracionalidade, mas a verdade é que o S&P500 ainda não desceu abaixo de um nível que possamos considerar anormal.

No meio de tanto disparate, lá aparece uma ou outra coisa digna de ser vista. É o caso deste gráfico que vos mostro a seguir:


Trata-se de um gráfico que nos mostra a evolução do fundo transaccionável (ETF)  S&P 500 SPDRs (SPY: NYSE) durante o presente Bull Market, praticamente desde o seu início. A parte realmente interessante do gráfico é o canal de transacção delimitado pelas duas linhas, que tem impedido e sustentado as subidas do SPY ao longo do seu percurso ascendente.

A avaliar por este canal, podemos estar prestes a enfrentar um longo período de descidas. Por outro lado, o SPY apenas tocou na linha inferior do canal por três vezes durante a sua subida, sendo dois toques seguidos uma situação sem precedentes neste Bull Market. Vale a pena apostar na queda dos mercados com base neste canal? Não me parece, mas serve como primeiro sinal de alerta para a possibilidade desta correcção vir a ser significativa.

Há ainda outro gráfico quase tão giro que vos gostaria de mostrar:


Aqui temos a três graficos: [1] a evolução do índice S&P 500 de Janeiro a Dezembro deste ano (a vermelho), [2] a evolução média das bolsas mundiais no mesmo período (a verde) e [3] a evolução das bolsas mundiais excluindo as praças americanas (a branco).

O que se pode ver aqui? Bem, pode ver-se por exemplo, a razão pela qual eu não detenho acções portuguesas, com grande mágoa minha. É que os EUA são o único lugar do mundo civilizado onde os mercados bolsistas subiram durante o ano de 2014. Vamos lá ver o que nos reserva 2015...

sábado, 13 de dezembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (21)


Eu não dizia que estavamos perante a calma antes da tempestade? Conforme "anunciei" no postal anterior, os mercados americanos encontram-se presentemente a corrigir, depois de terem andado a subir durante sete semanas seguidas. Devo confessar que estou um tanto ao quanto surpreendiso com a rapidez das quedas observadas nas últimas sessões. Ao contrário dos analistas mainstream, que estão geralmente optimistas e até acham que os índices vão voltar a subir já na próxima semana, estou convencido que as quedas ainda não vão ficar por aqui. O S&P 500 já perdeu 3,7% desde o máximo  de 2079,47 pontos registado no dia 5 de Dezembro. O Nasdaq 100 perdeu 3,4%. O DJIA perdeu 3,9%. O DJTA perdeu 5,1%. O Russell perdeu 3,3%.


Alguns pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:
  • [02m32s] Não há nenhuma razão para comprar acções enquanto os índices continuarem a fazer novos máximos e novos mínimos mais baixos do que os máximos e mínimos imediatamente precedentes, ao mesmo tempo que se mantêm abaixo da média móvel a cinco dias -MM(65)- cujo declive é presentemente descendente;
  • [03m10s] Há pessoas que gostam de abrir ou reforçar posições quando um determinado índice cruza uma determinada média móvel, e.g. MM(50), mas essa estratégia não é garantia de sucesso: o preço pode continuar a cair durante muito tempo depois desse cruzamento;
  • [03m55s] O petróleo tem caído a pique, mas isso não significa que vai deixar de cair nos próximos tempos; lembre-se: «a tendência é tua amiga. Apostar contra a tendência é como mijar contra o vento»;
  • [06m10s] O Russell 2000 (através do ETF IWM:NYSE) está a testar novamente a zona de suporte $114,25 - $115, que tem sido a região onde as quedas dos preços têm sido detidas no último mês e meio (aqui o vosso blogueiro não acredita que essa zona se aguente);
  • [07m54s] Nunca se deve cometer o erro de comprar acções só porque o preço desceu um bocado ou, como alguém terá dito «nunca se deve tentar apanhar facas em queda»; em vez disso, é preciso esperar por sinais concretos de que as descidas terminaram e só voltar a entrar ou a reforçar posições depois de esses sinais se terem manifestado; tentar adivinhar "fundos" é um jogo de tolos; o mesmo deve ser dito para a IBM (IBM:NYSE), aos [14m50s];
  • [10m03s] O ouro está a dar sinais consistentes de força e, para os mais ousados, poderá ser uma aposta interessante; no entanto, aqui o vosso não recomenda, por entender que a tendência primária ainda é descendente e, portanto, comprar ouro neste momento seria uma aposta de natureza meramente especulativa, não um investimento;
  • [10m51s] O momento da Apple (AAPL:Nasdaq GS) continua claramente descendente, sendo inclusivamente possível identificar pontos de entrada dos ursos (bears) sobre a MM(65);
  • [13m12s] Apesar de ter sido alvo de um recente "upgrade" por parte das casas de corretagem, a GoPro (GPRO: Nasdaq GS) continua em forte tendência descendente; mais uma vez, fica patente o velho adágio «apostar no preço e não nas notícias»;
  • [15m49s] A Infinera (INFN:Nasdaq GM) tem bons fundamentais (segundo o Sr. Shannon, eu ainda não olhei para eles) e mantém potencial de subida; no entanto, ainda precisa de superar a zona de resistência entre os $14,4 e os $14,5 antes de voltar a ser uma boa aposta.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (20)


Como de costume, cá fica mais uma análise semanal do grande Brian Shannon. Os mercados americanos têm estado uma valente seca nos últimos quinze dias, por isso a análise é praticamente igual à anterior, exceptuando algumas sugestões de compra que o Sr. Shannon nos providencia nos minutos finais do vídeo. Desconfio que isto é a calma antes da tempestade...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (19)


O Brian Shannon voltou ontem da sua lua-de-mel e fez a análise semanal que costuma fazer à Sexta-feira. De uma forma geral, pouco há a dizer: os mercados parecem estar a iniciar uma correcção, mas ainda é cedo para apostar em quedas. No entanto, especial atenção deve ser dada ao ouro, que parece estar a ganhar momento ascendente, tendo já desenhado um padrão de máximos e mínimos mais altos. É demasiado arriscado para o meu gosto, mas há quem possa aproveitar.

domingo, 30 de novembro de 2014

Ainda a propósito do SPDR S&P 500 ETF (SPY:NYSE)...


Encontrei este gráfico interessante com a evolução diária do SPY desde Junho de 2013:


O gráfico é auto-explicativo, pelo que não requer muitos comentários adicionais da minha parte, sobretudo tendo em conta que a análise do estado actual do SPY já foi feita no postal anterior. No entanto, gostaria de chamar a atenção para dois pontos:
  1. Não é pelo facto de o RSI estar sobrecomprado que teremos garantidamente uma correcção nos próximos dias; podemos ter, mas também podemos ter uma lateralização dos preços.
  2. No entanto, se houver uma reversão do momento, i.e. uma queda significativa dos preços estando o RSI em modo sobrecomprado, as probabilidades de termos uma correcção aumentam significativamente (setas azuis no gráfico).

S&P 500 SPDRs (SPY: NYSE), gráficos diário e semanal 27-Nov-2014


O grande Brian Shannon está em lua-de-mel e, por conseguinte, esta semana não temos a sua análise habitual dos mercados americanos. Vamos por isso recorrer ao Greg Harmon da Dragonfly Capital Management e aos seus dois gráficos do fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) S&P 500 SPDRs (SPY: NYSE), que replica o S&P 500.

«(....) A volatilidade (VXX) parece ainda estar em níveis baixos, mantendo a tendência alta dos ETFs dos índices SPY (S&P 500), IWM (Russell 2000) e QQQ (Nasdaq 100). Os seus gráficos continuam a mostrar divergência, à medida que o SPY e o QQQ continuam a subir e o IWM permanece em modo de lateralização. Todos os três parecem estar em risco de uma correcção de curto prazo.

A semana terminou com o ouro ($GOLD) a testar os $ 1200, o número redondo, antes de cair novamente [quase 3%], acompanhando a queda do petróleo. Já o dólar (UUP) continuou a subir, assim como as obrigações (TLT). Já os mercados emergentes (EEM) testaram a resistência [nos $42,5] e voltaram a cair.»

Vamos então olhar para os gráficos do SPY, começando pelo diário:


«O SPY começou a semana com uma vela interior na Segunda-feira, aguentando o gap da Sexta-anterior [atenção que esta semana só teve quatro sessões, porque a Quinta-feira foi o feriado do dia da acção de graças nos EUA]. A amplitude dos preços aumentou ligeiramente a partir de então, mas ainda assim num intervalo muito curto. O gráfico diário mostra sinais de exaustão, com o MACD a cruzar para baixo e o RSI a recuar da região de sobrecompra. Contudo, nenhum dos indicadores mostra sinais suficientemente fortes e definitivos, portanto a tendência permanece ascendente.»

E agora, o gráfico semanal:


«A semana terminou com uma vela doji no SPY. Trata-se de um sinal de indecisão, podendo o preço prosseguir tanto para cima como para baixo durante a próxima semana. As bandas de Bollinger estão a ser pressionadas para cima, enquanto o RSI permanece bullish e o MACD está ascendente, sugerindo uma continuação das subidas [mas só no longo prazo!].

Não há resistência imediatamente acima do máximo semanal nos $207.87, mas as extensões de Fibonacci de Setembro e de Outubro providenciam como alvos os $209.53, os $211,89 e os $214.25, para as extensões de 138.2%, 150% and 161.8, respectivamente. Já os suportes podem ser encontrados nos $205.7, seguido pelos $204.8, 203.25 e 201.9. Portanto, estamos perante um cenário de consolidação de curto prazo com uma possível correcção da tendência ascendente de longo prazo.»

E eu acrescento que essa correcção é agora bastante provável. Mas vamos ver o que a próxima semana nos reserva...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (18)

«A tendência é tua amiga.»
- Sabedoria dos Mercados -

Os mercados americanos abrem daqui a 2 horas e 20 minutos. Aqui fica mais uma excelente análise dos mercados americanos por parte do grande Brian Shannon. Em jeito de sumário abreviado, os mercados têm vindo a subir, mas começam já a aparecer alguns sinais de saturação. No entanto, ainda é cedo para apostar em quedas, coisa que aliás eu raramente faço num Bull Market. Aliás, se os riscos de apostar contra a tendência primária não forem absolutamente óbvios para o caro leitor que está a ler este blogue, a minha sugestão é que fique bem longe dos mercados!...



Vale ainda a pena também lembrar a máxima do Sr. Shannon: "Negoceiem as tendências, ignorem o ruído [notícias e opiniões dos "especialistas"] e foquem-se naquilo que o preço faz! Só o preço compensa!"

sábado, 15 de novembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (17)


No vídeo desta semana, o grande Brian Shannon disse, pela primeira vez, uma coisa com a qual eu não concordo inteiramente. Vejam o vídeo e tentem adivinhar o que é:



Então? Adivinharam?... Trata-se do volume. Sim, o Brian tem toda a razão quando diz que o nível das stop losses deve ser determinado em função do preço. No entanto, a ideia de que o volume não serve para nada é errada. O volume, enquanto elemento da Análise Técnica, serve de sério aviso, embora não definitivo, de uma possível reversão da tendência. Por outras palavras, o volume por si só não quer dizer nada em definitivo, mas deve ser observado de tempos a tempos para determinar possíveis inconsistências na evolução do preço. Se eu tivesse que atribuir um peso às duas coisas, preço e volume, diria que o preço representa 90% da informação a considerar e o volume 10%.

Por exemplo, se uma subida ocorrer com uma diminuição muito grande de volume, os investidores devem ficar alerta e agir rapidamente se os preços começarem a cair. Repare-se, não devem fazer nada antes de os preços começarem realmente a cair, mas a quebra no volume servirá sempre como primeiro aviso de que algo poderá não estar bem. Aliás, o volume é um elemento-chave em inúmeras figuras de reversão: cabeça e ombros, triângulos simétricos, ascendentes e descendentes, cunhas, etc. Nestas figuras, o volume é imprescindível para confirmar a reversão ou continuação do movimento. Fiquei por isso um pouco surpreendido com as afirmações de Shannon neste vídeo, mas acredito que ele tem perfeita consciência da grande importância do volume no contexto certo e que simplesmente não se expressou bem.

Qaunto ao resto, o vídeo é, como sempre impecável. Um reparo acerca do ouro (GLD: NYSE): tal como Shannon, eu também acredito que o ouro ainda está numa tendência descendente. No entanto, a força do movimento ascendente na última sessão indica que a correcção pode superar os $115 que eu tinha indicado na semana passada. Em quanto poderá superar? Bem, em princípio até à zona entre os $116 e os $117, onde se encontra presentemente a MM(50). No entanto, pode não ficar por aí... até à BB superior (mais ou menos nos $121) tudo é possível. Portanto, eu não apostaria na queda do ouro nos próximos dias...

sábado, 8 de novembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (16)


Aqui fica mais uma excelente análise semanal do grande Brian Shannon, o analista técnico norte-americano que já é uma presença habitual aqui no AnB e cujas análises são de uma qualidade tão elevada que já dispensam comentários da minha parte.


Aqui ficam alguns highlights do vídeo:
  • Apesar de os principais índices dos mercados americanos terem atingido novos máximos, a análise do Sr. Shannon aponta no sentido da continuação das subidas; devo dizer que concordo.
  • O ouro (GLD: NYSE) está a corrigir das quedas recentes, mas existe um triângulo descendente que foi quebrado, conforme referi anteriormente neste postal; portanto, ainda não chegou a altura de comprar ouro; eu até acredito que o outo vai provavelmente continuar a subir nos próximos dias, testar a base do triângulo descendente na zona dos $115 e depois voltar a cair fortemente.
  • Depois de terem superado o mercado nos últimos meses, os semicondutores (SMH: NYSE) estão agora em modo underperform; no entanto, os fundamentais do ETF SMH continuam excelentes, razão pela qual eu acredito que esta fraqueza não vai permanecer no longo prazo.
  • As obrigações a 20 anos (TLT: NYSE) estão a estabilizar das quedas recentes, indicando que os compradores estão a recuperar o controlo.

sábado, 1 de novembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (15)


Lembram-se quando, no vídeo anterior, o grande Brian Shannon disse que o ouro (GLD: NYSE) estava prestes a quebrar um importante suporte na zona dos $115? Pois bem, o ouro caíu quase 5% esta semana! O Brian raramente se engana nestas coisas dos mercados. Portanto aproveitem os vídeos dele enquanto podem, caros leitores, uma coisa tão boa dada de graça não vai certamente durar para sempre:

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Mercados americanos: a análise intra-semanal de Brian Shannon


Não sei se o grande Brian Shannon vai manter esta política, mas nas duas últimas semanas ele tem carregado, além do seu vídeo habitual de fim-de-semana, um vídeo intra-semanal às Quartas-feiras.

Estes vídeos intra-semanais são um bocadinho mais curtos e menos completos do que os semanais, mas ainda assim são melhores do que a esmagadora maioria do material sobre mercados que anda pelo YouTube.

Portanto, é ver e aprender, caros leitores. Afinal, é de graça... e ainda por cima é bom!



De destacar o aviso que o Sr. Shannon nos deixa relativamente ao ouro (GLD: NYSE): apesar da quebra da LTD que vigorava desde Outubro de 2012, há um claro suporte no gráfico semanal na zona dos $115 que está prestes a ser testado pela quarta vez desde Junho de 2013:


Cada vez que o preço testou este suporte, acabou por voltar para cima, mas a cada novo teste as subidas foram sendo consecutivamente mais fracas, com o preço a atingir novos máximos mais baixos do que o precedentes, formando uma espécie de pseudo-triângulo descendente de muito longo prazo. Portanto, podemos ter em breve uma oportunidade para abrir posições curtas no GLD.

domingo, 26 de outubro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (14)


Afinal, aquele é quanto a mim melhor analista técnico presentemente no YouTube acabou por fazer a sua habitual análise semanal. Aqui fica o vídeo, excelente como sempre. Muita atenção ao que o Brian diz acerca da média móvel a cinco dias ou, na designação aqui do AnB, MM(5). Eu sou um investidor e  não um trader, por isso não transaccion num horizonte temporal tão curto. Mas covém sempre estar ao corrento daquilo que os outros andam a fazer na bolsa.



Mais atenção ainda acerca daquilo que ele diz sobre o Russell 2000, presentemente o índice mais fraco dos EUA e, consequentemente, aquele que requer mas atenção por parte dos investidores.

sábado, 25 de outubro de 2014

S&P 500 SPDRs (SPY: NYSE): diário e semanal (2014/OUT/24)


Esta semana não temos a habitual análise semanal do Brian Shannon que, aparentemente, teve alguma espécie de compromisso que o impediu de fazer o seu habitual vídeo de Sexta-feira. Em vez disso, ele fez um bom vídeo na passada Quarta-feira. Mas infelizmente, já houve novos desenvolvimentos desde então que tornam essa análise um pouco obsoleta, razão pela qual teremos de olhar para outra mais recente.

Vamos por isso começar por olhar para este gráfico do fundo transaccionável (ETF) S&P 500 SPDRs, criado por Greg Harmon, no qual foram desenhadas duas áreas triangulares, correspondentes a uma cunha ascendente (triângulo azul) e uma cunha em alargamento descendente (triângulo rosa/púrpura):


Ora, estamos presentemente num ponto crítico: depois de uma forte correcção durante o mês de Setembro e início do mês de Outubro, com uma queda da cotação de quase 10%, tivemos um forte rally ascendente nas últimas sessões mas que se encontra agora numa zona de resistência crítica: a média móvel a 100 dias, a cor verde no gráfico acima, que também está perto da média móvel a 50 dias, a cor vermelha. 

Note-se que esta situação não seria preocupante em condições normais, mas nós estamos numa fase do mercado particularmente perigosa: o último mínimo local ($ 181,92) foi mais baixo do que o anterior ($190, 55). Portanto, caso o SPY não consiga superar o máximo anterior ($ 201,90), estaremos oficialmente em correcção. E este cenário fica ainda mais feio se a isso juntarmos o facto de já termos o Russell 2000 em correcção, ao mesmo tempo que os gráficos dos outros três grandes índices, Nasdaq 100, DJIA e DJTA mostram situações semelhantes à do SPY.

Diz Harmon: «O SPY começou a semana abaixo da MM(200) e com muito espaço até à Zona de Potencial Reversão (PRZ) harmónica 5-0. O forte movimento [ascendente] de Segunda-feira confirmou a doji da Sexta-feira anterior, tendo esta confirmação sido reforçada pelo gap de Terça-feira.

[Na Quarta-feira], os ursos tentaram reagir e puxaram o SPY de volta à zona abaixo da MM(20) e da MM(150) mas o movimento foi interrompido na Quinta-feira e na Sexta-feira houve um novo gap ascendente. O empurrão fez o preço ficar muito próximo da MM(50) e da resitência anterior [Harmon não especifica de que resistência está a falar, eu imagino que seja aquela em redor dos $198]. O gráfico diário mostra um RSI que cruzou a linha intermédia (50%) e que agora se aproxima da zona bullish. Já o MACD continua a subir depois do cruzamento ocorrido na Terça-feira. Um ressalto muito forte.

O gráfico semanal mostra uma Marubozu longa que confirma a reversão em Martelo da semana anterior depois de ter fechado acima da MM(50):

Alguns ainda estarão preocupados [é o meu caso: um mínimo mais baixo em todos os índices é sempre motivo de preocupação], mas a maioria estará, pelo menos, cautelosamente optimista. Há resistência acima nos 198,3, nos 199 e nos 200, antes do máximo anterior nos 201,9. Acima desse valor, a LTA ascendente [que vigora desde Outubro de 2012] também poderá oferecer resistência.

Já os suportes estão nos 194, 191,3, 190,5 e 188,2. O ressalto de curto prazo deverá continuar e restabelecer a tendência ascedenten de longo prazo.»

Só nos resta esperar que Harmon tenha razão...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (13)


Tive um fim-de-semana bastante complicado, razão pela qual só consegui publicar a habitual análise semanal do Brian Shannon agora. Os mercados americanos abrem daqui a 5 minutos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (12)


Que semana, meu senhores!... Que semana!!! Os mercados caíram forte e feio, mesmo muito feio... perdi a minha posição na TXN por activação da minha stop loss. Tive lucro, mas pouco: os ganhos de 2014 eclipsaram-se e fiquei apenas com o que tinha ganhado em 2013. A minha posição no ETF SMH está agora por um fio. Ainda assim, o Bull Market ainda não acabou, porque a tendência de longo prazo ainda está ascendente. É a minha opinião e também a do grande Brian Shannon, cuja análise semanal se segue.

domingo, 5 de outubro de 2014

S&P 500 SPDRs (SPY: NYSE): diário e semanal (2014/OUT/03)


Estamos num daqueles momentos verdadeiramente emocionante para os investidores nos mercados americanos: os principais índices caíram durante as últimas duas semanas mas, nas duas últimas sessões (Quinta e Sexta), rejeitaram os mínimos e voltaram a subir. O Nasdaq 100 voltou a fechar acima da sua MM(50), assim como as duas média Dow Jones (Industrial Average e Transportation). O S&P 500 fechou perto mas ainda abaixo, com o Russell 2000 ainda muito longe de ambas MM(50) e MM(200). A questão agora é se os índices voltarão a subir já amanhã ou se, pelo contrário, ainda há espaço para mais quedas.

Já vamos olhar para os índices como um todo mas, neste postal, vamos primeiro olhar para mais uma boa análise que Greg Harmon fez ao ETF S&P 500 SPDRs (SPY: New York Stock Exchange):

 «O SPY começou a semana a consolidar sobre a MM(100) antes de cair na sessão de Quarta-feira. Na Quinta tivemos uma reversão "Martelo", que foi confirmada na Sexta-feira com um movimento que colocou o preço novamente acima da MM(100). Isto formou um novo mínimo mais alto que o precedente, criando um alvo de Movimento Medido nos $203,3.

O RSI está a inverter para cima, mas ainda permanece abaixodos 50%.  [N.B.: infelizmente, o MACD ainda não confirma].»


«O gráfico semanal mostra uma "doji" mesmo em cima da LTA principal [ou primária]. É possível que reverta. Nesta escala temporal, o RSI está em queda, embora ainda esteja em zona bullish, enquanto o MACD continua em queda [N.B. eu dira mesmo que o MACD semanal está com um aspecto terrível]. Não se vislumbra a mesma força nesta escala temporal. A resistência está nos $ 198,3 e depois $ 199, $ 200 e $ 201,9. Os suportes estão nos $194, %191,2 e $190,5.

Reversão de curto prazo para cima (com prudência) numa tendência de longo prazo ascendente.»

Em jeito de conclusão, concordo genericamente com esta análise de Harmon, mas estou um bocado mais pessimista. Enquanto não vir o SPY e o S&P 500 acima das suas MM(50) respectivas, continuo de fora.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (11)


Os mercados americanos recuperaram um pouco das quedas dos últimos quinze dias. Contudo, e como enfatiza o grande Brian Shannon, estes dois últimos dias de subidas ainda não são suficientes para regressarmos aos mercados, porque a probabilidade de ocorrerem novas quedas ainda permanece elevada. Além disso, Shannon realça a enorme "tareia" que algumas acções, em especial aquelas relacionadas com as energias renováveis, levaram nas últimas sessões.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A propósito da subida do Russell 2000


Por fim, o Russell 2000 deu sinais de vida! Ainda não foi nada de definitivo, mas para um índice que ameaçava entrar em Bear Market, é um primeiro sinal positivo, sobretudo tendo em conta as fortes quedas registadas nos últimos dias. Infelizmente, os mé(r)dia estão novamente a mostrar o que valem, ou seja nada, polarizando o seu discurso até níveis verdadeiramente ridículos: uns dizem que estamos perante um "dead cat bounce" e que o Russell 2000 está simplesmente a dar o último suspiro antes de partir para as profundezas do abismo. Outros dizem que "agora é que é!", o Russell vai subir como um foguete e só o céu é o limite... tudo isto ao fim de um dia, UM mísero dia!!!... Arre porra, tanta burrice chega a ser deprimente...

Ainda assim, lá aprece alguma coisa que se aproveite no meio de tanta lixeira. É o caso deste interessante gráfico feito por David Nelson, que compara a evolução dos dois ETFs que replicam os índices S&P500 e Russell 2000, o SPY e o IWM, respectivamente:


Diz Nelson :

«Ainda estou indeciso em relação a esta situação. Hoje li vários comentários bons acerca do Russell 2000 e todos salientam a enorme underperfomance do índice nos últimos tempos. No entanto, o IWM foi líder na sessão de hoje. 

Decidi elaborar este gráfico comparativo entre o IWM e o SPY. Como pode ver-se, o Russell tem estado a devolver a outperformance que foi manifestando nos últimos 5 anos.»

Vá lá, ainda há gente com bom senso entre os "especialistas" dos mercados. Para quem não percebeu: as recentes quedas no Russell 2000 são apontadas por muitos como o pronúncio do fim do presente Bull Market. Este gráfico mostra que, em termos relativos, só agora o Russell está ao nível do S&P500 e, portanto, a "fraqueza" das últimas semanas não pode ser tomada como um indicador da fraqueza global do mercado porque o RUT estava em manifesta outperformance.

domingo, 14 de setembro de 2014

S&P 500 SPDRs (SPY: New York Stock Exchange): diário e semanal (2014/SET/12)


Vou voltar a aproveitar mais uma boa análise de Greg Harmon, autor do livro Trading Options: Using Technical Analysis to Design Winning Trades, da Wiley. Escreveu Harmon:

«O SPY desceu na sessão de Terça-feira, tendo depois consolidado numa gama curta em torno da MM(20). O gráfico diário mostra indícios de que este movimento descendente poderá continuar. O RSI está a fazer mínimos cada vez mais baixos enquanto o cruzamento das MMEs do MACD indica fortes probabilidades de termos mais descidas na próxima semana. As Bandas de Bollinger estão a começar a estreitar, o que indica que deverá ocorrer um movimento do preço nos próximos dias.



Já o gráfico semanal mostra uma forte tendência ascendente que foi interrompida por um pequeno decréscimo durante a última semana. O preço está agora perto da LTA principal, tendo o RSI e o MACD a decrescer, o que significa que poderá haver um teste a essa LTA nas próximas sessões.


Há zonas de suporte nos 199 e nos 198.3 pontos, seguidas pelos 196.5 e 195 pontos. Já as resistências acima encontram-se nos 200 [2000 no S&P 500] e nos 201.40, com uma extensão de Fibonacci nos 202.78 e um Movimento Medido até aos 210. Consolidação com possível retracção da tendência ascendente.»

Vou só fazer uma pequena adenda à análise de Harmon, incluíndo a percentagem de acções do índice S&P 500 que se encontram presentemente acima da MM(200):


Pode ver-se que a referida percentagem recuou significativamente ao longo da última semana, mais um indicador de que as quedas deverão, em princípio, continuar durante os próximos dias.