quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Mercados americanos: Brian Shannon revê o ano de 2014


O meu analista técnico favorito no YouTube fez um apanhado geral do que aconteceu nas bolsas americanas durante o ano que agora acaba:



Aqui ficam alguns pontos-chave do vídeo:

Modo actual: bearish

[03m27s]: no S&P 500 (SPY), perdemos o suporte crítico nos $207,5 e estamos agora em território de correcção;

[03m30s]: no Nasdaq 100 (QQQ), perdemos o suporte crítico em redor dos $104 e estamos agora em território de correcção; essa zona ($104-104,5) passou agora a constituir a banda de resistência que cuja penetração deveremos aguardar para voltar a abrir ou a reforçar posições longas.

[04m32s]: também o Russell 2000 (IWM) acabou por sucumbir à pressão vendedora e está abaixa da média móvel a cinco dias -MM(65)-; a zona de resistência a superar está entre os $120,50 e os $120,75;

[05m25s]: os semicondutores (SMH) também estão a corrigir e encontraram resistência sob a anterior zona de suporte na zona dos $55,40;

[06m14s]: o sector financeiro (XLF) também perdeu terreno e é preciso voltar à zona entre os $24,90 e os $25 para voltarmos a estar em modo bullish;

[08m15s]: a AAPL está a mostrar alguma fraqueza e a fazer novos mínimos e novos máximos mais baixos do que os precedentes; o melhor a fazer por agora é ficarmos afastados desta acção;

[08m55s]: o ouro (GLD) continua a cair de forma continuada, estando todas as médias móveis principais (20, 50, 100, 150, 200) com declives negativos;

[09m45s]: o dólar americano (UUP) teve um excelente 2014 e a sua tendência de subida primária permanece intacta;

[10m15s]: o petróleo (USO, OIL) continua em queda livre, frustrando todos aqueles que apostam no fim das quedas [N.B.: imbecis que não entendem as duas máximas mais sagradas dos mercados "a tendência é tua amiga" e "apostar contra a tendência é como mijar contra o vento"]; o triângulo descendente que o Sr. Shannon identificou na análise semanal anterior acabou mesmo por confirmar-se;

[10m55s]: as obrigações (TLT) tiveram um ano fantástico [N.B. conforme eu mencionei alguns postais mais abaixo] e continuam em tendência primária de subida; 

[11m57s]: nos mercados não há sorte ou azar, há apenas inépcia ou perícia; é da responsabilidade de cada investidor identificar o que corre mal -quando corre mal- e corrigir os processos que se revelaram deficitários.

Greg Harmon sobre as subidas recentes da bolsa chinesa


Harmon volta a não desiludir aqueles que o seguem atentamente, presenteando-nos com mais este bom artigo sobre o compósito de Xangai ($SSEC):

«O mercado chinês tem estado em alta desde meados de Julho. E depois de um movimento de subida de mais de 50%, estão finalmente a aparecer sinais de que poderá consolidar ou até recuar, à semelhança daquilo que os dragões dos desfiles tradicionais chineses costumam fazer.


O gráfico semanal em baixo mostra o movimento do índice a partir da zona dos 2450 pontos, numa clara transição de um período de estagnação para uma tendência ascendente. Mas também mostra que o $$SSEC recuou [em Dezembro] depois de ter tocado na linha definida pelo Topo Duplo de Abril e Novembro de 2010:




Curiosamente, foi nesta zona que a média móvel simples a 200 dias também atingiu um máximo. Pergunto-me se isto será significativo? O que é certamente significativo é que as subidas recentes foram tão grandes e tão rápidas que o indicador de momento RSI chegou a estar acima dos 90%. Uma correcção faz, portanto, todo o sentido.

O mercado chinês tem agora uma oportunidade de nos mostrar a sua força.  Uma quebra abaixo dos 2820 seria um forte sinal de que as subidas foram exageradas e que um novo teste à zona dos 2450 pontos não é de descartar. Mas se o $SSEC aguentar na zona entre os 2900 e os 3100 pontos, poderá haver tempo para fazer "reset" aos indicadores de momento e manter a tendência ascendente durante o ano de 2015.»

Comentário do blogueiro: bastante oportuna, esta análise do Sr. Harmon. O melhor momento de olhar para os índices bolsistas é precisamente quando eles estão a tentar romper uma resistência anterior. Com excepção dos EUA, os mercados mundiais estiveram em contracção durante 2014. Mas se a bolsa chinesa regressasse às subidas de uma forma consistente e continuada, poderíamos ter um novo fôlego para a economia mundial. O $SSEC fechou ontem nos 3234,68 pontos.

A propósito, caso o melhor cenário se concretize e o compósito de Xangai volte a subir, há três fundos transaccionáveis (exchange-traded funds, ETF) de acções chinesas com boa liquidez: o  Market Vectors China ETF (PEK:NYSE), o iShares FTSE China 25 Index Fund (FXI:NYSE) e o db X-Trackers Harvest CSI 300 A-Shares Fund (ASHR:AMEX). Há muitos outros ETFs de acções chinesas mas todos têm ou pouca liquidez ou são alavancados, características que os tornam muito pouco recomendáveis, uma vez que a volatilidade dos mercados chineses é enorme.

Sobre um dos gráficos mais vistos do ano...


O gráfico em baixo foi uma das "provas" mais referenciadas pelos profetas do apocalipse bolsista para nos "avisar" a nós, incautos investidores, do "crash que se avizinha". Todas as aspas na minha frase anterior são intencionais, porque não só não acredito que o gráfico em causa constitua prova alguma, como não acredito na generosidade dos supostos avisos dos "gurus" dos mercados.

Trata-se de um gráfico do compósito de todos os índices da família S&P (e não apenas do S&P 500), desde o ano 1870 até aos nossos dias. Sobre o gráfico do S&P, foi traçada, a cor azul, uma regressão exponecial (embora no gráfico pareça linear), permitindo identificar uma "tendência" de longo prazo:


O propósito do gráfico é mostrar que a actual valorização dos índices americanos supera a tal "tendência" em mais de 90%, um valor que certos "gurus" consideram alarmante. Mais acrescentam estes "especialistas" que é apenas a segunda vez na história que esse valor é atingido e que, nesse sentido, vem aí uma grande catástrofe.

Ora, embora eu até aceite que este exercício tem a sua piada e até deve ser encarado com uma certa seriedade, seria completamente absurdo vender acções apenas com base neste gráfico. Por várias razões:

1. Nada nos garante que a regressão exponencial que foi utilizada é aquela que melhor aproxima a evolução do índice; provavelmente até foi escolhida a dedo para provocar alarmismo.

2. Mesmo que a regressão exponencial utilizada seja de facto aquela que melhor aproxima a evolução do índice, há um período em que os mercados continuaram a subir muito para além desse nível; sim, é verdade que esse período corresponde à mítica "bolha das tecnológicas", mas o que é certo é que quem tivesse vendido as suas acções só porque a regressão exponencial estava muito abaixo do gráfico, teria perdido grande parte dos ganhos proporcionados pela subida.

3. Uma regressão exponencial é válida apenas para o conjunto de pontos para os quais foi construída; o seu valor preditivo é cada vez mais limitado à medida que novos pontos são acrescentados, a menos que essa regressão seja actualizada para cada novo ponto; isto deve-se ao facto de que, se a tendência for realmente exponencial,  cada novo ponto do S&P estará mais afastado do anterior do que o anterior estava do antepenúltimo; por conseguinte, é possível que o compósito do S&P suba mais acima da "tendência" do que em momentos anteriores, sobretudo se a regressão nunca for actualizada;

4. Por último e mais importante de tudo, só se vende em bolsa quando a evolução do preço dos títulos nos fornece sinais claros da reversão da tendência primária; até lá, as subidas ainda podem durar vários meses ou até anos. Volto a enfatizar que as profecias dos "gurus" da bolsa são historicamente muito más, razão pela qual nunca, mas NUNCA, devemos dar-lhes ouvidos; as únicas vozes que vale realmente a pena ouvir são a dos fundamentais e, sobretudo, a do preço das acções; porque só essa é que nos dá dinheiro!

Procura por ETFs cresceu mais do que nunca em 2014


A procura por fundos transaccionáveis (exchange-traded funds, ETF) cresceu de 137 mil milhões de dólares em 2013 para 143 mil milhões de dólares em 2014. O valor investido em ETFs americanos supera agora, pela primeira vez na história, os 2 biliões de dólares (biliões portugueses, triliões americanos).

Para quem não sabe o que são ETFs (situação indesculpável para os leitores deste blogue!), «os ETFs são transaccionados em bolsa como se fossem acções, mas replicam o desempenho de uma carteira de títulos semelhante à dos fundos de investimento que se subscrevem aos balcões das instituições financeiras (bancos, corretoras, etc.) [ver um exemplo aqui]. O mercado dos ETFs representa apenas um décimo da indústria dos fundos de investimento, mas está a crescer a um ritmo muito mais rápido: os fundos tradicionais receberam menos de metade dos $194 mil milhões de dólares que tinham recebido em 2013.»

Um dia normal na bolsa de Nova Iorque, a New York Stock Exchange (NYSE).

Este crescimento não surpreende mesmo nada aqui o vosso blogueiro, por dois motivos: (1) hoje em dia, qualquer pessoa pode comprar e vender ETFs pela inyernet através das plataformas de "trading" disponibilizadas pelas corretoras, o que elimina o processo tradicional e moroso de subscrições aos balcões e confere maior agilidade aos investidores; e (2) bem mais importante, o desempenho histórico dos fundos tradicionais é muitas vezes desastroso, havendo muitos fundos que caem mais que os índices bolsistas em Bear Market e sobem menos em Bull Market.

A vantagem dos ETFs é evidente: tratando-se de instrumentos transaccionados em bolsa e, portanto, sujeitos à lei da oferta e da procura, replicam de uma forma muito mais eficiente os índices ou o conjunto de títulos que representam. Por conseguinte, a eficiência de um ETF é tanto maior quanto mais líquido for esse título, i.e. quanto maior for volume transaccionado. É pois, sem surpresa, que os ETFs mais bem-sucedidos sejam precisamente aqueles que maior volume transaccionado apresentam:

«Entre os ETFs, o SPDR's S&P 500 (SPY: NYSE) foi aquele que mais dinheiro recebeu dos investidores. O fundo, que replica o S&P500, atraiu quase 25 mil milhões de dólares em 2014. É o maior aumento desde que o SPY foi lançado em 2009, e é quase o dobro da quantia injectada no SPY em 2013.» 

 Evolução do índice S&P500 e do ETF SPY desde 2010: a sobreposição é quase perfeita!

«Para além do SPY, os ETFs que mais dinheiro atraíram este ano também estão associados ao S&P 500, nomeadamente o Vanguard S&P 500 ETF (VOO: NYSE), que aparece em segundo lugar com 10 mil milhões de dólares, e o  iShares Core S&P 500 ETF (IVV: NYSE), que aparece em terceiro com 9 mil milhões de dólares.

(...) os ETFs que mais depreciaram em 2014 foram o iShares MSCI Emerging Markets (EEM: NYSE) e o SPDR Gold Trust Shares (GLD: NYSE)». Ou seja, quem mais perdeu foram os ETFs associados aos mercados emergentes e ao preço do ouro.

Termino este postal com uma pequena adenda: os ETFs que replicam índices bolsistas são o instrumento ideal para quem nunca transaccionou em bolsa e está a pensar em começar. É que as acções estão sujeitas a flutuações que podem durar muitos meses, fazendo desesperar os investidores mais inexperientes. Já os índices mantêm geralmente uma tendência ascendente ou descendente bem definida, sendo menos propensos a enervar os iniciados. O único senão é evidente: com ETFs que replicam o mercado, apenas se conseguirá uma performance igual à do mercado. O que até não é nada mau, tendo em conta que mais de 70% das pessoas que investem em bolsa perdem dinheiro e apenas 3% batem o mercado.

Aqui fica a lista dos ETFs mais líquidos para cada um dos principais índices americanos (sem alavancagem):

S&P 500: SPDR's S&P 500 (SPY: NYSE)
Nasdaq 100: PowerShares QQQ Trust (QQQ: Nasdaq GM)
Dow Jones Industrial Average: DJ Industrial Average ETF Trust (DIA:NYSE)
Dow Jones Transportation Average: iShares DJ Transportation Average Index Fund (IYT:NYSE)
Russell 2000: iShares Russel 2000 (IWM: NYSE)

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Obrigações do Tesouro Americano (a 20 e mais anos, via TLT), gráfico diário


Contrariando todos aqueles que dizem há já mais de um ano que as obrigações se encontram numa "bolha especulativa", teoria ridícula que Greg Harmon já desconstruiu de forma brilhante, o fundo transaccionável iShares Barclays 20+ Year Tresaury Bond Fund (TLT:NYSE) continua a ganhar terreno, tendo rendido 27,45% em 2014. É um valor assombroso tendo em conta valor que estamos a falar de activos de baixo risco e que ainda pode subir mais um pouco amanhã.

Conforme eu tinha mencionado na análise que fiz aqui, as obrigações pareciam estar a formar um padrão gráfico de "chávena" em todos os horizontes temporais. Ora, como se pode ver no gráfico de hoje, o padrão acabou mesmo por se concretizar:



As figuras gráficas de "chávena" e de "chávena com asa" ocorrem em Bull Market e constituem padrões de continuação. A figura é válida porque cumpre todos os critérios necessários:

1. Tendência anterior de subida: presente, o ETF TLT está a subir desde Dezembro de 2013;

2. Uma forma em "U" cujo fundo corresponde a um suporte: presente, é claríssimo que o fundo da nossa chávena se encontra na zona dos $118, que corresponde ao nível de resistência imediatamente precedente (ver preço em Setembro);

3. A profundidade da chávena deverá variar entre 1/3 e 2/3 do avanço anterior: presente, porque o avanço anterior foi de $11.12 ($122-$111.69) e o recuo da chávena foi de $4.38 ($122-$117.62) e 4.38/11.12 = 39.39%, acima de 1/3 e abaixo de 2/3;

4. A "asa" ou "pega" da chávena deve ter uma profundida de cerca de 1/3 do avanço anterior: presente, apesar de termos recuado um pouco mais do que seria desejável, $2.12 ($122 - 119.88), o que corresponde a 48,40%.

5. A duração da figura deverá ser de 1 a 6 meses: presente, a figura inicia-se no dia 15 de Outubro e termina no dia 9 de Dezembro.

6. O volume transaccionado deverá aumentar com o rompimento da resistência da chávena: este é talvez o único critério que não me convence inteiramente; apesar de ter havido um ligeiro aumento do volume a seguir à "asa", não foi um aumento muito expressivo, tendo havido apenas 4 dias acima da MME(60).

7. Preço-alvo: presente; diz a teoria da chávena que temos de considerar a distância entre o segundo pico ($122 e não $122.55, porque temos de usar os preços de fecho, não os extremos) e o fundo ($118); depois, adicionamos essa distância ($4) à resistência da chávena para obter o nosso preço-alvo, i.e. $122 + $4 = $126, preço já atingido no dia 16 deste mês.

Portanto, as obrigações americanas estão num claro Bull Market. Apesar do MACD estar negativo e o CMF não nos convencer (LTD por quebrar), o RSI tem reagido muito bem à zona dos 50%. E com os índices bolsistas a darem sinal de quererem afundar, é natural que as obrigações continuem a subir no longo prazo, embora possam descer pontualmente, durante uma ou outra semana.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Mercados americanos: a análise semanal de Brian Shannon (23)


Que semana poderia acabar sem termos mais uma análise do grande Brian Shannon aqui no AnB? Venha ela!



Alguns pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:

Estado geral do mercado: bullish; abrir posições curtas é, para já, muito pouco recomendável;

[1m10s]: o Sr. Shannon acredita que, no caso do SPY, a zona de suporte mais importante na resolução temporal de 30 em 30 minutos é $207,5 (confirmo, apesar de eu preferir traçar os meus suportes nos gráficos diário e semanal, a anterior zona da anterior resistência Nov-Dez 2014 está claramente nesse nível);

[1m50s]: para o Nasdaq (QQQ), o nível de suporte correspondente situa-se em redor dos $104;

[2m13s]: o Russell 2000 está finalmente em novos máximos, depois de ter passado a maior parte do ano em tendência lateral; 

[3m27s]: para os semicondutores (SMH), o nível de suporte mais importante situa-se na zona entre os $54,75 e os $55,0;

[4m12]: O ouro (GLD) mantém uma tendência primária de descida (apesar dos conselhos dos charlatães que dizem que temos de comprar ouro porque vem aí um crash!); já as obrigações do tesouro americano (TLT), encontram-se em tendência primária de subida e presentemente a corrigir (portanto, é a altura ideal para aqueles que querem apanhar o barco);

[8m06s]: o petróleo (USO) também mantém a sua tendência de queda, apesar do recente abrandamento das descidas; o Sr. Shannon consegue inclusivamente ver um triângulo descendente -uma figura gráfica de continuação da tendência- no gráfico do fundo transaccionável (exchange-traded fund ou ETF) USO.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Berkshire Hathaway, Inc. B, gráficos diário e semanal (23/DEZ/2014)


Está na altura de olharmos novamente para a Berkshire Hathaway, Inc. B, (BRKB: NYSE), a acção que é indissociável dos míticos investidores Warren Buffett e Charlie Munger. A minha última análise à BRKB foi publicada no dia 15-Nov (ver estrelas cor-de-laranja no gráfico diário). Na semana passada estive perto de reforçar a minha posição na Berkshire pela 18ª oitava vez desde 2005, mas as subidas foram tão rápidas que acabei por perder o ponto óptimo de entrada.

 
Disse eu, nessa altura,  que a valorização da BRKB estava algo esticada e que a acção precisava de corrigir. A acção continuou porém a subir até ao início de Dezembro, só tendo corrigido nessa altura. Depois, disparou novamente para cima e tem estado a lutar com uma resistência na zona dos $153 há já quatro sessões.

O que podemos dizer hoje? Bem, os indicadores técnicos dão-nos sinais contraditórios: o MACD está globalmente positivo, com a diferença entre a MME(12) e a MME(26) a cruzar o sinal ou MME(9) de baixo para cima, embora haja agluma divergência em relação ao histograma. Já o CMF revela indefinição, havendo uma linha de tendência descedente (LTD) por romper mas também uma linha de tendência ascendente por quebrar. O volume tem aumentado nas últimas sessões, mas não se consegue concluir sobre quem está a levar a melhor, Touros ou Ursos.

Vejo duas possibilidades: (1) o preço continua a subir nas próximas sessões, mas não por muito tempo, chegando talvez à zona dos $155; (2) o preço não consegue superar a zona dos $153 e corrige novamente, idealmente até à zona amarela no gráfico, mas possivelmente até mais abaixo. Vamos olhar para o gráfico semanal para tentar perceber quão abaixo:

 
Como se pode verificar, o MACD semanal mostra uma forte divergência para com o seu histograma, o que não é bom sinal. O RSI semanal também está francamente esticado, claramente acima da zona de sobrecompra. O único aspecto positivo é a expansão do volume transaccionado, mas isso não nos livra da possibilidade de correcção.

Ora, em caso de queda livre, o primeiro suporte semanal anda na casa dos $140-$142, zona que serviu anteriormente de resistência. Outra hipótese mais pessimista é descer até ao segundo suporte, na casa dos $130-$132. A verdade é que a BRKB não tem recuado muito durante o presente Bull Market, mas pode ver-se que tem o hábito irritante de permanecer em tendência lateral durante meses. Observe-se por exemplo, o período entre Jul-2013 a Mar-2014: as Saídas de Chandelier estão praticamente horizontais!

Eu cá já decidi: a situação está moderamente perigosa, por isso vou esperar que o preço recue um pouco até voltar a reforçar a minha posição...