quarta-feira, 5 de abril de 2017

E agora o SPY, num gráfico muito pouco usual


    Em velas de 195 minutos, i.e. duas velas por sessão de mercado (1 sessão = 6,5 horas = 390 minutos). Cortesia do grande Brian Shannon, que o partilhou na sua conta do StockTwits. Recordo que hoje o SPY fechou nos $ 235,48. Ou seja, muito perto mas ainda abaixo da média de preços ponderada por volume (volume weighted average price -VWAP) traçada a partir do máximo do início de Março.


terça-feira, 4 de abril de 2017

$SPX (gráfico semanal), a 3 de Abril de 2017


     Praticamente não tenho actualizado este blogue porque os mercados têm estado bastante fáceis desde que o Presidente Trump foi eleito. No entanto, há alguns sinais de uma possível exaustão do momento ascendente, pelo que convém termos em conta até onde é que as valorizações podem descer em caso de correcção:


A situação é tão simples quanto isto: desde que o Presidente Trump venceu as eleições, a 8 de Novembro de 2016, o $SPX ainda não parou de subir. No entanto, é preciso ver que:
  • a acção de preços no gráfico semanal afastou-se (recuou) ligeiramente da sua banda de Bollinger superior;
  • a diferença entre as médias móveis exponenciais do MACD cruzou o sinal, o que poderá indiciar quedas nas próximas semanas;
  • o RSI saiu da zona de sobrecomprado e parece estar a dirigir-se para a fronteira bullish-bearish (50%), o que também poderá indiciar quedas nas próximas semanas;
  • há uma divergência multimensal entre o MACD e o seu histograma
  • desde o início de 2016, o volume transaccionado tem vindo a diminuir.
Tudo isto aponta para a possibilidade de ocorrência de uma correcção semanal até ao fim do mês. A acontecer, não deverá ser nada de preocupante, pois:
  • Há muito espaço para o $SPX poder descer sem alarme até à média móvel simples a 40 semanas, que já serviu de suporte em Junho de 2016 (Brexit) e em Novembro de 2016 (Presidenciais EUA );
  • Mesmo que a média móvel simples a 40 semanas seja quebrada, há uma zona de suporte multianual (a amarelo) entre os 2100 e os 2125 pontos, que começou por servir de resistência em 2015 e depois passou a suporte com a eleição do Presidente Trump;
  • A reforçar essa zona de suporte estão a banda de Bollinger inferior e a média móvel simples a 100 semanas.
Resumindo e concluindo, para já, tudo tranquilo. Como dizem os americanos, agora é agarrar nas pipocas e apreciar o espectáculo!

sábado, 4 de março de 2017

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco (5)


    Quase quatro meses depois, o efeito Trump persiste! Desde a eleição do Presidente dos EUA, os principais índices bolsistas norte-americanos não pararam de subir! Mas eis que agora surge (música dramática)... a Reserva Federal! Sim, a FED, ou melhor a sua Presidente, a minorca Janet Yellen,



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:

  • 01m05s O Sr. Ciovacco começa o seu vídeo com uma interessante análise da evolução mensal do indicador de força relativa (relative strenght index, RSI) que entrou recentemente na zona de "sobrecomprado", a verde no gráfico que se pode ver no vídeo. O Sr. Ciovacco mostra-nos que isto não significa necessariamente que os mercados vão cair, recorrendo a um exemplo do ano de 1985, outro do ano 1995 e outros do ano de 2013.
  • 04m00s Tomando os três exemplos anteriores como referência e olhando para o que se passou em 2016 e também nos primeiros meses de 2017, parece que estamos numa situação bastante semelhante, com o RSI mensal a aguentar acima dos 50% (fronteira bullish/bearish) durante 2016, para depois subir rapidamente para a zona acima dos 70% (sobrecomprado) em 2017.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco (4)


    Tenho de confessar que não esperava que os mercados bolsistas norte-americanos reagissem tão bem à vitória de Donald Trump. O S&P 500 ($SPX) fechou a semana nos 2294,69 pontos, bastante próximo do seu máximo histórico, 2300,99 pontos, registado no passado dia 26 de Janeiro. Os mé(r)dia avançam a explicação de que as promessas de desregulamentação da banca do Sr. Trump são as responsáveis pela subidas dos índices nos últimos dois meses. Eu cá não acredito em quase nada do que os mé(r)dia publicam, pelo que decidi ouvir a opinião do Sr. Ciovacco, já que ele tem acertado quase sempre nos últimos dois anos:



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:

  • 01m51s O Sr. Ciovacco começa por nos recordar algumas das várias previsões apocalípticas para a evolução dos índices bolsistas americanos nos dias que precederam as eleições presidenciais deste ano; o consenso geral era de que a vitória de Donald Trump iria despoletar uma forte correcção nos mercados, mas aconteceu precisamente o contrário. Tomem nota: aquilo que os mé(r)dia e os "gurus" nos dizem sobre os mercados interessa tanto para os nossos investimentos quanto a cor das cuecas da Cristina Ferreira; não, não estou a exagerar, em 99% dos casos, os mé(r)dia financeiros só dizem merda, sem ofensa para a merda!
  • 07m35s Recuperando o gráfico das três médias móveis simples semanais do S&P500 $SPX (30, 40 e 50 semanas) em meados de Outubro de 2016, era possível observar que todas elas apresentavam declives positivos e estavam empilhadas de uma forma bullish (médias móveis de curto prazo em cima das de longo prazo); em Dezembro de 2009, esta disposição mantinham-se, indicando que a vitória do Sr. Trump não tinha alterado essa perspectiva optimista dos mercados.
  • 08m48s Com efeito, verifica-se agora em Janeiro de 2017 que os sectores de investimento (finanças, indústria, bens de consumo, energia, tecnologia) valorizaram continuadamente desde Outubro, enquanto os sectores defensivos (ouro, prata, obrigações, imobiliário) desvalorizaram.
  • 09m19s Mas as coisas estão a tornar-se ainda mais interessantes. No gráfico do compósito da NYSE ($NYA), por exemplo, o Sr. Ciovacco desenhou uma caixa de consolidação (ou rectângulo) cujo início remonta  a Junho de 2013; essa caixa de consolidação foi penetrada para cima na sexta-feira passada e, embora seja necessário aguardar para termos as certeza que a penetração será bem-sucedida, o $NYA tem dado sucessivos sinais de força ascendente.
  • 10m28s Mas há mais! Há um segundo rectângulo, de ainda de mais longo prazo (remonta já ao ano de 2007, ou seja, antes da crise financeira) que também parece estar a ser penetrado! Além disso, tomando como referência o máximo do Bull Market pré-crise, temos um terceiro rectângulo de consolidação multianual de 19,6 anos... que também está a ser penetrado para cima! O Sr. Ciovacco diz que sito pode vir a ser "a mãe de todos os sinais".
  • 12m56s Também pode ver-se, recuando no gráfico mensal do $NYA até 1965, que houve um rectângulo multianual muito semelhante ao terceiro citado anteriormente, que durou 17 anos, entre 1965 e 1982. Ora, esse rectângulo multianual foi sucedido por uma forte subida do $NYA nos 18 anos seguintes, nada mais nada menos do que 1008%!!! Claro que nada garante que é isso que vai acontecer a seguir... mas essas possibilidade deve ser tida em conta.
  • 21m16s Este gráfico, que o Sr. Ciovacco constrói gradualmente ao longo do segundo terço deste vídeo, ilustra a forma como a média móvel simples a cinquenta semanas pode ser usada juntamente com o índice para identificar Bull Markets e Bear Markets.
  • 24m21s Este

domingo, 6 de novembro de 2016

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco (3)


   Eis-nos finalmente chegados à semana das eleições presidenciais dos EUA! O mês de Outubro revelou-se bastante negativo para os principais índices bolsistas norte-americanos e para os fundos transaccionáveis (exchange-traded funds, ETF) que os replicam. As comentadeiras do mundo financeiro dizem que tal se deve à incerteza associada ao resultado destas eleições. Já o Sr. Ciovacco acha que pode não ser bem assim...



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:

  • 02m08s O compósito da NYSE ($NYA) encontra-se presentemente a cerca de 8% abaixo da valorização que tinha em Julho de 2014 e quase 9% abaixo do máxim registado na Primavera de 2015.
  • 02m34s Olhando para o gráfico semanal do S&P 500 ($SPX), é possível observar um suporte horizontal e outro diagonal. O horizontal, na casa dos 2025 pontos, cedeu. No entanto, ainda é possível que o suporte diagonal, algures nos 2000 pontos, se aguente. O Sr. Ciovacco menciona o facto de o índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) ter registado nove sessões consecutivas sempre a subir, algo que nunca tinha acontecido em toda a sua história. É um dado interessante em termos estatísticos, mas pouco útil para quem está em bolsa. Se Clinton vencer, o $VIX depressa se espalhará ao comprido.
  • 09m07s O Sr. Ciovacco recorre a um gráfico multianual do ouro ($GOLD) traçado desde 1997 para nos mostrar a importância da média móvel simples a 200 dias. Em geral, quando o preço do ouro cruzou a MMS(200), ficou definida uma nova tendência primária, ascendente ou descendente. A partir de 2002, um desses cruzamentos deu o arranque do longo Bull Market do Ouro, que durou até 2011. De modo inverso, o cruzamento de 2013 deu início ao actual Bear Market no ouro.
  • 15m53s Olhando para as acções globais (ACWI), verifica-se que o recuo da cotação ainda está acima do segundo nível da retracção Fibonacci (50%) desde o mínimo do Brexit até ao máximo de Setembro, sendo por isso considerado normal. Outrossim, o preço do ACWI ultrapassou a MMS(200) e manteve-se acima dela, com o declive da MMS(200) a mudar de descendente para ascendente.
  • 17m16s A situação é muito semelhante no caso da prata (SLV).
  • 18m23s E também no caso do Dow Jones Industrial Average (DIA).
  • 21m01s A longo prazo, as obrigações do tesouro americano a médio prazo (IEF) continuam em clara tendência primária de subida, traduzindo a expectativa, por parte dos investidores, de um aumento das taxas de juro por parte do banco central.
  • 24m35s No fundo mútuo RYAIX a situação é semelhante à da semana passada. Chamo no entanto a atenção para um aspecto que o Sr. Ciovacco não menciona (nem mostra no vídeo), que é o facto de a média móvel simples a 50 dias ter sido ultrapassada pelo preço do RYAIX e ter neste momento um declive ascendente.
  • 26m24s Já nas obrigações a longo prazo (TLT), houve para já um ressalto numa linha de tendência ascendente (LTA) multianual.
  • 31m30s Um ponto interessante, do ponto de vista da Análise Fundamental, é o facto de as vendas a retalho terem continuado a crescer durante o período recente em que o S&P 500 estagnou. Se a isto juntarmos o facto de que os níveis de empregabilidade nos EUA se encontram em máximos históricos, ao mesmo tempo que os salários têm crescido sustentadamente e a dívida dos consumidores tem decrescido, torna-se difícil argumentar a favor da iminência de uma recessão, pelo menos para já.

domingo, 30 de outubro de 2016

Mercados americanos: o comentário semanal de Chris Ciovacco (2)


   «Será que o mercado se está a preparar para um mergulho a seguir as eleições?» é o título do vídeo que o Sr. Ciovacco nos oferece esta semana. A meu ver, demasiado sensacionalista, mas a possibilidade é real, sobretudo no caso de um vitória do Donald Trump. A concretizar-se, será uma espécie de "efeito Brexit" nos EUA, que eu duvido que dure mais do que algumas semanas, se tanto. Tal com as quedas da bolsa inglesa a seguir ao Brexit, uma vitória do Sr. Trump dificilmente arrastará os mercados para baixo durante muito tempo.



Pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:

  • 00m47s O Sr. Ciovacco começa o vídeo de uma forma muito pouco habitual, olhando para um fundo mútuo, não para uma acção ou para um fundo transaccionável (ETF). Ainda por cima, o fundo mútuo em causa é o RYAIX (Rydex Inverse Nasdaq-100), um fundo inverso, que replica o Nasdaq 100 no sentido contrário ao do índice, i.e. se o Nasdaq 100 sobe, o RYAIX desce e vice-versa. Começando para olhar para o período entre 1999 e 2001 ("bolha das dot com"), o Sr. Ciovacco mostra-nos como a média móvel simples a 200 dias do RYAIX inverteu para cima em Novembro de 2000, anunciando um período em que apostar na queda do Nasdaq 100 se revelou proveitosa: o compóisto do Nasdaq ($COMPQ) caiu 62% desde essa inversão da MMS(200).
  • 02m13s O exercício é depois repetido para o período entre 2002 e 2003. Neste caso, a situação é ao revés: a MMS(200) do RYAIX inverteu para baixo em Março de 2003, com o compósito do Nasdaq a subir a partir de então.
  • 02m58s Já em 2007-2009, verficou-se novamente uma inversão para cima da MMS(200) do RYAIX, desta feita em Janeiro de 2008. A partir daí, o $COMPQ caiu mais 45%, com o S&P 500 a acompanhar e a cair 49%!
  • 03m39s Quando os índices bolsistas atingiram o ponto mais baixo a seguir à crise financeira de 2007-2008, a MMS(200) do RYAIX inverteu para baixo, em Julho de 2009, marcando o arranque do presente Bull Market.
  • 04m51s Olhando agora para um gráfico recente do RYAIX (27-Out-2016), verifica-se que o declive da MMS(200) está claramente negativo, tendo inclusivametne ocorrido um acentuar dessa negatividade nas últimas semanas. Ou seja, só um maluquinho é que apostaria na subida do RYAIX (ou na queda do Nasdaq) com a MMS(200) do RYAIX neste estado.
  • 06m12s Olhando agora para um gráfico mensal do S&P 500 ($SPX), o Sr. Ciovacco recupera o grande rectângulo multimensal que vigorou entre meados de 2014 e meados de 2016, para nos mostrar que o lado superior do rectângulo, outrora resistência (2100-2130 pts), ainda poderá funcionar como suporte, caso as quedas do $SPX continuem.
  • 06m51s O mesmo se verifica no caso do gráfico mensal do compósito do Nasdaq ($COMPQ) e no Dow Jones Industrial Average ($INDU), embora, no segundo caso, o índice esteja muito próximo da anterior zona de resistência.
  • 07m13s O sector financeiro europeu ($E1FIN) ainda não recuperou das quedas que se seguiram ao Brexit (ao contrário da bolsa londrina, que fez um máximo histórico no último dia 11, não é curioso?).  Ainda assim, o $E1FIN fechou bem acima do primeiro nível (61,8%) da retracção de Fobinacci correspondente ao Brexit.
  • 07m51s O compósito da NYSE ($NYA) também ainda não recuperou das quedas, não desde o Brexit, mas desde Maio de 2015. Traçando uma retracção de Fibonacci desde o início até ao fim das quedas (pontos A e B no gráfico), é possível verificar que o $NYA fechou mesmo em cima dos 61,8%. De referir que o $NYA ainda também abaixo do seu máximo histórico pré-crise financeira, registado em 2007.
  • 08m44s Comparando o desempenho dass acções com o das obrigações do tesouro americano ($NYA:TLT), parece ter sido quebrada, no gráfico semanal do rácio, uma linha de tendência descendente (LTD) que remontava a meados de 2015.
  • 09m02s No seu gráfico diário, o S&P 500 ($SPX) está mesmo em cima do limite superior de um canal de transacção multianual (nos tais 2125 pts que tenho vindo a mencionar há já dois meses). Há também outras zonas de potencial suporte até aos 2100 pontos.
  • 09m41s Olhando agora para o gráfico mensal do $SPX, o Sr. Ciovacco faz um exercício muito interessnte com o indicador Bollinger Band With (Largura das Bandas de Bollinger - BB). Conforme o próprio nome indica, este indicador traduz a diferença percentual entre a BB superior e a BB inferior, dando uma ideia da volatilidade actual de um título ou índice bolsista. Historicamente, os períodos em que a Largura das Bandas de Bollinger do S&P 500 estava muito baixa foram seguidos por subidas do índic que duraram vários meses, nalguns casos até anos: 1985, 1995 e 2005. Ora, a Largura das Bandas de Bollinger do S&P 500 está novamente em níveis muito baixos em 2016. O Sr. Ciovacco acredita por isso que as probabilidades favorecem a continuação das subidas no $SPX, ressalvando, no entanto, que na bolsa nunca há certezas.
  • 11m23s No gráfico semanal do $SPX pode ver-se que o índice fechou ligeiramente abaixo da aresta superior do rectângulo de consolidação multianual que vigorou nos últimos 2 anos, mas ainda acima do canal de transacção identificado no gráfico diário (09m02s) e também acima de todos os níveis de retracção de Fibonacci traçados desde o Brexit até ao máximo histórico de Agosto deste ano. Outrossim, as médias móveis simples de longo prazo (30, 40 e 50 semanas) mantêm um declive ascendente.
  • 15m18s O Dow Jones Transportation Average (DJTA), parece ter sido penetrada uma resistência diagonal multimensal que remotava ao início de Agosto de 2015. Melhor do que isso, essa resistência passou, para já, a suporte. O mesmo sucedeu no caso do petróleo ($WTIC) e do principal índice bolsista alemão, o $DAX. Além disso, o gráfico semanal do $WTIC mostra uma divergência positiva entre a acção de preços e o RSI, sugerindo a continuação das subidas a longo prazo.
  • 17m46s No que respeita às empresas de pequena capitalização bolsista (small cap), parece estar a haver um reteste da zona de suporte algures nos $117,5. Curiosamente o índice das matérias primas ($CRB) penetrou a sua média móvel a 200 dias em Maio e tem-se mantido acima dela desde então. O Sr. Ciovacco relembra que as subidas sustentadas do $CRB reflectem a expectativa, por parte dos investidores, do aumento da inflação.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (73)


     Foi mais uma semana aborrecida nos mercados ianques. A correcção multissemanal (em rigor, multimensal) prosseguiu sem sobressaltos, com os principais níveis de suporte a permanecerem válidos (2100-2125 pontos no S&P 500, 18 000 pontos no DJIA, 7750 pontos no DJTA, 1200 pontos no Russell 2000,  e 4600-4700 pontos no Nasdaq 100).

Os grandes índices até conseguiram acabar a semana com pequenos ganhos, com a notável excepção do DJIA, que fechou praticamente inalterado (-0,04%).



  • Pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:

[00m20s]: no seu gráfico diário, o S&P 500 (SPY) continua debaixo das médias móveis simples a 10, 20 e 50 dias, o que, nas palavras do Sr. Shannon, "é motivo de preocupação". Além disso,  SPY também fechou a semana abaixo da média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) traçada desde os mínimos do Brexit (Junho). Ainda assim, o ETF que replica o S&P 500 mantém-se claramente acima do suporte nos $212,5 (correspondente aos 2125 pontos no $SPX). No gráfico intradiário do SPY (30 em 30 minutos), a acção de preços parece estar a ser travada por uma resistência na casa dos $214 que, infelizmente, já funcionou como suporte há uns dias atrás. Por conseguinte, o Sr. Shannon gostava que o SPY subisse acima dos $215 na próxima semana,

[01m09s]: já o Nasdaq 100 fechou a semana próximo do seu máximo histórico ($118,15 para $119,48). O Sr. Shannon acha que seria desejável que o suporto na casa dos $117 aguentasse nas próximos sessões.

[03m08s]: o Russell 2000 (IWM) continua a lutar para se manter acima da VWAP traçada desde os mínimos do Brexit (Junho). Para já, tem vencido, mas a dança ainda não acabou, até porque o suporte multianual na casa dos $120 (outrora resistência) está logo abaixo. No gráfico intradiário do IWM (30 em 30 minutos), a acção de preços fechou acima da média móvel simples a 5 dias. Porém, o declive da MM(65) ainda está descendente.

[04m41s]: quem tem estado muito bem praticamente desde o início de 2016 é o sector dos semicondutores (SMH), apesar da queda recente de um dos seus principais componentes, a Intel Corp (INTC:Nasdaq GS). O desempenho dos semicondutores tem sido tão bom que o Sr. Shannon diz que só ficará preocupado se o preço descer abaixo dos $67 e permanecer debaixo desse nível nas sessões seguintes.

[05m34s]: em sentido contrário estão as biotecnológicas (IBB), o pior grupo de 2016 (-20,86% YTD). No gráfico intradiário, a média móvel simples a 5 dias parece estar a estabilizar. Contudo, há uma clara linha de tendência descendente (LTD) que permanece em jogo e o mais provável é que as IBB sejam travadas por ela caso voltem a subir.

[06m19s]: no seu gráfico intradiário de 15 em 15 minutos, a Apple (AAPL: Nasdaq GS) fechou abaixo da sia média móvel simples a 5 dias e, no seu gráfico diário, a acção parece estar a fazer uma pequena correcção até à sua média móvel simples a 20 dias. Nesta conjuntura, é necessário que a AAPL volte a subir até aos $117,5 e manter-se acima desse nível.

[06m48s]: já as obrigações do tesouro americano a 20+ anos (TLT) estão a retestar um suporte multimensal na casa dos $132