Atenção: o conteúdo deste blogue é uma mera colectânea de observações pessoais acerca dos mercados financeiros. O seu autor, Afonso de Portugal, não é um profissional da bolsa e as análises que faz sobre os mercados não devem ser encaradas como sugestões de investimento. O autor demite-se de toda e qualquer responsabilidade por eventuais perdas financeiras decorrentes da adopção estratégias de investimento e/ou de especulação com base nos comentários publicados neste blogue.
Como se esperava, o efeito Brexit desvaneceu-se com o desenrolar da semana. No S&P 500, estamos novamente em cima da zona de resistência multianual, entre os 2100 e os 2134,72 pontos (máximo histórico de Maio de 2015). No seu habitual vídeo semanal, o Sr. Shannon começa por confessar que poucas vezes viu uma acção de preços tão volátil como aquela que ocorreu esta semana. Eu digo que é natural, porque poucas vezes se vêem coisas como o Brexit!
Pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:
02m07s As recentes subidas do S&P 500 (SPY) foram bastante fortes e é provável que a próxima semana (que apenas começa na terça-feira, porque segunda-feira é o Dia da Indepência dos EUA) comece com uma pequena consolidação.
03m05s Quando se olha para o gráfico semanal do S&P 500 (SPY), verifica-se que estamos num mega-rectângulo com quase dois anos. Quando os mercados passam tanto tempo a oscilar dentro de uma gama de valores tão próximos, o mais provável é assistirmos a um forte movimento dos índices... resta saber em que direcção.
04m17s A situação é semelhantre no Nasdaq 100 (QQQ), embora o índice ainda não tenha recuperado os máximos de Abril. O Sr. Shannon acredita que a zona entre os $108 e os $109 pode actuar como resistência durante a próxima semana. Este cenário pode vir a dar origem a um padrão de "cabeça e ombros" invertido, um sinal fortemente bullish (ascendente). Mas ainda é cedo para saber neste momento, é preciso esperar mais uns dias.
06m30s O Russell 2000 (IWM) parece ser presentemente o mais forte dos grandes índices, por ser o único que, durante as quedas devidas ao Brexit, ficou acima da sua média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) traçada desde o início do ano (YTD - year-to-date). O Sr. Shannon acha que é vital que a zona de suporte entre os $107,5 e os $110 resista durante as próximas sessões, confirmando a força ascedente do índice.
07m36s O sector dos semicondutores (SMH) também tiveram uma boa semana, embora tenham fechado a sessão de hoje em queda. A zona de suporte a vigiar está algures entre os $55,75 e os $56. O Sr. Shannon sublinha no entanto que o potencial de subida dos SMH lhe parece inferior ao dos índices anteriores.
08m45s O sector das biotecnológicas (IBB) voltou a encontrar suporte na casa dos $240, mas ainda só está a meio do intervalo em que tem transaccionado desde o início deste ano.O Sr. Shannon acha que o ideal seria que as IBB consolidassem durante a próximas semana, para ganhar força para romper a resistência na casa dos $270 e continuarem a subir.
09m57s A Apple (AAPL:Nasdaq GS) continuaa ser uma acção "em sarilhos", uma vez que continua debaixo das principais médias móveis e também da VWAP (YTD).
10m42s A Google (GOOGL:Nasdaq GS) parecia ter começado a semana a quebrar um suporte, mas acabou por subir rapidamente. A zona entre os $670 e os $675 parece ser constituir um importante suporte
11m24s As obrigações do tesouro americano a 20+ anos (TLT) têm tido um desempenho espectacular nas últimas semanas, estando presentemente em máximos históricos. Em caso de correcção, o primeiro suporte óbvio surge aos $137,5.
Esta análise semanal do Sr. Ciovacco é bastante mais longa do que habitual, mas a duração do vídeo justifica-se, dada a grande incerteza introduzida pelo Brexit. O Sr. Ciovacco defende aqui uma tese com a qual eu concordo: o Brexit é o catalisador das quedas da sessão de sexta-feira, mas não é o causador dessas quedas. O mercado já estava a dar sinais de fraqueza antes dos resultados do referendo no Reino Unido... o Brexit apenas acelerou o inevitável.
Alguns pontos de interesse do vídeo do Sr. Ciovacco:
3m24s Olhando para o gráfico do S&P500 ($SPX), repare-se como a tendência dominante de longo prazo continua a ser descendente, apesar do optimismo abundante que reinava nos mercados até ao Brexit. Com efeito, o máximo do Bull Market (2134,72 pts), registado em Maio de 2014, não foi atingido. Foi precisamente esta disparidade entre os gráficos e a opinião dos "peritos" que me manteve afastado da bolsa em 2016. É que nestas coisas dos investimentos financeiros, é sempre preciso ter bem presente a arte do pensamento contrário.
8m25s O Sr. Ciovacco sublinha que as resistências principais dos maiores índices bolsistas mundiais ainda não tinham sido quebradas antes do Brexit, pelo que não se pode afirmar que a fraqueza actual nos mercados se deve exclusivamente ao Brexit.
9m55s Outrossim, o volume transaccionado já estava em queda nas sessões bolsistas que antecederam o Brexit, o que significa que já havia fraqueza nos mercados antes do Brexit.
15m25s Os activos de refúgio, nomeadamente o ouro (GLD) e as obrigações do tesouro americano (TLT), subiram na sessão de sexta-feira. Já os activos deflacionários, i.e. aqueles cujo valor é penalizado pela valorização do dólar (UUP), como o sector dos materiais (XLB) e o sector energético (XLE), desceram na mesma sessão.
19m05s Outro pormenor técnico a ter em conta, desta feita no gráfico semanal do compósito da NYSE ($NYA), é o facto de o a resistência multimensal na zona entre os 10600 e os 10700 pontos já ter sido rejeitada várias vezes desde Novembro de 2015. Este fenómeno ganha ainda mais importância se tivermos em conta que essa zona já serviu de suporte ao $NYA, entre Março de 2014 e as quedas brutais de Agosto de 2015: a passagem de um suporte a resistência é, em análise técnica, um dos indicadores mais fortes de se está em tendência descendente.
24m33s Outro fenómeno de longo prazo a ter em conta é o facto de o índice de volatilidade do S&P 500, o $VIX, ter feito, vários mínimos consecutivamente mais elevados no seu gráfico semanal, sobre aquilo que parece ser uma linha de tendência ascendente (LTA). Ainda por cima, essa LTA parecia ter sido quebrada antes do Brexit mas, ao invés, o $VIX disparou rapidamente para cima. Como costuma dizer o Sr. Shannon: «Quando um movimento numa dada direcção falha, sucede-se um movimento rápido na direcção oposta».
Quem não teve ocasião de apostar contra a libra esterlina e/ou contra os principais índices bolsistas mundias antes do Brexit poderá ainda estar a tempo. Pelo menos, é essa a opinião do Sr. Shannon, que fala numa "mudança de sentimento psicológico" nesta sua habitual análise semanal. De referir que o S&P 500 está agora negativo em termos anuais (year-to-date, YTD).
Este homem continua a acertar em quase tudo o que diz! Foi o único que previu o presente rally praticamente desde o seu início e continua a dizer-nos que ainda estamos numa tendência ascendente. Entretnto, o S&P 500 ultrapassou o máximo de Outubro de 2015, mas os máximos de Maio de 2015 ainda estão por reconquistar.
Conforme escrevi ontem, o maior índice bolsistas americano -o S&P 500- está finalmente numa zona de preços que pode vir a revelar-se interessante: a resistência multianual na casa dos 2100 pontos.
Pontos-chave do vídeo do Sr. Shannon:
Modo actual: tendecialmente bullish.O Sr. Shannon acha que, apesar das recentes subidas, alguns índices apresentam padrões de reversão ascendente. Eu estou céptico, mas aqui quem sabe é ele!
[00m42s]: o S&P 500 (SPY) continua acima das suas médias móveis a 10, 20, 50, 100 e 200 dias. O senhor Shannon diz que isto indica que ainda estamos em modo "bullish" (devo dizer que não concordo, porque estamos mesmo em cima de uma resistência multianual, mas atenção: o especialista é ele, não sou eu). Nas próximas sessões, a zona de suporte mais importante a ter em conta deverá situar-se entre os $208,75 e os $209,
[02m47s]: o Nasdaq 100 (QQQ) ainda não recuperou o máximo anterior, registado durante o último mês de Abril. No entanto, poder-se-á estar a forma uma "chavéna com pega", um padrão fortemente "bullish" que, a concretizar-se, conduzirá o índice a novos máximos históricos. De acordo com o Sr. Shannon, o nível de suporte a vigiar andará algures na casa dos $109.
[03m40s]: o Russell 2000 (IWM) está ainda melhor do que o Nasdaq e já tomou os máximos de Abril. Também aqui parece estar a formar-se uma "chavéna com pega", mas o Sr. Shannon chama a atenção para o facto de o IWM estar "um pouco mais esticado" do que o SPY e o QQQ. Em caso de recuo, o suporte-chave estará aproximadamente nos $114,5.
[05m13s]: o sector dos semicondutores (SMH) é o líder das subidas recentes e confirma a velha máxima de que "em bolsa, vence sempre quem pensa ao contrário". Com efeito, o SMH foi um dos piores sectores em meados do ano passado, afastando muitos compradores. Este ano, que ninguém dava nada por ele, parece ser o sector com mais pujança. Pelo menos, por enquanto... o nível de suporte a considerar andará pelos $56,5.
[06m28s]: as biotecnológicas (IBB) recuaram um pouco na sessão de hoje, mas ainda mantêm algum potencial de subida. Neste caso, a zona de suporte a vigiar estará entre os $276 e os $277. Infelizmente, há a possibilidade de as IBB esbarrarem na resistência multimensal na casa dos $290, razão pela qual o Sr. Shannon recomenda manter as 'stops' apertadas.
[06m28s]: as más notícias vêm da Apple, Inc. (AAPL:Nasdaq GS), a acção com a segunda maior capitalização bolsista do mundo (a maior é a da Alphabet, Inc.). Com efeito, a AAPL recuou nas últimas sessões e hoje fez um mínimo mais baixo do que o anterior, por debaixo de uma média móvel a cinco dias com declive descendente. Agora há que ter paciência e ver se o suporte algures entre os $95,5 e os $96 aguenta nos próximos dias.
Finalmente algo de interessante nos mercados americanos! A resistência multi-anual nos 2100 pontos do S&P 500 está a ser testada novamente. O assalto anterior (Abril) falhou, mas o índice parece ter encontrado suporte na zona entre os 2025 e os 2050 pontos.
Esta semana há análises técnicas para todos os gostos, umas muito esperançosas quanto à evolução dos índices, outras quase apocalípticas. Hoje escolhi partilhar todos os vídeos e gráficos dos analistas que sigo habitualmente, ao invés de me focar sobretudo na análise de apenas um deles, como é habitual aqui no AnB. A ideia é mostrar-vos o que acontece quando a incerteza nos mercados é muita: até os especialistas divergem e andam aos papéis! O que não quer dizer que não saibam o que se está realmente a passar, atenção! É que toda a gente tem os seus interesses próprios e é preciso sempre separar o que é matéria de facto daquilo é mera opinião.
1. Brian Shannon: moderadamente optimista
Apesar de a acção de preços no S&P 500 (SPY) se encontrar presentemente abaixo de uma média móvel a 5 dias descendente, tendo já feito uma série de máximos e mínimos consecutivamente mais baixos, o Sr. Shannon acredita na possibilidade de voltarmos às subidas, uma vez que o SPY reagiu bem à media móvel a 50 dias. No entanto, o Sr. Shannon faz uma ressalva: "se o preço quebrar a zona de suporte entre os $202,5 e os $203, a situação ficará mais negativa e nós teremos de ficar mais defensivos."
Já o Nasdaq 100 (QQQ) está bastante mais negativo mas, ainda assim, acima da média de preços ponderada por volume (volume weighted average price - VWAP) calculada desde o início do ano (year-to-date - YTD). O Sr. Shannon acredita que a zona de suporte na casa dos $104,5 será determinante para o sentido da evolução do QQQ. Caso seja quebrada, devemos ficar preocupados.
O Russell 2000 (IWM) parece estar um pouco melhor, com o preço a regiar bem à media móvel a 50 dias. No entanto, ainda é preciso que a média móvel a 5 dias descendente seja penetrada para cima de uma forma convicndente, i.e. penetração + inversão do sentido da MM(5) + constituição de suporte sobre a mesma.
Bem pior parece estar o sector dos Semincondutores (SMH), que se encontra presentemente bem abaixo da media móvel a 50 dias, tendo descido até ao segundo nível de retracção de Fibonacci (38,2%). As Biotecnológicas (IBB) estão ainda pior, tendo falhado o assalto ao máximo anterior, assim como a Apple Inc. (AAPL: Nasdaq GS). Por outro lado, a Tesla Motors Inc. (TSLA: Nasdaq GS) parece estar a estabilizar, tendo encontrado suporte sobre a sua média de preços ponderada por volume (YTD). Já as obrigações do tesouro americano a 20 e mais anos (TLT) parecem estar a formar um triângulo descendente no seu gráfico diário, que apenas será confirmado se a zona de suporte nentre os 126,5$ e os $127 vier a ceder.
2. Greg Harmon: moderadamente pessimista
A vela japonesa da sessão de sexta-feira foi forte, mas ainda insuficiente para determinar o fim das quedas. O Sr. Harmon acha que o RSI no gráfico diário do SPY ainda pode voltar a subir, mas observa que o MACD está claramente descendente.
Já no gráfico semanal, é possível verificar que o RSI ainda se encontra acima dos 50 %, mas há uma ligeira divergência negativa entre o histograma do MACD e as suas médias móveis exponenciais. O volume transaccionado também está a diminuir.
Perante isto, o Sr. Harmon acha que o mais provável é ocorrer um consoloidação (lateralização) de preços durante a próxima semana, com a possibilidade de haver mais quedas.
3. Joseph Hentges: moderadamente pessimista
O Sr. Hentges começa pelo Dow Jones Industrial Average (DJIA), observando que amédia móvel a 10 diasacaba de cruzar amédia móvel a 20 dias. Uma vez que isto aconteceu pela primeira vez desde o início do presente "rally", pode constituir um indicador de uma possível da reversão da tendência de médio prazo (semanas). O mesmo se passa no Russell 2000 ($RUT). Note-se, ainda assim, que ambos DJIA e $RUT se encontram acima das suas respectivas médias móveis a 50 dias.
No entanto, é nos gráficos semanais que a verdadeira guerra está a ser travada. O Sr. Hentges acredita que o presente duplo topo no DJIA pode estar a formar-se, embora seja necessária uma confirmação (quebra definitiva dos 17600 pontos). Já o gráfico semanal do $RUT mostra um claro Bear Market, com dois fundos e três topos consecutivamente mais baixos desde Junho do ano passado.
O índice de volatilidade do S&P 500 ($VIX) continua a lutar contra a resistência nos 17 pontos. O Sr. Hentges acha que se pode ter formado um fundo duplo no gráfico diário do $VIX, mas essa é uma ideia que terá ser abandonada se o índice descer novamente abaixo dos 14 pontos.
O Sr. Hentges acha que os Semicondutores podem estar prestes a cair novamente e a contrução civil residencial (XHB) também não está famosa. Já o sector financeiro (XLF) desenhou uma interessante "bear trap" no início do mês de Abril, mas agora parecem estar a ser travados pela
média móvel a 50 dias.
4. Chris Ciovacco: pessimista
O Sr. Ciovacco começa por salientar dois aspectos fundamentais: (1) a subida do emprego nos EUA ficaram muito aquém das expectativas em Abril de 2016 (+160 k), mas (2) o salário médio continuou a aumentar (+$0,08 em Abril, para $25,53/hora), o que dá uma média de crescimento de +2,5% nos últimos doze meses! O Sr. Ciovacco argumenta que o aumento continuado do poder de compra dos norte-americanos pode levar a FED a fazer mais um “rate hike”, i.e. a implementar mais uma subida das taxas de juro.
Aqui o vosso blogueiro tem sérias dúvidas de que isso aconteça nos próximos meses, porque um novo “rate hike” nesta altura tem um grande potencial para deitar abaixo as bolsas americanas, o que colocaria em causa a estratégia seguida pela FED durante o mandato de Obama, penalizando gravemente Hillary Clinton, que é a candidata preferida por Wall Street.
Em seguida, o Sr. Ciovacco faz um exercício bastante interessante utilizando o gráfico do quociente entre as obrigações do tesouro protegidas contra a inflação (US treasury inflation-protected securities –TIPS, TIP:NYSE) e o fundo transaccionável (exchange-traded fund, ETF) que replica o rendimento das obrigações do tesouro americano com maturidade entre 7 e 10 anos, o IEF (IEF:NYSE). O exercício consiste em monitorizar a expectativa do aumento da inflação, através do gráfico da tendência de evolução do quociente supracitado: se o quociente subir, então os investidores estão a preferir TIP, o que significa que estão à espera que a inflação aumente. Por outro lado, se o quociente diminuir, isso significa que os investidores estão a preferir IEF, o que significa que estão à espera que a inflação se mantenha ou diminua.
Ora, o gráfico semanal do quociente TIP/IEF mostra uma clara tendência decrescente, o que significa que os investidores não estão apostados numa subida da inflação nos próximos tempos. De resto, o Sr. Ciovacco alerta para o facto de que, historicamente, tanto as acções como as obrigações tendem a estagnar durante os períodos de inflação elevada, enquanto as matérias-primas tendem a subir. Moral da história? Na presente conjuntura, é preciso manter-se aberto a todas as formas e veículos de investimento, sob pena de perdermos a festa.
Agora vem a parte mais interessante do vídeo, uma citação apocalíptica de Stan Druckenmiller, gestor de fundos na Duquesne Capital:
«Os nossos reguladores míopes não têm como acabar com isto. Eles hesitam de uma política fiscal de curto prazo ou estímulo monetário para o próximo, não obstante as evidências esmagadoras de que esses estímulos apenas produzem um efeito muito limitado, mas aumentam a dívida improdutiva que impede o crescimento a longo prazo. Mais ainda, o declínio continuado do crescimento global – apesar de todos estes estímulos sem precedentes ao longo da última década – sugere que temos andado a pedir tanto [dinheiro] emprestado ao nosso futuro e durante tanto tempo que, quando a bola de neve finalmente chegar, será uma avalanche imparável.»
Druckenmiller prossegue:
«Ao longo do último ano, a volatilidade observada nos mercados globais, que muitas vezes precede uma alteração da tendência primária, sugere que o rácio risco/recompensa é agora negativo, a não ser que os preços desçam significativamente ou haja reformas estruturais. Mas é melhor esperarem sentados pelas últimas.»
Aqui o vosso blogueiro tende a ser muito céptico em relação a este género de previsões apocalípticas, sobretudo quando o “vidente” nos recomenda comprar ouro. Mas também não devemos ser totalmente autistas e ignorar os profetas da desgraça, quanto mais não seja para nos lembrarmos de tempos a tempos que o risco está lá e, se o subestimarmos, come-nos vivos! Cinjamo-nos ao que é matéria de facto e que o vídeo mostra a partir dos 13 minutos: os três maiores índices americanos, S&P 500, DJIA e Nasdaq 100 falharam o assalto aos máximos de 2015. O S&P 500 e o Nasdaq 100 nem sequer conseguiram chegar aos máximos de Novembro. O mesmo pode ser dito para o compósito da NYSE ($NYA) e para o ETF respeitante às acções globais (ACWI).